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quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Desemprego dos Jovens

Não se passa um só dia sem notícias sobre o dito desemprego dos jovens. Estas notícias são autênticas, mas do modo como são apresentadas e o que nelas se esconde, não passam de falaciosas. É a desinformação normalmente gerada pela canalha jornaleira.

A realidade é que as leis feitas por bandos de ladrões permitem que as empresas expulsem os pais e dêem emprego aos filhos por ordenados muito inferiores, causando a miséria nas famílias. É o que se está realmente a passar. Sim, o desemprego jovem existe, mas é inferior ao que poderia acontecer, caso esta táctica não se tivesse tornado possível com a bênção do antro de pulhas que é a coelheira governamental. As provas abundam, mas a escolha de um dos maiores vigaristas conhecidos para ministro, o Corta Relvas, e um governo encabeçado por outro vigarista, condenado pelo Tribunal Criminal de Évora, são mais que eloquentes.

Outra faceta que conta, mas que em que não nos falam para nos desviarem a atenção para factos secundários, é que se o desemprego de jovens sem ou com poucas responsabilidades é mau, o dos adultos com famílias para sustentar é de longe muito mais grave. Escondem, mas qualquer pessoa sabe que se os pais estiverem desempregados os filhos sofrem; se forem os jovens a não terem emprego, mais ninguém sofre e ainda assim, se os pais mantiverem o seu emprego ainda lhes podem dar algumas migalhas que não terão no caso contrário. Até porque, em princípio, um empregado experiente é mais bem pago que um inexperiente.

Uma outra faceta é a inabalável manutenção dos sugadores do dinheiro público que são as instituições e fundações, verdadeiros albergues para parasitas improdutivos dos partidos que vivem exclusivamente à nossa custa.

Outra faceta ainda é o governo de bandidos estar desde o seu início a criar creches de emprego para os seus filhos, parentes, políticos, e amigos. Centenas de novos lugares/empregos foram literalmente inventados exclusivamente com esta finalidade. O costume não é novo, dirão, mas a promessa de mudança desse costume é. Salvo raríssimas excepções, estes novos lugares de «especialistas, assessores, assessores de especialistas, colaboradores de especialstas, adjuntos, assistentes técnicos, assessores técnicos e nomenclaturas semelhantes têm sido açambarcados pelos filhos da canalha parasita com idades inferiores a 30 anos. Acontece a nível nacional, em todos os ministérios. São estes os verdadeiros parasitas do governo e não o número de deputados calões que deveriam trabalhar com um número mínimo de assistentes de todo e qualquer tipo.

domingo, 15 de abril de 2012

Os Assassinos da Juventude Nacional

A falsidade, a embusteira, a hipocrisia e a malvadez são os valores básicos deste governo de coelheira. Aproveitando-se da ignorância geral, fruto da desinformação, escondimento e aldrabice dos fazedores e manipuladores de notícias, em aberto e descarado conluio, podem mentir e enganar a população a quem foi tirado o conhecimento, sem receio e com a maior audácia, cometer até crimes hediondos.

Ultimamente, somos bombardeados com duas notícias. Uma delas é sobre o fumo em recintos fechados de volume reduzido. Apresentam-nos muitas opiniões, mas como sempre é de factos que necessitamos e não opiniões avulso que nem os factos consideram. Vamos limitar-nos a reflectir sobre um ponto que é escamoteado em todas as notícias, um facto.

O fumo é permitido em locais comerciais ventilados por se considerar que a ventilação forçada, a renovação permanente do ar leva consigo os produtos nocivos, praticamente eliminando os perigos inerentes à sua respiração. Em qualquer veículo fechado com a ventilação em bom estado o fluxo de ar é muito superior e mais rápido que o de qualquer circuito de ventilação em qualquer imóvel. Não existem imóveis de utilização normal com uma renovação de ar comparável à que se mede num vículo automóvel.

