quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Eu e os Outros. Nós e a Natureza

Nesta quadra natalícia, e obedecendo à tradicional frase de que «o espírito de Natal deve estar presente todo o ano», convém fazer uma análise do ano findo, rever comportamentos e aperfeiçoar a conduta a fim de o próximo ano ser melhor e iniciarmos um futuro construtivo seguindo os melhores valores de convivência com os outros e com a Natureza.

Não é preciso inventar nada. Desde há séculos que se recita a ideia de que deveis «amar os outros como a vós mesmos» ou de que «não devemos fazer aos outros o que não desejamos que nos façam». Neste conceito, os outros são todos os que estiverem para além da nossa pele, sejam familiares ou amigos, do nosso clube ou de outros, independentemente da cor da pele, da nacionalidade, das convicções, etc.

É nosso dever não hostilizar os outros e respeitar seriamente os seus legítimos direitos. Nos anos mais recentes instalou-se o fanatismo dos direitos, toda a gente fala nos seus variados direitos, mas ao pronunciar a palavra esquecem que deve haver deveres para que os dois pratos da balança – direitos e deveres - estejam em equilíbrio. E o principal dever é respeitar os outros, não os prejudicar no exercício dos seus legítimos direitos.

Este dever de respeitar os direitos dos outros é muitas vezes esquecido e muitas autoridades esmagam, sem a mínima consideração, os que dependem de si e que, por isso, ficam mais desprotegidos. É dever também desempenhar as suas tarefas honestamente com permanente vontade de ser eficiente, excelente. Os que têm o dever de zelar pelo bem-estar da população, devem ser escrupulosos e não viver acima das possibilidades dos contribuintes, isto é, devem fazer escrupulosa utilização do dinheiro público. Para isso, a estrutura deve ter apenas o peso e o volume indispensável à finalidade de governar bem o país, sem burocracias excessivas, sem instituições desnecessárias, sem mordomias desproporcionais às possibilidades dos contribuintes. As tarefas de cada órgão devem ser claramente definidas, com rigorosa atenção ao interesse dos cidadãos. O controlo das actuações deve ser isento e imparcial e a aplicação da Justiça deve ser geral sem criar excepções de imunidades e impunidades injustificáveis.

Mas além do nosso respeito pelos outros, há um outro dever que costuma ser esquecido é aquele que se refere à casa de todos nós, à Natureza. A nossa vida depende do ambiente, não apenas daquele que fica ao alcance da nossa mão, da nossa visão, mas de todo o planeta. Cada gesto nosso tem influência na saúde ambiental: a água que consumimos, o lixo que produzimos, os gases e vapores que enviamos para a atmosfera, o excesso de consumo e, principalmente, o desperdício, empobrece o património colectivo, os recursos que escasseiam e nos farão falta e aos vindouros.

E além da Natureza como nosso habitáculo, devemos respeitar os seus habitantes, animais e vegetais. Quanto aos animais, não posso deixar de sublinhar o egocentrismo e a arrogância que levou os humanos a considerarem-se «racionais» em oposição aos restantes habitantes da terra que qualificou de «irracionais». Tal classificação foi devida a ignorância e presunção dos humanos, pois, os animais não humanos raciocinam de forma mais coerente e pragmática do que muitos humanos e, frequentemente, dão lições de convivência, de afecto entre os familiares, os do mesmo bando e, o que é impressionante, em relação a tipos de outras espécies e raças. Nisto aparecem exemplos que devem envergonhar os humanos racistas, xenófobos, com aversão aos que seguem religião diferente ou são adeptos de outros clubes ou de outros partidos.

O espírito de Natal deve ser aproveitado para reflectir nestes problemas, de forma simples e sem preconceitos e, depois, procurar rever os comportamentos habituais de maneira a contribuir para maior harmonia e paz em relação aos outros e à Natureza em todas as suas facetas. «Amai os outros como a vós mesmos».

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Democracia ou Ditadura a prazo ???

Em ditadura, os donos do quintal fazem dele aquilo que lhes aprouver, sem se preocuparem com os desconfortos, os descontentamentos das suas vítimas. Eram vitalícias, só terminando com a morte ou destituição violenta do «gestor». Mas parece terem passado de moda as ditaduras clássicas sendo substituídas, sob a capa flexível da dita democracia, a ditaduras a prazo renovável, de quatro ou cinco anos, em que os governantes esquecem que são mandatários da vontade dos eleitores e evidenciam a sua vaidade, arrogância, ambição, teimosia, custe o que custar, doa a quem doer, parecendo guiar-se pelo lema «os meus súbditos que se lixem».

E, por isso, não espanta o título da notícia Passos afasta revisão Constitucional e diz não temer impopularidade, frase que nenhum ditador clássico recusaria assinar.

Mas é certo que qualquer mudança gera dificuldades nas pessoas, por exigir esforço de adaptação, e isso acontecerá quando surgirem os resultados da tão prometida «Reforma do Estado» para os «cortes das gorduras». Esperemos que, ao decidir tais mudanças, se isso vier a acontecer, Passos não deixe de cumprir o seu lema de «não temer impopularidade» e corte onde deve ser cortado em vez de se limitar a exigir sacrifícios sobrepostos e repetitivos aos desfavorecidos pelo Poder.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PM holandês usa bicicleta


O Primeiro-Ministro Holandês a chegar ao seu local de trabalho, ao seu Gabinete Oficial para mais um dia de trabalho.
Diferentes mentalidades, diferentes exemplos.
E se em Portugal deixasse de haver a obsessão pelos carros de luxo a pesarem no dinheiro público, dos nossos impostos???.

domingo, 28 de outubro de 2012

Decisões com vista a resultados

O Sr PM afirmou que «sobre as possíveis medidas de redução da despesa impende esta obrigatoriedade, que temos de levar inteiramente a sério: na posição delicada em que nos encontramos, têm de ser medidas que nos garantam resultados com um grau elevado de certeza».

O Sr. PM diz muito bem e essa obrigatoriedade deve aplicar-se a qualquer decisão, porque os portugueses não devem ser obrigados a suportar erros dos governantes. É para isso que aqui muitas vezes se aconselha que é indispensável «Pensar antes de decidir».

Mas quando se iniciou a austeridade, parece que o Sr PM não usou desse cuidado de garantir «resultados com grau elevado de certeza». Certamente que não, pois os resultados têm-se manifestado no aumento do desemprego, no encerramento de empresas por a queda do poder de compra dos consumidores lhes ter reduzido a facturação, na diminuição da colecta de impostos, no recurso crescente à esmola das IPSS, etc

Os «bons resultados» da austeridade imposta levianamente, sem analisar seriamente outras soluções, têm apenas sido vistos pelos bancos e grandes empresas (BPI , Santander Totta, Jerónimo Martins, etc), que obtiveram benefícios na falta de equidade da austeridade. Pela sensata afirmação do Sr PM parece poder concluir-se terem sido esses os resultados que desejava, ou será que considera que errou nas suas decisões e agora quer mudar de metodologia para preparar as futuras decisões?

Feitas do Amaral sugeriu medidas diferentes. O mesmo aconteceu com João Salgueiro. E, agora Marques Mendes está mostrar caminhos que parecem conduzir a resultados «com um grau elevado de certeza». O que será que falta para que seja seguida uma boa escolha de entre as soluções possíveis?

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Comunicar com objectividade

Se o aparecimento de responsáveis políticos nos órgãos de comunicação não for para comunicar com verdade, clareza e precisão, pode tornar-se perda de tempo, propaganda ou pantomina de diversão.

«O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, criticou nesta quinta-feira os anos de governação socialista e acusou o PS de ser o responsável pelo Orçamento do Estado que o Governo apresentou na segunda-feira ao país.»

No momento actual, nada adianta estar a tomar culpas aos causadores da crise. Esses deveriam estar a contas com a Justiça se ela funcionasse. Os actuais governantes é que têm responsabilidade de resolver todos os problemas agora existentes e procurar, para eles, as melhores soluções. Foi para isso que nos pediram o voto. É para isso que lá estão.

O nosso papel de eleitores e contribuintes deve ser a crítica civilizada e construtiva para os pressionar a reparar aquilo que não está bem. Um político, por norma, como ser humano, é avesso à mudança, às alterações, e preguiçoso e, diz a experiência que, nada fará se não for pressionado e empurrado.

O nosso dever é estimular a sua acção para defender os interesses nacionais e melhorar a vida dos portugueses. Fazer isso não é ser do contra, nem revolucionário, é ser patriota, amigo de Portugal.

O ministro da economia, mostrou grande incompetência ontem por ter dito mal do governo anterior, já saído há quase ano e meio, em vez de mostrar obra feita neste já largo tempo de governação do actual Governo. Ou será que, ao fim de todos estes meses, não tem resultados a mostrar, de que se orgulhe? É pena ver políticos no poder a perder tempo fazendo guerras partidárias, em vez de falarem dos reais problemas que afectam os portugueses. Em momento de grave crise, todos os esforços devem ser orientados para atrair todos os sectores a colaborar na escolha das melhores soluções com consenso alargado, a fim de serem obtidos os melhores resultados para bem dos portugueses. Lutas partidárias não são, neste momento, o que o país mais precisa nem são patrióticas. Façam e digam os resultados, mostrem as razões que os levam a tomar cada decisão. Tal informação, com verdade, transparência e objectividade, é que deve ser o tema das suas palavras em público, para conseguir a maior convergência de esforços.

Essa é que será a mais eficaz propaganda que os eleitores gostarão de ouvir.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Agora mostrem quanto valem !!!

Em época de o ministro das Finança levar muita pancada, vinda de variados sectores, inclusivamente da Coligação, ele teve uma atitude de rara ousadia na nossa viciada política, desafiando os deputados a proporem cortes na despesa do Estado.