A outra noticia é cantarem-nos um hino à preocupação da corja sobre os acidentes e a mortandade que tem afligido a juventude nacional devido ao abuso de bebidas alcoólicas a que os bastardos iletrados da desinformação jornaleira apodam de alcolémia. Será a preocupação demonstrada genuína? Coisa fácil de averiguar num país atrasado; pela única vantagem consequente do atraso, basta conhecer o que se passou há muitos anos nos outros países, como abordaram o assunto, os resultados que obtiveram e no fim comparar com o que cá se passa.

Na Inglaterra, as bebidas alcoólicas estão submetidas a uma regulamentação única, pelo que nem vale a pena falar, pois que as medidas foram ainda mais pesadas. Passemos aos outros países. Quando a publicidade do tabaco foi proibida em Portugal, havia já uns bons anos que o tinha sido nesses outros países. Ora vejamos bem que muito pouco depois também lá foi proibida a publicidade de bebidas alcoólicas, sempre e sem excepções. Até aos fabricantes de cerveja nacional, que para resistir às importadas tinham anúncios do género «A nossa cerveja é boa», foram constrangidos em abdicar da publicidade.

Comparemos com o que a esse propósito foi feito em Portugal. A publicidade continua de vento em popa. De que serve ser proibida na televisão até uma certa hora, quando se sabe que os pais rascas deixam os seus rebentos acordados até altas horas e vão dormir no dia seguinte para a escola? Que a toda a hora, na rua, no metropolitano, na rádio e na televisão se é matracado com publicidade alcoólica, incluindo patrocínios de festivais de música e outros, os quais, sabemos bem, são ímanes para a juventude?


É mais uma falsidade troante dos canalhas que deste modo assassinam a juventude. É um acto pelo qual mereciam que os espancassem até lhes sair a pele como às batas nas máquinas de descascar, que lhes introduzissem palitos sob todas as unhas e no fim os enforcassem num pelourinho. São assassínios conscientes premeditados, intencionais, que escondem com lágrimas de crocodilo.

São factos.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

quinta-feira, 29 de março de 2012

«Mentir É a Minha Profissão»

Ou «Mentir É a Minha Vocação». Este título é o mais apropriado e a única conclusão possível para quem tenha ouvido o Coelho, esteja ao corrente da realidade das circunstâncias económicas e financeiras nacionais e conheça as opiniões da totalidade dos economistas mundiais, de renome ou não.

Mesmo falando como um estropiado, assassinando as concordâncias, os tempos dos verbos e eliminando pronomes clíticos para convencer a maioria iletrada, costume rasca que nos vem já do Mário Soares, merece um grande aplauso (Note-se como os hábitos que produzem votos são adoptados por todas as oligarquias, independentemente das suas cores – como a intenção de ludibriar é comum).

A falsidade empolada do primeiro-ministro – com base numa sólida perfeição na desonestidade e hipocrisia, reconhecidas em tribunal – demonstra a incapacidade do governo em tirar o país da crise que o Cavaco originou com a sua destruição do tecido produtivo nacional, pelo caminho que adoptou; que se aproveita da situação para implantar os princípios neoliberais do novo PSD, tal como há anos apregoados pelo Cagão Feliz, Manela Leiteira e sabujos acólitos (ninguém os ouviu?); que quando existem outros métodos para atacar a crise e se ataca a população em geral deste modo, isentando os partidos, os magistrados e os mais ricos – precisamente aqueles que conduziram o país onde ele hoje se encontra –, o seu procedimento é condenável por traição. Noutros tempos seria arrastado pelas ruas atado a um cavalo e enforcado junto a um pelourinho para exemplo. Não se exceptua, pois, o dever de substituir o cavalo por um veículo moto-mecânico nem que traidores deste calibre se pendurem a uma das estátuas daqueles que em tempos defenderam o país, alguns com a própria vida.

O modo como o miserável mente atesta a o profundo enraizamento da mais escabrosa falsidade e desonestidade, já encontrados pelo tribunal criminal de Évora. O modo como o novo PSD quer destruir os serviços sociais com a desculpa do necessário para desenvolvimento, às qualidades anteriores acrescenta a incapacidade e a malvadez. Porque existem outros meios e porque os escolhidos estão condenados ao fracasso.