Esta atitude vem recordar-me os tempos de rapaz em que se usava a expressão «não és homem nem és nada se não reages ao desafio». Espera-se que os senhores deputados, principalmente os da oposição, aceitem este desafio e evidenciem o seu valor, a sua moralidade, o seu patriotismo e não deixem de indicar ao senhor ministro as soluções tão faladas, e que não exigem invenção, pois basta ir aos países nórdicos e adaptar ao nosso País as soluções que lá usam.

Só para uma pequena sugestão: cortar a quantidade de deputados, de assessores, de especialistas, de consultores, de apoios a fundações sem utilidade indispensável ou mal geridas, de observatórios não absolutamente necessários, de comissões, de grupos de trabalho, de empresas públicas, de contratos com PPP, dos carros de deputados e de outros servidores do Estado, de municípios, de freguesias e de muitas e diversas mordomias e outras despesas não directamente contributivas para o bom funcionamento da máquina pública e para a vida dos portugueses, etc. etc.

E não esquecer de legislar para reduzir a burocracia ao mínimo indispensável, para combater eficazmente a corrupção, o tráfico de influências e o enriquecimento ilícito, etc.

Na verdade, este desafio não pode ser desprezado por deputados patrióticos que queiram mostrar a sua dedicação ao interesse nacional, como deve ser seu apanágio. Não lhes falta campo para dominar a bola que lhes é passada e a devolver à baliza de Vítor Gaspar.

Ficamos à espera de saber se são homens para isso…

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Há alternativas para a austeridade

Transcrição de notícia:

"Há que encorajar o investimento produtivo", diz João Salgueiro
Expresso. 8:31 Quinta feira, 11 de outubro de 2012

Para o ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos o programa da troika pode ajudar o país a criar uma alternativa à austeridade, que passe por um novo modelo para a economia que "encoraje o investimento produtivo."

A alternativa às políticas de austeridade é um modelo económico virado para "encorajar o investimento produtivo", considera o antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos João Salgueiro.

Numa entrevista à Lusa, Salgueiro disse que a solução para a crise terá de passar por um novo modelo para a economia. O Governo devia assim fomentar o "investimento produtivo": "Não há outro [caminho]. É o que todos os países fizeram. Temos de concentrar todas as nossas atenções no investimento produtivo."

E como é que se encoraja o investimento produtivo? "Não tem nada que saber", responde Salgueiro. "O capital para nós é ilimitado. A competência técnica é ilimitada. A capacidade empresarial é ilimitada. Temos todo o capital de que precisamos, se o atrairmos." Quanto às formas de atrair capital, Salgueiro diz que basta "criar condições para isso": "Vamos ver as boas práticas dos países que tiveram sucesso. Até o Vietname está a atrair investimento americano, tendo um Governo comunista!" Salgueiro aponta uma série de obstáculos ao investimento em Portugal que na sua opinião poderiam ser rapidamente afastados.

"Fale com algum empresário, dos poucos que ainda andam aí a mexer-se e pergunte quantos anos é que leva a montar uma fábrica. Na aquacultura, são precisas 32 autorizações, para fazer um hotel são não sei quantas, é preciso andar de repartição em repartição", afirma.

Atrair mais investimento estrangeiro

"Depois temos uma fiscalidade que todos os anos muda - quem é que quer investir num país que está sempre a alterar [o código fiscal]?" Mas não leva muito tempo a fazer essas reformas? "Não leva nada! A Autoeuropa ficou com uma fiscalidade fixa quando assinou o contrato [com o Governo português]. Os contratos de investimento preveem a fiscalidade, leva dois a três meses a negociar um acordo."

Salgueiro acha que o programa da troika não é um obstáculo para este novo modelo, antes pelo contrário: "Até torna mais fácil atrair o investimento. Se há um programa que nos obriga a ter contas equilibradas e apoia a exportação, isso é ideal para quem queira vir para cá."

O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos considera que a dimensão do país não é um problema para a captação de investimento: "Esse choradinho de que o país é pequeno não é verdade. E também não é periférico, é mentira, estamos entre duas grandes regiões do mundo", os Estados Unidos e a Europa Ocidental.

"Um país como a Coreia [do Sul] está muito mais longe dos EUA e da Europa, e desenvolveu-se bem", conclui Salgueiro.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Emigração. A fuga dos melhores

Talvez não tenha sido por acaso que após a informação de Vítor Gaspar sobre o agravamento da austeridade (sem ter tocado nas obesidades do Estado) Cavaco tenha publicado no Facebook uma mensagem «em que alerta para o facto de “o investimento feito em capital humano pode vir a ser aproveitado não por quem investiu mas por quem oferece melhores condições de trabalho, quer no plano salarial quer no da realização pessoal”.»

Acrescenta que “Uma agenda de crescimento e de competitividade para o médio e longo prazo tem de ter em conta este problema, que já é real: os mais qualificados, aqueles que potenciam a inovação, estão a deslocar-se para os países do Norte da União Europeia, com isso contribuindo para aprofundar ainda mais assimetrias que põem em risco a coesão da Europa”.

Mas parece que a já tão falada impreparação dos governantes impede que estes virem os olhos para o capital humano, que devia ser o objectivo principal do Governo, e, pelo contrário, mantêm a fixação em agravar os sacrifícios exigidos aos contribuintes para evitar mexer nas inúteis obesidades do Estado, onde se anicham «boys« e «girls» do regime.

As perspectivas sociais e o futuro dos portugueses estão em sério risco.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

P.M. «Impreparado»

Transcrição:

Marcelo acusa Passos de só ser “concreto para o mexilhão”
PÚBLICO. 09-09-2012 - 22:00

Marcelo considera que comunicação de Passos ficou entre o descuidado e o desastroso.

Marcelo Rebelo de Sousa acusou neste domingo Passos Coelho de ser um primeiro-ministro “impreparado” e de ter feito um discurso ao país “no mínimo descuidado e no máximo desastroso”. E diz que há um aumento de impostos.Com vídeo.

No habitual comentário da TVI, o antigo presidente do PSD e actual conselheiro de Estado não poupou palavras críticas em relação ao actual líder “laranja” e primeiro-ministro, por causa da intervenção que este último fez na sexta-feira em que anunciou mais medidas de austeridade.

Para já, Marcelo diz não ter ainda todos os dados para considerar se as medidas são ou não constitucionais. Para o também conselheiro de Estado de Cavaco Silva, o discurso de Passos teve uma parte concreta e outra vaga.

A concreta foi a parte em que anunciou os cortes de salários para a função pública, pensionistas e privados. Já a vaga foi a que não explicou como vai tributar o capital, como vai cortar nas fundações, nas Parcerias Público Privadas.

“Para o mexilhão foi concreto, para outras espécies mais sofisticadas foi vago”, concluiu Marcelo. "Fiquei gélido" por ouvir Passos Coelho só "contar uma parte da história", acrescentou.

O antigo presidente social-democrata criticou também a mensagem que Passos Coelho colocou no Facebook, na madrugada deste domingo, afirmando que Passos devia ter tido aquelas palavras dirigidas aos portugueses na sua intervenção.

Para Marcelo, o primeiro-ministro deixou tudo por explicar, nomeadamente por que diz que não vai haver um aumento de impostos. “Ficou a ideia de que para agradar ao PP diz que não é um aumento de impostos quando é”, acrescentou.

Para o professor de direito, o aumento dos descontos para a segurança social de 11% para 18% vai levar à baixa de consumo, “especialmente das pessoas mais carenciadas”, e ao encerramento de empresas.

E para Marcelo a intervenção “desastrada” fica a dever-se “à impreparação” de Passos Coelho.

Marcelo espera agora que o Presidente da República peça esclarecimentos ao Governo sobre o que não foi explicado e que, se tudo se mantiver como está, espera que o Presidente diga ao Executivo que tem de as mudar.

O antigo presidente do PSD tinha ainda mais dois recados para Passos Coelho: devia ter anunciado uma remodelação logo após o seu discurso e “não lhe ficou bem falar antes do jogo da selecção para ver se passava despercebido”.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Utilizar a troika para moralizar o País

A crise, segundo os termos do primeiro-ministro, oferece oportunidades de aprendizagem para a gestão da vida nos seus vários aspectos. Diz um pensador que se deve lutar porque, embora quem lute possa perder, quem não luta está perdido. E deve evitar-se o silêncio pois como dizia um filósofo «o que preocupa não é o grito dos maus! É o silêncio dos bons».

Assentes nesta filosofia de vida e atendendo a que os governantes acatam as recomendações das instituições representadas na troika os Médicos denunciam à "troika" nomeações partidárias para agrupamentos de saúde, certamente na esperança de por esse meio se contribuir moralizar a vida nacional e revitalizar princípios e valores éticos que têm sido esquecidos. Segundo esta notícia «As polémicas nomeações dos novos directores executivos dos agrupamentos dos centros de saúde (ACES) da região Norte, cujos currículos profissionais têm sido fortemente contestados pelas estruturas dos sectores da saúde, já chegaram ao conhecimento da troika.»

Os abusos desta natureza, antidemocráticos, sobrepondo à justiça nacional o amiguismo e compadrio, parecem demasiado generalizados, como aqui se referiu em 15-07-2012 e em 25-08-2012.

É bom que as pessoas denunciem, reclamem, aproveitando as oportunidades dadas pela crise para regenerar as virtudes que andam esquecidas e recuperar os valores de patriotismo para tornar Portugal igual aos melhores da Europa.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sacrifícios Iguais Para Todos
Miséria para Gerações

Este governo destruiu a vida das pessoas e o emprego, chama piegas aos portugueses que ficaram tesos. Em conjunto com o Coveiro da nação, proclama que os sacrifícios são a dividir por todos e diz que faz esforços para criar emprego. O emprego vai atingir cerca de 20% pelo fim do ano. Com os cortes parciais dos salários, a que chamam inapropriadamente subsídios, dos subsídios de desemprego, para alimentar e vestir os filhos vai ser preciso roubar.

É este o panorama actual, e o do futuro anuncia-se muito mais negro e de longuíssima duração. Se o povo continuar a acobardar-se em lugar de se defender como em países democráticos, como aconteceu na Islândia, será sangrado e morrerá de esvaimento total enquanto uma parte da população lhes bebe esse sangue. Se as corjas não quiserem civilizar-se a bem, que seja a mal. Melhor morrer a peste do que uma população inteira Se não, vejamos por alto, porque profundamente a verdade afigura-se terrivelmente mais negra.

Mais grave que tudo o que este artigo encerra – embora dele dependa em totalidade – é o futuro de Portugal. as previsões, baseadas na realidade e não na ficção com que os ladrões nacionais nos querem emprenhar pelos ouvidos com a sua contínua vergonhosa banha da cobra, churros de mentiras para crianças mentais em nome de interesses bem conhecidos, não vai volatilizar-se como o FdP do criminoso cadastrado nos quer convencer. Não vai haver nenhuma recuperação cedo como dizem, como o modo como destroem a produção. Os aumentos dos impostos jamais conseguirão sequer igualar as perdas encaixadas. A dívida não pode ser paga desta forma. A prosseguir do mesmo modo, o governo de incompetentes, vendidos e ladrões irá pedir uma nova ajuda financeira. Cairá num ciclo vicioso com origem no empobrecimento da população já mais miserável da Europa e inigualável na sua maior divisão entre ricos e pobres. Nada de nada foi ou está a ser feito para uma recuperação e tudo o que se inventa é palavreado oco. Haverá flutuações, mas nada é sustentável. Há mais de um século que em Portugal nunca houve verdadeiro progresso, mas agora os próprios rudimentos básicos foram ou estão a ser destruídas. As comunicações os seus custos (compare-se com os países mais ricos), a instrução, a justiça, o aperfeiçoamento e a valorização da mão-de-obra, a saúde, etc., atacadas ou sem devido interesse nelas, não proporcionarão o progresso. Daí que o atraso não vai durar dois ou três anos. Se não tirarem o poder a estes destruidores e os substituírem por outros capazes e controlados, a miséria ficará permanentemente até que estas medidas ou semelhantes forem tomadas.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Falsos Profetas Disfarçados de Ovelhas

Quem quer leia este artigo poderá ser cristão, muçulmano, budista, hinduísta, jainista, mórmon, judeu, xintoísta, taoista, zoroastoanista, ateu ou agnóstico, seguir qualquer outra confissão ou religião ou negá-las todas. Trata-se de história universalmente comprovada e globalmente aceite. Trata-se dum princípio debatido em religião, psicologia, filosofia, etc. universalmente conhecido salvo pelos portugueses, segundo o demonstram, que assim mais uma vez justificam a sua auto-estima.

O exemplo tomado é tirado dos livros cristãos por em Portugal serem os mais divulgados, mas de acordo com o que fica atrás poderia ter qualquer outra fonte. Mudariam as palavras, talvez, de acordo com a cultura e o seu modo de expressão (e o tradutor), mas o sentido manter-se-ia invariável. A existência daquele a quem as palavras são atribuídas, Jesus, é também mundialmente reconhecida, foi um personagem daquelas que são hoje as três maiores religiões que nasceram no Próximo-Oriente e o segundo maior profeta islâmico após Mohamed – Isa (arábico). Isa é mencionado vinte e cinco vezes pelo seu nome no Corão, ou seja, com mais frequência que o primeiro profeta do islão, o próprio Mohamed. O Corão considera-o textualmente de concepção virginal por decreto de Allah.

A sua existência comprovada, avancemos em direcção do assunto do título.

Segundo sabemos, Jesus passou uma boa parte da sua vida pregando e muitos dos seus sermões foram transcritos. Alguns os mais conhecidos foram os seus ensinamentos na Galileia. Entre eles há um que 2.000 anos passados parece hoje dirigir-se especialmente aos portugueses em estilo parabólico para facilitar a compreensão ao atrasado povo judeu. Será que passados esses 2.000 anos os portugueses não estão tão atrasados como os judeus de então, pois que ainda nem as parábolas compreendem? O título postumamente atribuído a esse sermão é Os Falsos Profetas.


Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Pelos frutos, pois, os conhecereis.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Bónus para ricos, sacrifícios para pobres

É suposto que, em democracia, os eleitos, os escolhidos pelo povo para gerirem os interesses colectivos, devem seguir a regra de «respeitar os outros como desejam ser respeitados», mas acontece, com indesejável frequência, que, depois de sentarem na cadeira do poder se consideram donos e senhores dos destinos da Nação, a seu belo prazer, e tomam a ousadia de desrespeitarem a inteligência de quem os elegeu, de quem representam. Assim perdem credibilidade e confiança e colocam em perigo a harmonia e a paz social.

Agora, para porem cobro a actividades económicas que, por tradição, fogem ao controlo por não passarem factura, surge a notícia IVA pago em restauração, mecânicos e cabeleireiros dedutível em 5% no IRS, o que pretendia ser um engodo para todo o consumidor, armado em zelador do fisco, passasse a exigir sempre factura mas, sem muito atraso, veio a ser esclarecido como sendo uma armadilha, um isco imaginário, para atrair o consumidor a colaborar, gratuitamente. em trabalhos da competência da fiscalização económica.

É que, muito simplesmente tal benefício apenas está ao alcance de cidadãos que se situem nos 20% com rendimentos mais altos. mMais uma vez se nota que as medidas do Governo são sempre para aumentar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres!!! É isso que se depreende da notícia Benefício de 5% no IVA deixa de fora mais de 80% das famílias pois para se beneficiar da dedução do IVA pago terá de se gastar, em 2013, 1800 euros por mês em restauração, alojamento, sectores de manutenção e reparação de automóveis, cabeleireiros e similares, o que deve ser interpretado em função do facto de que o ordenado médio mensal no país não chega a 800 euros. São poucos o que podem gastar 1800 euros por mês e, portanto, beneficiar da dedução do IVA. Cada um dirá «não peço factura, se quiserem obrigar o empresário a passá-la, venham controlar»

Os senhores governantes estão a brincar connosco. E pode acontecer que o povo deixe a sua tradicional tolerância e se irrite com tal brincadeira, entre jogadores com regras diferentes. Depois dessa irritação, quais serão as regras usadas pelo povo? Pensem nisso senhores governantes.

Imagem do JN

terça-feira, 10 de julho de 2012

Relvas e os Médicos

A partir de agora, a todos os que tenham exercido a profissão de médico por mais de X anos sem terem frequentado os cursos vão ser dados diplomas, admitidos na Ordem dos Médicos e terão equivalência aos médicos formados, mesmo que tenham passado o tempo do curso a colar cartazes. É a adopção tácita e generalizada das Novas Oportunidades. Justifica plenamente o que em toda a Europa se crê da competência e dos cursos nacionais em que nem os médicos nem os dentistas podem exercer nos países mais avançados.

Novo diploma das universidades nacionais: Doutor em Vigarice.

Adenda
A vigarice é muito maior e mais antiga. É só reparar na data e compará-la com o que o vigarista-mor nacional.
É o exemplo da corja de ladrões e vigaristas que governam Portugal e que nos roubam sem direito por conservarem e aumentarem os seus ganhos. Só roubam aqueles que menos têm. Forca com eles.
Imagem da Internet

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

sábado, 7 de julho de 2012

A Escumalha Política
Para Lembrança dos Amnésicos

Transcrição integral de dois artigo de Fernanda Câncio no Diário de Notícias. Para memória de fanáticos partidários, desmiolados e outros amnésicos e traidores que continuam a aprovar a corrupção porque é o seu partido. São estes e os jornaleiros coniventes que enganam a população os verdadeiros culpados do estado a que o pais chegou devido ao seu suporte incondicional. Tudo se poderia resumir numa curta frase: Os bandos de cabrões que nos governam e nos desinformam.

domingo, 1 de julho de 2012

Falsidade e Oportunismo

É a norma de comportamento inserida pelo marketing das oligarquias para nos convencerem de continuarmos a votar neles. Sem a aprovação dos desmiolados masoquistas não lhes seria possível às associações de criminosos revezar-se na governação a fim de poderem continuar a roubar impunemente.

Roubar impunemente é uma expressão um pouco desadequada, visto que para além do roubo ligeiramente escondido por ser admitido, há abusos de gravidade não inferior. Nestes, inclui-se um número sem fim de privilégios que negam a existência básica de igualdade, negando assim a existência da democracia. Os exemplos mais conhecidos são escarnecerem o povo, roubando parte das remunerações das pensões dos reformados sem que toquem nas suas reformas douradas. Roubarem os ditos subsídios (que não o são) de férias e de Natal (parte integrante dos ordenados, assim nomeados para os fazer passar por favores, benesses magnanimamente oferecidas pelas oligarquias mafiosas aos miseráveis com os ordenados mais baixos da Zona Euro. Simultaneamente, proclamando que «os sacrifícios são para todos», estes grandes cabrões de abusadores que os carneiros toleram em lugar de os enforcar, conservam para si tudo o que tiraram ao povo, visivelmente em nome do que proclamam, simplesmente mudando o nome aos ditos subsídios. Enquanto nos outros países com crises menos graves que a portuguesa, os governantes, por vontade própria e solidariedade, decidiram cortar voluntariamente os seus ganhos degressivamente a partir de 20% e 30%, os cornudos nacionais, em nome dessa solidariedade, assimilaram-se aos funcionários públicos e apenas abdicaram de 5%. Que gozo da população!

Não é um gozo? E quem é que é mais cornudo? Aqueles que o fazem ou aqueles que o admitem? Embora não seja directamente comparável, podemos perguntar: se a população de carneiros incivilizada crê que quando alguém é roubado a culpa é da vítima por se ter deixado roubar, não será a culpada dos actos dos políticos, analogicamente, também da culpa das suas vítimas?

Muita algazarra se ouve a este respeito, mas é só isso, algazarra. O Coveiro da nação, esse Ali-Baba que com os seus 40 (160) ladrões destruiu os meios de produção nacional e deixou Portugal sem preparação para o futuro (hoje), tem sido apupado e vaiado, assim como outros governantes, mas é só algazarra. Aquando da visita do idiota visionário e incompetente do ministro da economia à Covilhã, hoje 29, muita algazarra houve e muitos chegaram a saltar em cima e a dar palmadas na lata do seu bólide, comprado com o dinheiro dos que perderam os subsídios e a comida, mas a cobardia não permitiu que o sacassem do coche e lhe dessem uma boa cossa, naquele que estragou a vida a centenas de pessoas, arruinou milhares e roubou a comida da boca de outros tantos. O presidente da câmara, da sua cor, também o atacou verbalmente. Chamaram-lhe cobarde, mas cobardes foram eles, que nem um exemplo deram.

Uma busca no Google com os termos «ministro apupado» dá uma longa lista onde figuram quase todos os governantes, mas é tudo. Os criminosos estão perfeitamente conscientes de que «cão que ladra não morde» (pelo que podem continuar sem receio, que a algazarra não é mais do que desabafo) e de que «os cães ladram, mas a caravana passa» (que continuarão a votar neles como sempre, ora num bando de ladrões, ora noutro, que os roubarão à vez). E têm razão a mais não poder, que se tem confirmado sem excepções. Não será tempo de os atar aos pelourinhos que ainda restam do tempo da justiça real, chicoteá-los, julga-los sumariamente com mais razão do que a cabra da ministra da justiça decidiu fazer aos flagrantes delitos e enforcá-los por crimes contra o povo? Não é um delito mais do que flagrante? Precisa de maiores provas?

Já que a justiça, dominada pela mesma corrupção ou idêntica, onde os próprios juízes usufruem de privilégios antidemocráticos não funciona, que a justiça seja devolvida ao povo. A saber que os juízes, salvo os do Tribunal Constitucional, cujas funções são diferentes das dos restantes, não são órgãos de soberania por duas razões universais: (1) numa democracia não podem existir «órgãos de soberania» dado que o único soberano é o povo (se existirem de facto não é uma democracia – não é dialéctica) e o termo foi inventado para justificar a hegemonia dos tiranos oligárquicos sobre um povo a quem roubaram a soberania; (2) os juízes representam o povo apenas quando assumem as suas funções oficiais nos tribunais, não fora deles. Ainda assim, deve considerar-se que o Tribunal Constitucional funciona menos como um tribunal, mas como um Conselho de Sábios doutores da Lei que se consulta para obtenção duma opinião de confiança, a qual por tanto deve ser aceite. De notar que Conselho de Sábios se aproxima muito da designação que lhe é dada na Suíça.

Logo, se os juízes não cumprem com o seu dever, providenciando uma justiça eficiente e em tempo útil, a sua prestança é inútil e devem ser substituídos por incumprimento e incapacidade em representarem o povo. Se eles representam o povo, o povo que eles representam tem o direito de se juntar e eleger juízes de entre ele, tal como aconteceu em diversas civilizações da antiguidade. De entre as várias normas que ditam o procedimento da justiça, o precedente é uma delas e não podemos suprimi-la apenas para aceder à conveniência e arrogância de alguns.

Ainda há imensos parrecos, crédulos e militantes, que por estas razões diferentes continuam a acreditar que votando noutros melhora. Afinal, são estes os culpados da perpetuação do roubo autorizado e de todos os outros cancros que o acompanham em paralelo. Justificada a intervenção popular na condenação dos governantes criminosos, deixamos a podridão da justiça e voltamos à podridão da política.

Temos observado alguns factos, ultimamente, que nos mostram a ambiguidade do Partido Socialista e outros que nos dão uma previsão de como o PSD vai proceder num futuro bem próximo.

A ambiguidade do PS é uma verdadeira impostura. A tomada de decisão de não votar a moção de censura dos comunistas é disso a prova real. Tão simples que não necessita de explicação detalhada. Alguns monossílabos bastam e o resto são tretas. A moção de censura nunca passaria, existindo uma maioria que não permite que os seus malefícios sejam criticados, muito menos derrubados. Dúvidas? Portanto, a abstenção do PS não poderia ir no sentido de manter uma estabilidade governamental, como o partido afirmou. Sendo impossível, foi mentira chapada. A abstenção contrariou a totalidade de todos os discursos do PS desde as últimas eleições e retira-lhe qualquer possível confiança futura. Qual foi, então a ideia? Simples, um golpe para sacar apoiantes nos simpatizantes do PSD numa pura mira eleitoralista e sem qualquer interesse para o país, como mentiram. Quem votar neles baseado nesta falsidade prova que eles têm toda a razão em tomar a população pelo que ela efectivamente é, bandos de bandalhos rascas desmiolados, masoquistas e carneiros dóceis que se deixam levar voluntariamente para o açougue a que os conduzem. Todos os políticos o sabem e estrangeiros também.

No dia em que dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontam que o défice orçamental no primeiro trimestre se agravou para 7,9 por cento do PIB, ficando acima da meta de 4,5 por cento prevista para o final do ano, o criminoso cadastrado pelo Tribunal Criminal de Évora, ladrou para saloios burgueses:
«Os resultados que estamos a observar são positivos na medida em que indicam que estamos a fazer um ajustamento bem-sucedido.»

Bem sucedido significa o que todos conhecemos: a miséria geral por má e incompetente política económica e enorme alargamento entre ricos e pobres sem igual em toda a Europa.

Estes resultados, apenas iniciais, foram previstos internacionalmente, não trazem qualquer novidade e são apenas o início da catástrofe segundo a opiniões de economistas de renome que não estão a soldo da coelheira nacional. Veja-se uma tradução de um dos imensos artigos por economistas notáveis e espere-se tranquilamente o que se segue. Tal como até agora tudo o previsto tem acontecido. Como esperar outra coisa?

O medo, a intimidação, a exploração e o empobrecimento são as marcas registadas deste governo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

As Contas da Coelhada
Um Ano de Certezas – Falhadas?

A coelheira governamental procura desculpas para justificar as descumunais discrepâncias entre os seus vaticínios que um a um têm caído todos por terra. Ter-se-iam realmente enganado nos seus cálculos, quando sempre mostraram a mais intemperada teimosia no absoluto da sua certeza?

Os fazedores e pasteurizadores de notícias-espectáculos, quando mencionam as afirmações dos corruptos dizem-nos que eles «estão convencidos». Repetem a expressão como qualquer vulgar inculto, os pedantes, mas com tanta merda que lhes sai da cloaca, podemos crer neles?

Não é de crer que o governo se tenha enganado. As contas, afinal, são de simplicidade elementar e mesmo que em aberto conluio, essa jornaleiragem nos tenha camuflado, o caso é que foram feitas vezes sem conta por eminentes economistas não nacionais – portanto não a soldo das corjas oligárquicas nacionais e sempre apresentadas pela imprensa especializada. As opiniões foram (e são) sempre unânimes e contrariam todo o marketing de banha da cobra da oligarquia da coelheira governamental. Não se leu uma que apontasse virtudes ao que ouvíamos da coelhada. Só quem não se importar de ser logrado ou mesmo até goste, pode ficar-se pelo que cá lhe impingem. Quem quiser saber mesmo, tem que procurar informar-se onde não haja filtros, que os lápis azuis estão bem afiados. A verdade, para quem se recorde, é que éramos mais bem informados antes da Abrilada do que agora. Talvez que o ditado «o fruto proibido é o mais desejado» tenha frutificado nesse sentido. Os jornalistas de 4ª classe de então também deixam muito a desejar aos doutores bestas que são os jornaleiros de hoje, não obstante muitas excepções que não são ouvidas.

O que é certo é que o que a o conhecimento sobre a actual miséria e destruição nacional não pode ser novidade nem surpresa para quem quer que saiba fazer cálculos dos mais elementares que qualquer rapazito da ex-terceira classe faria. Agora não, que precisam de maquinetas de calcular para «contabilizarem» 2+2. Análises sem conta de múltiplos economistas foram publicadas e até este blog traduziu uma, a qual previa e explica a actualidade. Daí que só degolados conseguirão acreditar que a coelheira governamental ignorava o único resultado possível do caminho que adoptou.

Ou somos tão estúpidos como eles nos fazem – o que não é tanto de admirar vendo como votamos neles – ou vemos que lhes seria impossível cometer tão monstruoso erro. Que aconteceu, então, que os incautos que emprenham pelos ouvidos em lugar de usar a mioleira não se deram conta, nem dão? Na realidade, são factos tão elementares que atestam a verdadeira incapacidade mental geral nacional. Inaptos para os mais simples raciocínios. Uma imaturidade política em grande escala, como se evidencia. Uma infantilidade que excede a imbecilidade. Impossibilitado de arrepiar caminho, de avançar, progredir, civilizar-se e aprender por outra das mais conhecidas razões que atrasam qualquer povo ou indivíduo: orgulho desmesurado (alcunhado de auto-estima) nos valores rascas que mais não é que uma venda nos olhos que lhes impede de reconhecer os erros a fim de os poderem emendar a sair da cloaca para onde os que os estimularam (ou chicotearam) e empurraram aqueles que disso se aproveitam, os roubam e enriquecem com a ajuda da jornaleirada que os protege, encobrindo-os e filtrando e manipulando notícias.

Afinal, podemos concluir sem sombra de dúvida e como «prova provada» que a coelhada sabia muito bem para onde conduzia o país, conhecia bem qual seria o desfecho. Em consequência, somos obrigados a concluir que tudo o que se passa foi planeado e arquitectado – propositadamente. Entre essas consequências, mas não só, incluem-se a miséria, a impossibilidade de muitos em adquirir medicamentos (a que as bestas pedantes, iletradas desinformadoras tomam por sinónimo de medicação), o disparo dos suicídios em flecha, famílias inteiras desempregadas, a subida do roubo por necessidade e todos os males consequentes e conhecidos.

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Universos Paralelos

A austeridade é precisa para suicídio económico.
Joseph Stiglitz 24-2-11-2011
Prémio Nobel de Economia — 2001


A austeridade tem de ser assumida como o caminho e a solução.
Miguel Relvas — 21-11-2011
Colador de cartazes e vigarista de renome


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Justiça Portuguesa —
Justiça Fantoche e Corrupta

Transcrição integral dum e-mail recebido do conhecido movimento Fartos Destes Recibos Verdes sobre uma tentativa de calar as justas reclamações e comentários no site dos Precários Inflexíveis. Lendo-o, vemos como uma justiça corrupta se esforça por defender ladrões de justas críticas e reclamações. A pestilenta jornaleiragem também não faz qualquer referência. Ladrões é o termo adequado à corja que diz que os esforços são para repartir por todos, mas que se conserva imune a esse esforço e protege todos os que estão a roubar o Estado com os seus privilégios e ganhos desmesurados, grupo que inclui gestores, juízes, magistrados e tantos outros chupistas e parasitas.

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[Início da transcrição integral – conservam-se os erros]

Boa tarde,

Pedimos que tenham em atenção este comunicado de imprensa, pelo enorme ataque à liberdade de expressão que constitui. O tribunal colocou-se do lado de um empresa que pretende que mais de 350 comentários, muitos deles denunciado situações fraudulentas, sejam apagados.
Apelamos ainda que este seja divulgado pelos meios que considerarem adequados.


Empresa ataca liberdade de expressão em Blogue dos Precários Inflexíveis

22 de Maio de 2012

  O movimento Precários Inflexíveis foi alvo de uma Providência Cautelar pela empresa Ambição International Marketing. Esta empresa, dizendo-se injuriada por vários comentários (escritos por centenas de pessoas) num post de denúncia, avançou com um processo em tribunal para forçar o movimento a apagar todos os comentários do blogue. Independentemente de serem ou não contra esta empresa, independentemente do que está escrito, a empresa quer que sejam apagados cada um dos mais de 350 comentários. Infelizmente o Tribunal colocou-se do lado da empresa de uma forma mais do que inesperada: na sentença proferida, condena o PI a retirar, não todos, mas muitos dos comentários escritos pelos cidadãos que por vezes nem sequer referem a empresa . Como sempre dissemos, nunca faremos qualquer censura nem julgaremos ninguém pelas suas opiniões, por isso, discordamos frontalmente da justiça executada.

Apresentamos alguns factos:
  - A empresa em causa, Ambição Internacional Marketing exige que se retirem os comentários sobre um texto que é sobre outra empresa a Axes Market, e não sobre qualquer texto em que fosse citada.
  - A Ambição International Marketing, que avançou com o processo, nunca pediu direito de resposta ao PI, nunca dirigiu qualquer carta ou contacto ao movimento.
  - Nenhuma das empresas (ou talvez a mesma com nome diferente) avançou com qualquer processo ou queixa contra quem escreveu os comentários. Portanto, o que preocupa a administração da empresa é a liberdade de expressão na internet. O mesmo preocupa o Tribunal.
O movimento Precários Inflexíveis defende e defenderá sempre, a liberdade de expressão e a igualdade na exposição de textos e ideias, críticas, ou outras, na internet, salvo excepções sobre textos violentos sob qualquer ponto de vista, físico ou social. A internet deve continuar a ser um espaço de liberdade e igualdade.

  O PI vai reagir judicialmente, porque não aceita que o Tribunal e a Justiça possam ser os instrumentos para afirmar que as empresas podem exigir que os comentários negativos sejam apagados ou os seus textos e marcas valem mais do que as opiniões e denúncias dos cidadãos. Particularmente quando centenas de pessoas denunciam actividades suspeitas de empresas como esta. A liberdade é a base da democracia, porque, antes de mais, significa igualdade. Lutaremos por elas até ao fim.

  Pedimos a divulgação ampla desta luta que diz respeito a todos e a todas – é a de quem defende que a liberdade e o espaço público, virtual ou não, não pode ser contra a democracia.


Alguns dos comentários que o Tribunal sentenciou como sendo para suspender ou ocultar:

“Eu fui lá ontem,e achei que a empresa era séria,agora chama-se International Marketing Lda e encontra-se na Rua dos Fanqueiros Nº277 2ºesq,chamaram-me para ir lá hoje passar o dia e não sei o que fazer,sei que disseram-me o mesmo que vós disseram,mas não parece que estejam a enganar.mas hoje vou tirar isso a limpo com a Ana Santos”

“ola boa tarde
na sexta feira ligou me uma senhora a dizer que fui seleccinada e deu os parabens
tinha que ir la hoje as 18h falar com o director
a empresa encontra-se rua dos fanqueiros nº277 2ºesq e falar com uma senhora chamada ana santos com o contacto 910903870
a vaga era para gestora de marketing. a empresa e a mesma internacional marketing lda... mas qdo fui ver o site deparei com os vossos testemunhos. era para ir la hoje mas ja nao vou.... muito obrigada”

“Boa tarde,
Fui a primeira entrevista ontem na rua dos fanqueiros e confirmo tudo o que está aqui, uma espanhola a falar a mil, fui "selecionado" para passar um dia com eles na segunda-feira, podem me explicar em que consiste o trabalho??”

“É para vendas porta-a-porta ou "peditórios", conforme a campanha com que estejam actualmente. É 100% à comissão, logo não tens direito a nenhum subsídio, ou seja, pagas a tua alimentação, roupa (que tem que ser formal!) e deslocações para o "escritório", e daí para o local para onde te enviem. Espera-se que trabalhes 12h/dia, de segunda a sábado.
Ah, e quando te vais embora não te pagam sequer as comissões das vendas que fizeste, que foi o que me aconteceu a mim.”

"Olá a todos. Obrigada pelos vosso comentários. Recebi um mail de resposta à candidatura para o INTERNATIONAL MARKETING LDA, mas achei estranho a forma como estava redigido, centrando-se muito na "sorte" que se teve ao ser-se um dos escolhidos entre muitos. Também achei estranho o facto de termos de ser nós a telefonar-lhes e não oposto. Fui procurar na net informação sobre a empresa e não encontrei nada, deparei-me apenas com os vossos testemunhos.
Isto assusta-me muito. na realidade já existem empregos em que o patrão se aproveita do trabalhador perante a garantia do seu desespero em manter-se empregado. Questiono-me se não nos fizermos respeitar onde é que as injustiças laborais vão parar. O esquema dessa empresa parece-me um futuro negro que se pode multiplicar e tornar a realidade. Obrigada a todos."

“Só queria dizer, que fui a essa BF Group, e também passei o dia das 10h as 19h, com eles porta-a-porta, e rejeitei o que eles me pediam. Tou desempregado, mas hj vi um anuncio de emprego para essa international markting portugal, e obrigado pelos vossos testemunhos, mas assim ja n vou la fazer nada.....”

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www.precariosinflexiveis.org
Linha Precários Inflexíveis: 925335549

www.leicontraaprecariedade.net
www.antesdadividatemosdireitos.org

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FERVE
Fartos/as d'Estes Recibos Verdes
www.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com

INICIATIVA LEGISLATIVA DE CIDADÃOS:
Lei Contra Precariedade
www.leicontraaprecariedade.net

1 MAIO - O PRECARIADO SAI À RUA!

MayDay Porto
www.maydayporto.blogspot.com

MayDay Lisboa
www.maydaylisboa.net


[Fina de transcrição]
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Querem fazer-nos aceitar a desgraça e a miséria que nos impõem enquanto eles mesmos – os verdadeiros autores da crise nacional – se arrogam o direito de nada sofrerem. Sem que eles e os incapazes e arrogantes fidalgos da justiça podre dêem o exemplo não devemos segui-lo nós. Pode ser-se mais justo e claro?

Até antes da campanha eleitoral, os ladrões do presente governo diziam abertamente o que queriam fazer. Desde o início da campanha não param de mentir em todos os azimutes. Aproveitam-se da desculpa da crise para porem em prática o que antes anunciaram. É mais que evidente que uma das razões por que nos mentem e dizem que tudo em breve irá bem é por terem medo duma revolta e de serem corridos e mandados à mãe. As instruções dadas recentemente a uma polícia inapta por falta de treino e de ensino adequados, para espancar os participantes, é uma prova real. Há já cerca de três meses que verdadeiros economistas de renome mundial, não a soldo do neoliberalismo nos afirmavam que «com a política deste governo Portugal está morto.» Literalmente. Não obstante, os malvados continuam a negar as consequências das suas acções. O ministro da economia apenas provou que as teorias que publicou nas suas obras eram todas inaplicáveis: errou em todas as direcções.

Em países até menos afectados pela crise que Portugal, os governos inteiros e os políticos deram o exemplo em colaborarem, reduzindo os seus ganhos entre 20% e 30%. Na semana passada, a França juntou-se ao grupo dos -30%. Em Portugal os F. da P. roubam-nos, escarnecem-nos e gozam-nos com 5%.

Nestas condições, esta canalha infecta e ordinária não têm o direito de reduzir os ganhos a quem quer que seja. Nem tampouco merece um mínimo de consideração. Salteadores.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Desemprego dos Jovens

Não se passa um só dia sem notícias sobre o dito desemprego dos jovens. Estas notícias são autênticas, mas do modo como são apresentadas e o que nelas se esconde, não passam de falaciosas. É a desinformação normalmente gerada pela canalha jornaleira.

A realidade é que as leis feitas por bandos de ladrões permitem que as empresas expulsem os pais e dêem emprego aos filhos por ordenados muito inferiores, causando a miséria nas famílias. É o que se está realmente a passar. Sim, o desemprego jovem existe, mas é inferior ao que poderia acontecer, caso esta táctica não se tivesse tornado possível com a bênção do antro de pulhas que é a coelheira governamental. As provas abundam, mas a escolha de um dos maiores vigaristas conhecidos para ministro, o Corta Relvas, e um governo encabeçado por outro vigarista, condenado pelo Tribunal Criminal de Évora, são mais que eloquentes.

Outra faceta que conta, mas que em que não nos falam para nos desviarem a atenção para factos secundários, é que se o desemprego de jovens sem ou com poucas responsabilidades é mau, o dos adultos com famílias para sustentar é de longe muito mais grave. Escondem, mas qualquer pessoa sabe que se os pais estiverem desempregados os filhos sofrem; se forem os jovens a não terem emprego, mais ninguém sofre e ainda assim, se os pais mantiverem o seu emprego ainda lhes podem dar algumas migalhas que não terão no caso contrário. Até porque, em princípio, um empregado experiente é mais bem pago que um inexperiente.

Uma outra faceta é a inabalável manutenção dos sugadores do dinheiro público que são as instituições e fundações, verdadeiros albergues para parasitas improdutivos dos partidos que vivem exclusivamente à nossa custa.

Outra faceta ainda é o governo de bandidos estar desde o seu início a criar creches de emprego para os seus filhos, parentes, políticos, e amigos. Centenas de novos lugares/empregos foram literalmente inventados exclusivamente com esta finalidade. O costume não é novo, dirão, mas a promessa de mudança desse costume é. Salvo raríssimas excepções, estes novos lugares de «especialistas, assessores, assessores de especialistas, colaboradores de especialstas, adjuntos, assistentes técnicos, assessores técnicos e nomenclaturas semelhantes têm sido açambarcados pelos filhos da canalha parasita com idades inferiores a 30 anos. Acontece a nível nacional, em todos os ministérios. São estes os verdadeiros parasitas do governo e não o número de deputados calões que deveriam trabalhar com um número mínimo de assistentes de todo e qualquer tipo.

domingo, 15 de abril de 2012

Os Assassinos da Juventude Nacional

A falsidade, a embusteira, a hipocrisia e a malvadez são os valores básicos deste governo de coelheira. Aproveitando-se da ignorância geral, fruto da desinformação, escondimento e aldrabice dos fazedores e manipuladores de notícias, em aberto e descarado conluio, podem mentir e enganar a população a quem foi tirado o conhecimento, sem receio e com a maior audácia, cometer até crimes hediondos.

Ultimamente, somos bombardeados com duas notícias. Uma delas é sobre o fumo em recintos fechados de volume reduzido. Apresentam-nos muitas opiniões, mas como sempre é de factos que necessitamos e não opiniões avulso que nem os factos consideram. Vamos limitar-nos a reflectir sobre um ponto que é escamoteado em todas as notícias, um facto.

O fumo é permitido em locais comerciais ventilados por se considerar que a ventilação forçada, a renovação permanente do ar leva consigo os produtos nocivos, praticamente eliminando os perigos inerentes à sua respiração. Em qualquer veículo fechado com a ventilação em bom estado o fluxo de ar é muito superior e mais rápido que o de qualquer circuito de ventilação em qualquer imóvel. Não existem imóveis de utilização normal com uma renovação de ar comparável à que se mede num vículo automóvel.

A outra noticia é cantarem-nos um hino à preocupação da corja sobre os acidentes e a mortandade que tem afligido a juventude nacional devido ao abuso de bebidas alcoólicas a que os bastardos iletrados da desinformação jornaleira apodam de alcolémia. Será a preocupação demonstrada genuína? Coisa fácil de averiguar num país atrasado; pela única vantagem consequente do atraso, basta conhecer o que se passou há muitos anos nos outros países, como abordaram o assunto, os resultados que obtiveram e no fim comparar com o que cá se passa.

Na Inglaterra, as bebidas alcoólicas estão submetidas a uma regulamentação única, pelo que nem vale a pena falar, pois que as medidas foram ainda mais pesadas. Passemos aos outros países. Quando a publicidade do tabaco foi proibida em Portugal, havia já uns bons anos que o tinha sido nesses outros países. Ora vejamos bem que muito pouco depois também lá foi proibida a publicidade de bebidas alcoólicas, sempre e sem excepções. Até aos fabricantes de cerveja nacional, que para resistir às importadas tinham anúncios do género «A nossa cerveja é boa», foram constrangidos em abdicar da publicidade.

Comparemos com o que a esse propósito foi feito em Portugal. A publicidade continua de vento em popa. De que serve ser proibida na televisão até uma certa hora, quando se sabe que os pais rascas deixam os seus rebentos acordados até altas horas e vão dormir no dia seguinte para a escola? Que a toda a hora, na rua, no metropolitano, na rádio e na televisão se é matracado com publicidade alcoólica, incluindo patrocínios de festivais de música e outros, os quais, sabemos bem, são ímanes para a juventude?


É mais uma falsidade troante dos canalhas que deste modo assassinam a juventude. É um acto pelo qual mereciam que os espancassem até lhes sair a pele como às batas nas máquinas de descascar, que lhes introduzissem palitos sob todas as unhas e no fim os enforcassem num pelourinho. São assassínios conscientes premeditados, intencionais, que escondem com lágrimas de crocodilo.

São factos.


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quinta-feira, 29 de março de 2012

«Mentir É a Minha Profissão»

Ou «Mentir É a Minha Vocação». Este título é o mais apropriado e a única conclusão possível para quem tenha ouvido o Coelho, esteja ao corrente da realidade das circunstâncias económicas e financeiras nacionais e conheça as opiniões da totalidade dos economistas mundiais, de renome ou não.

Mesmo falando como um estropiado, assassinando as concordâncias, os tempos dos verbos e eliminando pronomes clíticos para convencer a maioria iletrada, costume rasca que nos vem já do Mário Soares, merece um grande aplauso (Note-se como os hábitos que produzem votos são adoptados por todas as oligarquias, independentemente das suas cores – como a intenção de ludibriar é comum).

A falsidade empolada do primeiro-ministro – com base numa sólida perfeição na desonestidade e hipocrisia, reconhecidas em tribunal – demonstra a incapacidade do governo em tirar o país da crise que o Cavaco originou com a sua destruição do tecido produtivo nacional, pelo caminho que adoptou; que se aproveita da situação para implantar os princípios neoliberais do novo PSD, tal como há anos apregoados pelo Cagão Feliz, Manela Leiteira e sabujos acólitos (ninguém os ouviu?); que quando existem outros métodos para atacar a crise e se ataca a população em geral deste modo, isentando os partidos, os magistrados e os mais ricos – precisamente aqueles que conduziram o país onde ele hoje se encontra –, o seu procedimento é condenável por traição. Noutros tempos seria arrastado pelas ruas atado a um cavalo e enforcado junto a um pelourinho para exemplo. Não se exceptua, pois, o dever de substituir o cavalo por um veículo moto-mecânico nem que traidores deste calibre se pendurem a uma das estátuas daqueles que em tempos defenderam o país, alguns com a própria vida.

O modo como o miserável mente atesta a o profundo enraizamento da mais escabrosa falsidade e desonestidade, já encontrados pelo tribunal criminal de Évora. O modo como o novo PSD quer destruir os serviços sociais com a desculpa do necessário para desenvolvimento, às qualidades anteriores acrescenta a incapacidade e a malvadez. Porque existem outros meios e porque os escolhidos estão condenados ao fracasso.

Com a caixinha de conluio entre jornaleiros falseiros, por um lado, politiqueiros corruptos de meia-tigela, por outro, não é possível à grande maioria da população conhecer nem as apreciações dos economistas estrangeiros sobre o que vai acontecer ao país pelo caminho tomado pelo governo, nem sobre os resultados obtidos pelas suas medidas nalguns países em estado semelhante, nem o que a esse respeito preconizam e recomendam os economistas que não estão vendidos aos partidos nacionais.

Portugal não é a Grécia? É só ver onde as políticas económicas deste governo nos vão conduzir em linha tão recta que todos a quem não tapem os olhos o vêem. Como economistas dignos desse nome prevêem o futuro do país simplesmente em óbvia consequência das medidas que este governo tomou para matar a maioria dos portugueses enquanto outros se vão enriquecendo.

É fácil ouvirmos a jornaleirada a martelar-nos, diariamente e sem descanso, com as imposturas e falsidades das máfias oligárquicas nacionais. É difícil procurar conhecer na internet como se pensa e faz, e quais a verdadeiras consequências noutros países, mesmo europeus. Todas as informações são filtradas. Pior do que o dito lápis azul porque nesse tempo os jornalistas não eram jornaleiros imundos e desinformadores e como as informações políticas eram censuradas, eles esforçavam-se verdadeiramente por informar e conseguiam-no. Agora é precisa e literalmente o contrário. É uma desinformação a todo o vapor por uma desenfreada banda de cavalgaduras rascas e ignóbeis.

É valendo-se destes factos, simples mas determinantes, que as oligarquias injectam as suas ideias infectas nas massas ignorantes. Ignorância propositadamente infligida pelo conglomerado info-político, em que vivem um do outro e para o outro, defendendo-se mutuamente com uma ilusória algazarra de permeio para distracção das massas. Vimos bem como na entrevista do Coelho a esparvante da Judite Sousa, repetiu perguntas desnecessárias com um fingido ar malicioso, mas sem jamais perguntar o que importa: – Como justifica o governo as negras previsões de famosos economistas mundiais, entre tantos outros, sobre onde o caminho escolhido por este governo nos vai levar e em diametral oposição ao que ele afirma?

De igual modo, a razão do partido para destruir o sistema de saúde só pode ter as mesmas origens: incompetência e malvadez. É certo que o modo como esse serviço está concebido e funciona baseia-se em princípios errados ou mal aplicados (neste caso se comparados a países onde ele foi há muito adoptado com êxito). A este conhecimento acrescente-se que existem países onde o sistema de saúde é 100% privado, 100% igual para todos sem uma única excepção, 100% democrático e que para os que não o podem pagar é o estado que paga as suas quotas e comparticipações. São factos actulíssimos.

Uma prestação nacional totalmente privada, e tanto os ignóbeis vigaristas oligárquicos como a canalha desinformadora permanecem mudos como pedras. Se eles apregoam que deve ser privado e não o fazem é para poderem permitir os enormes lobbies da saúde, que não existem nos países com nenhum sistema, mas que cá nos podem roubar à vontade. Um exemplo que a maioria pode conhecer é o da Suíça, por tantos lá terem familiares emigrados. No entanto, pouco nisso se fala, pelo que os monstros de moeda-falsa se aproveitam para continuarem a impor as suas ideias destruidoras. Incompetência ou malvadez ou ambas, o certo é que continuam a matar gente em plena impunidade.

Dizem, repetem e aplicam que o estado não pode pagar tantos subsídios a toda a gente. Pois não, têm absoluta razão. Só que não fazem como nos países em que se pagam poucos: as pessoas ganham o suficiente para não terem necessidade deles. Em vez de começarem pelo princípio e fomentarem o desenvolvimento por competência e qualidade na produção, criarem as condições para se viver melhor, cortam e põem a maioria na miséria. Note-se que têm razão quanto aso maus hábitos de mândria e que é necessário pôr a população a trabalhar em lugar de ocupar o lugar do emprego (há muitos anos aqui defendido), mas que os estão a querer resolver de modo que mais errado seria impossível.

Foto do Kaos antiga. Entretanto cresceu mais.

Parabéns Coelho, que ouvindo-te falar pela nossa desinformação nos convences. És um mestre em vigarice reconhecida pelo tribunal criminal de Évora e consegues superar o teu indesejável predecessor em quilómetros. Mereces um estrondoso aplauso pela mestria que demonstras. Noutros lados dar-te-iam a corda, mas cá consegues ser um rei. O rei (ou o chefão) dos ladrões é sempre o maior ladrão de entre eles.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.


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sexta-feira, 23 de março de 2012

CAV Anulado? Mentira!

O Cadastrado anunciou que o projecto do comboio a alta velocidade tinha sido definitivamente anulado. Trata-se de mais um golpe do mais nojento marketing político.

Com efeito, o governo nem tem poder para tomar tal decisão, posto que foi o mesmo PSD que no seu último governo se comprometeu em seguir o plano europeu de alta velocidade que ele é obrigado a cumprir, quer queira quer não. Vigaristas de diz e desdiz e que não cumprem a palavra, nem em todo o lado são tolerados com ena bandalheira em que as oligarquias mafiosas converteram Portugal.

Aproveita-se agora o aldrabão da oportunidade da dívida para pedir a suspensão a Bruxelas, mas nunca a anulação do projecto europeu, uma decisão da UE com grande comparticipação.

Recordemos que o que tinha revoltado a população contra esse projecto tinha sido o oportunismo do anterior governo para acrescentar linhas e percursos desnecessários por duas razões simultâneas. Uma era a de satisfazer desejos de inveja de outras regiões, por a linha única necessária e obrigatória ser a de Lisboa a Madrid, para a desejada e imposta ligação à rede europeia de alta velocidade. Em segundo lugar para garantir a possibilidade de mais roubos da parte das empresas de construção, cujos grandes investidores e dirigentes estão associados à máfia política. Nenhuma das outras linhas tinha o aval da UE, não fazia parte do projecto europeu nem era obrigatória. Agora a ligação Lisboa–Madrid é.

Ainda temos sorte em que as outras linhas que de nada serviam por serem curtas e não cortarem mais que uns minutos nos seus percursos tenham sido agora excluídas, que era um desperdício de dinheiro. Tal não se passará, porém, com aquela que faz parte integrante do projecto europeu, que é útil por ser de longa distância.

Mais uma vez constatamos as monstruosas imposturas dos políticos. Pobre Portugal, governado por vigaristas chefiados por um cadastrado. Isto leva-nos a reflectir na perda de autonomia cedida à UE, que é mau, mas não tanto como se os políticos continuassem a tomar todas as decisões que quisessem. Se reconhecermos este facto, não podemos deixar de considerar também que só o controlo dos políticos pode evitar que façam o contrário do que queremos e ao mesmo tempo debelar a corrupção. Nem vale a pena tentar melhoras sobre estes assuntos por outros caminhos. Isso é o que eles pretendem para que continuem a impor-nos o que não queremos, que a sua representatividade não passa do papel.

Como os governantes não contemplam a rectidão, aplique-se a máxima de Fernando I do Sacro império Romano-Germânico: Fiat justitia et pereat mundus. (Faça-se justiça, ainda que o mundo deva perecer).

Enforquem-se depois de os arrastar pelas ruas de Lisboa para exemplo da canalha. Se não for a bem, como seria preferível, terá que ser a mal, como tem sempre acontecido em Portugal. Será que o povo cobarde terá medo que seja possível que possa ficar pior do que a cloaca em que nada? Seria um estupidez impossível. Fazem-nos passar fome, torturam-nos tirando-lhes as cases, correm-nos do trabalho e deixam-nos sem cheta, tiram-lhes os feriados para os massacrarem inutilmente, matam-nos proibindo-lhes o acesso à saúde. E gozam-nos impondo-lhes aquilo de que se auto-isentam sem direito. Pior só se começarem directamente a matar o povo a tiro de bazuca.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

quarta-feira, 21 de março de 2012

Valores mais importantes que o dinheiro

"Crie filhos em vez de herdeiros."
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."

E para terminar:
"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço."

Agradeço à Amiga Celle o envio destes preciosos elementos.

Imagem do Google

quarta-feira, 14 de março de 2012

Que futuro nos preparam ?

A actual situação, apesar de fantasiosas palavras optimistas e frequentes «garantias» sem fundamento, é muito séria e não é visível predisposição para procurar, de forma ousada e lógica pistas para soluções sólidas e sustentáveis para os superiores interesses nacionais.

O ex-primeiro-ministro grego Georgios Papandreou, com a experiência vivida no seu País, considera que Portugal corre o risco de seguir o mesmo caminho da Grécia se não houver uma solução europeia para a crise.

A nível dos poderes financeiros mundiais, «Com a declaração da Grécia em incumprimento restrito ou selectivo e um leilão de credit default swaps ligados à dívida helénica marcado para a próxima segunda-feira, Portugal ocupou o primeiro posto do «clube da bancarrota». O foco de atenção dos investidores vai, agora, virar-se para Lisboa.»

Por cá são frequentes e variados os alertas para a necessidade de decisões corajosas e bem preparadas para bem dos portugueses. Agora em Coimbra, no debate seguido à apresentação do livro "A Classe Média: Ascensão e Declínio", do professor Elísio Estanque, da Faculdade de Economia de Coimbra, são merecedoras de reflexão as palavras de José Pacheco Pereira e de Manuel Carvalho da Silva de que se reproduzem algumas:

De Pacheco Pereira, antigo deputado do PSD e professor universitário:

"Isso é, quanto a mim, o maior risco para a nossa democracia. Não é tanto que haja um golpe militar, ou que haja uma tentativa autoritária", disse, frisando que o ambiente de crise o favorece, com "uma forte deslegitimação do sistema político, dos políticos e dos partidos".

Democracia e demagogia "são completamente diferentes, mas muito parecidas", pois "ambas têm uma forte presença daquilo a que podemos chamar opinião popular", com a segunda a recorrer muito aos meios que a Internet propicia.

"Estamos a atravessar um momento de muitos perigos. Essa possibilidade demagógica e populista virá pela televisão, por alguém que será simpático para um número significativo de pessoas e que fale a linguagem anti-política", afirmou, salientando que tanto pode ser de direita como de esquerda e até pode passar por eleições.

Na sua perspetiva, "o populismo ganha eleições e depois governa-se sem lei ou com pouca lei. E como há uma grande desagregação do sistema judicial e uma grande desagregação da autoridade do sistema judicial, uma desagregação, no fundo, do primado da lei, está criada essa cama".

Se "a cama está posta", diz que é uma questão de ver "quem se deita nela", pois já "houve tentativas que não vingaram".

Quanto á actual obsessão pela austeridade, defendeu que "há que ser ponderado, e que ter em consideração não apenas questões de ordem económico-financeira, mas questões de natureza social e política", e acrescentou que no final pode não haver capacidade para introduzir dinamismo na economia, pela destruição de "uma classe média frágil".

De Carvalho da Silva, ex-director da CGTP e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra:

Advertiu que o empobrecimento dos estratos considerados da classe média não esconde um outro facto, a "pobreza imensa" que existe.

"Este empobrecimento do emprego, das condições materiais das pessoas, dos salários, da retribuição do trabalho, vem associado a um empobrecimento da democracia, quer pela perda de dimensões do Estado Social, quer pela perda de liberdades na sociedade".

Na sua perspetiva, "uma pessoa que fica mais pobre fica menos livre e a democracia portuguesa está a ser muito atingida por este processo".

Defende que "o caminho é o "de recomposição de outra utilização e outra distribuição da riqueza".

Vítor Gaspar:

Para compor o ramalhete, recorda-se que, lá para o topo da pirâmide do Poder, Vítor Gaspar, à falta de qualquer hipótese de solução que tivesse formulado para desenvolver a economia e a felicidade dos portuguese, referiu a sua fé em que a história garante que a crise passa !!!.

Tal tipo de fé não se trata de medida apontada por nenhum economista célebre e, para quem gosta de História, é sabido que as crises foram sempre resolvidas pela força do cano das armas, com sacrifícios de vidas e de património e criação de deficientes que passaram a viver à custa do erário.

E, por falar em fé, a sua colega da Agricultura declarou em Janeiro a sua fé em que Fevereiro trouxesse chuva. No entanto a seca que vem desde Novembro, ainda não terminou.

Parece que ninguém sabe para onde estamos a ser levados embora, frequentemente, ouçamos governantes a «garantir» que…

Imagem de arquivo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os Carneiros Pagam a Crise Provocada Por Políticos e Agiotas
Parte I

Quantas vezes ouvimos o primeiro-ministro e outros ministros da oligarquia governamental – excepto o da economia (porque será?) – e até o coveiro de Portugal afirmarem que os sacrifícios decorrentes da aplicação do plano capitalista que dá o nosso dinheiro aos bancos é para todos. Será mesmo? Será o que se está a passar ou estaremos a ser mais uma vez vítimas do roubo descarado das máfias políticas?

Os portugueses estão habituados ao fanatismo partidário, pelo que sempre desconfiam com razão, mas mal, pois que excepcionalmente se escapam a cair como parolos nas artimanhas das oligarquias políticas. Acreditam mesmo que o dito Movimento para a Democracia Directa, iniciado por um pequeno punhado de gente honesta, não esteja comido pelo partidarismo sectário que se aproveitou desse movimento como o lobo na história do capuchinho vermelho. É verdade que ainda lá continua uma parte de democratas honestos, mas a malvadez dos outros destruiu a louvável obra dos seus fundadores. Que miséria! E há quem se que os políticos procederem de forma tão semelhante.

Esta artigo é uma sequência lógica de outros anteriores que nos avisavam sobre o que este presente viria a ser. Sobre a fonte de todos os problemas do país. Dada a desconfiança e simultânea incredulidade, muitos têm acusado estes artigos como partidaristas, tanto como atacam as más acções dum governo como as de outro de suposta – mas não verdadeira – ideologia diferente. Afinal, o que interessa não é a ideologia dum qualquer partido, mas o que ele faz pela nação ou contra ela, e neste país há muito que só se vê destruição. Os discursos dos mafiosos não passam da mais barata e ordinária banha da cobra, que convencem a maioria numa conjuntura criada com a imprescindível ajuda da jornaleiragem dominada por um conglomerado financeiro selvagem que filtra, modifica e fabrica as notícias para que estas defendam os sus interesses, aos quais as corjas oligárquicas se associaram.

Ter feito compreender a população que não necessitava mais de trabalhar por ter aderido à UE foi um crime. Deram-se-lhe os fundos de coesão que não foram directamente para os bolsos da máfia cavaquista (mais tarde também para outras máfias) em lugar de as usarem para preparar o seu futuro, agora, evitando a miséria que se vive. Simultaneamente, destruiu-se todo o tecido que de algum modo desse lucros ao país ou pudesse ser exportado. Se confrontarmos um gráfico dos montantes dos fundos de coesão recebidos da UE ao dos montantes do empréstimos contraídos pelo país, até um cego consegue ver e compreender que são simetricamente opostos, completando-se e provendo ao país a mesma liquidez que lhe permite continuar com a vida de meio-luxo sem trabalhar nem produzir. Estes gráficos juntos formam um par inseparável. Qualquer um deles apresentado sem o outro serve unicamente para iludir e ludibriar a quem os veja viúvos.

Se todos os governos seguiram esta mesma linha, como defender um contra outro, neste assunto específico que compreende ainda a falta de restruturação dos meios produtivos, sem isenção de partidarismo? Todos induziram os portugueses a endividar-se e a dar o seu já pouco dinheiro aos bancos. Todos permitiram aos bancos assaltarem a população e extorquirem-lhes o que pouco tinham, até perseguindo-os com ofertas aliciantes para lhes sacarem ainda mais. Todos os governos o fizeram ou o permitiram, pelo que todos são culpados sem excepção, embora tudo tivesse começado pelo Cavaco, o carrasco do povo e o seu coveiro. Donde se vê a estupidez crassa e espírito suicida de quem o elegeu por duas vezes. O Arrebenta, que conhece bem este processo e tão magistral e fielmente o documenta, parece recear fazer esta última afirmação.

O ditado «cada povo tem o governo que merece» exprime aqui todo o seu significado. Se este povo continuar a julgar-se inteligente e esperto e que ninguém o engana, jamais se libertará do jugo daqueles que vivem precisamente para o enganar e roubar e que jamais quererão deixar de o dominar. Há dois caminhos para aprender: ser ensinado ou aprender pelos seus próprios erros. Para o segundo modo, porém, é imprescindível que se compreendam e admitam os erros. O orgulho que por cá se encobre com o epíteto de auto-estima tem como único resultado cegar as pessoas, impedindo-as de progredir por não saberem como ao não compreenderem os seus erros e como são atrasados e tansos. Como almejar progredir quando já se tem a si mesmo como melhor que todos?

Analisemos a desgraça para onde o país está a ser levado e se tivermos cabeça, sabedoria, compreensão e espírito democrático, ajamos em lugar de apoiarmos greves desnecessárias, estúpidas ou abusadoras, como as recentes dos ferroviários, já melhor pagos que toda a população em geral e que nos emmerdam (galicismo comum) a vida. Não têm razão de ser e há outros modos de luta mais eficientes e que envolvem toda a população e não apenas um sector marginal como este.

As mentes nacionais têm sido estreitamente controladas pelo que se lhes conta e dá a conhecer ou pela banha da cobra da corrupção política, por uma jornaleiragem imunda e indigna duma profissão que foi nobre, mas que, com algumas excepções, deviam ser passados a fio de espada. Ajudar a atirar um povo para a miséria, dizendo e revelando, modificando ou inventando tudo o que ajude a pôr e a manter uma grilheta mental de que as máfias oligárquicas têm a chave.

Que nos tentou impingir o criminoso do Coelho durante as eleições e obteve êxito junto duma maioria de retardados mentais? Porque o que era necessário, não era substituir um qualquer governo. NÃO era substituir a merda por excremento, mas controlar quem no-la tem dado para que não se continuasse na mesma dança macabra que, evidentemente, continuou. Se não se fez absolutamente nada para acabar com ela, que se esperava? Porque se queixam, então agora, se votaram e elegeram os mesmos? Porque dum partido ou doutro, são iguais: ladrões impunes. Não têm o que escolheram? Se até elegeram um cadastrado… Que gente piegas!

Que nos tentou, pois, impingir esse vigarista durante as eleições para sacar votos aos retardados mentais que se julgam espertos e com maturidade política? Será tão difícil de compreender que mudar governo só muda as moscas. Quanto mais querem sofrer os masoquistas até aprenderem?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Grande Bluff

O governo cumpre tudo o que o partido apodrecido tem vindo a anunciar desde há anos: o alargamento da fossa entre ricos e pobres, que já era a mais profunda da UE. Como nos admirarmos quando o partido no governo cumpre honestamente aquilo que, abertamente ou não, sempre mostrou ser o que intencionava fazer?

Muitas outras afirmações de banha da cobra fez durante as eleições, mas faz agora o contrário. Porém, sobre esta não fez juras nem promessas, mostrou claramente a sua vontade e intenção que agora cumpre. Por muito mau que posse ser é impossível de incriminar com objectividade e honestidade. A clara intenção é a de tirar aos que menos têm e fazê-los pagar a crise que a corrupção e a ladroagem originaram a começar no governo do Cavaco (como já por várias vezes aqui exposto). Nenhum dos que se seguiram sequer tentou reverter o caminho em que o país fora lançado. Aos que mais têm nada é tirado.

Há quantos anos ouvimos o Cagão Feliz martelar sobre esses assuntos?
Os culpados são os que neles votaram e o fosso entre ricos e pobres vai continuar a aumentar.

Polémica absurda sobre a discordância do Cavaco com o Coelho. As alusões do primeiro apenas serviam para, sub-repticiamente, apoiarem as decisões do segundo. Um logro tão bem arquitectado que foi interpretado como eles desejavam.


É professor(a)? Veja esta publicação do Ministério da Educação no Diário da República.

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Tem um mês, mas como «produz efeitos a partir de 25 de Junho», exactamente um mês e meio após a eleição do governo, significa que ao ser eleito já tinha em mente sacar os falsos subsídios do 12º e o 13º mês aos professores, mas não aos políticos e amigos no próprio ministério. Por isso agora eles mudaram-lhe o nome para «abono suplementar».

Mais um, um mês depois, mas a boche nem se incomodou a disfarçar o nome.

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Há muitos mais, evidentemente, e aquele sobre os deputados já todos devem conhecer. O mal é esquecerem-se tão rapidamente e eles saberem-no bem, que as vão repetindo com a mesma impunidade.

Como nos gozam! E como gostamos ou nem damos por isso, deixamos. Eles têm toda a razão em nos tomarem por lorpas e parolos, se não atrasados mentais. Ideia do tão gabado ministro e do seu superior hierárquico, evidentemente. A crise é para pagar por todos sem excepção? Em marketing, político ou não, quanto mais se fala num tópico ou numa intenção maior é a falsidade, pois que o único intuito é o de fazer deixar passar uma decisão contra aqueles a quem se quer convencer. O grande bluff.