Com a caixinha de conluio entre jornaleiros falseiros, por um lado, politiqueiros corruptos de meia-tigela, por outro, não é possível à grande maioria da população conhecer nem as apreciações dos economistas estrangeiros sobre o que vai acontecer ao país pelo caminho tomado pelo governo, nem sobre os resultados obtidos pelas suas medidas nalguns países em estado semelhante, nem o que a esse respeito preconizam e recomendam os economistas que não estão vendidos aos partidos nacionais.

Portugal não é a Grécia? É só ver onde as políticas económicas deste governo nos vão conduzir em linha tão recta que todos a quem não tapem os olhos o vêem. Como economistas dignos desse nome prevêem o futuro do país simplesmente em óbvia consequência das medidas que este governo tomou para matar a maioria dos portugueses enquanto outros se vão enriquecendo.

É fácil ouvirmos a jornaleirada a martelar-nos, diariamente e sem descanso, com as imposturas e falsidades das máfias oligárquicas nacionais. É difícil procurar conhecer na internet como se pensa e faz, e quais a verdadeiras consequências noutros países, mesmo europeus. Todas as informações são filtradas. Pior do que o dito lápis azul porque nesse tempo os jornalistas não eram jornaleiros imundos e desinformadores e como as informações políticas eram censuradas, eles esforçavam-se verdadeiramente por informar e conseguiam-no. Agora é precisa e literalmente o contrário. É uma desinformação a todo o vapor por uma desenfreada banda de cavalgaduras rascas e ignóbeis.

É valendo-se destes factos, simples mas determinantes, que as oligarquias injectam as suas ideias infectas nas massas ignorantes. Ignorância propositadamente infligida pelo conglomerado info-político, em que vivem um do outro e para o outro, defendendo-se mutuamente com uma ilusória algazarra de permeio para distracção das massas. Vimos bem como na entrevista do Coelho a esparvante da Judite Sousa, repetiu perguntas desnecessárias com um fingido ar malicioso, mas sem jamais perguntar o que importa: – Como justifica o governo as negras previsões de famosos economistas mundiais, entre tantos outros, sobre onde o caminho escolhido por este governo nos vai levar e em diametral oposição ao que ele afirma?

De igual modo, a razão do partido para destruir o sistema de saúde só pode ter as mesmas origens: incompetência e malvadez. É certo que o modo como esse serviço está concebido e funciona baseia-se em princípios errados ou mal aplicados (neste caso se comparados a países onde ele foi há muito adoptado com êxito). A este conhecimento acrescente-se que existem países onde o sistema de saúde é 100% privado, 100% igual para todos sem uma única excepção, 100% democrático e que para os que não o podem pagar é o estado que paga as suas quotas e comparticipações. São factos actulíssimos.

Uma prestação nacional totalmente privada, e tanto os ignóbeis vigaristas oligárquicos como a canalha desinformadora permanecem mudos como pedras. Se eles apregoam que deve ser privado e não o fazem é para poderem permitir os enormes lobbies da saúde, que não existem nos países com nenhum sistema, mas que cá nos podem roubar à vontade. Um exemplo que a maioria pode conhecer é o da Suíça, por tantos lá terem familiares emigrados. No entanto, pouco nisso se fala, pelo que os monstros de moeda-falsa se aproveitam para continuarem a impor as suas ideias destruidoras. Incompetência ou malvadez ou ambas, o certo é que continuam a matar gente em plena impunidade.

Dizem, repetem e aplicam que o estado não pode pagar tantos subsídios a toda a gente. Pois não, têm absoluta razão. Só que não fazem como nos países em que se pagam poucos: as pessoas ganham o suficiente para não terem necessidade deles. Em vez de começarem pelo princípio e fomentarem o desenvolvimento por competência e qualidade na produção, criarem as condições para se viver melhor, cortam e põem a maioria na miséria. Note-se que têm razão quanto aso maus hábitos de mândria e que é necessário pôr a população a trabalhar em lugar de ocupar o lugar do emprego (há muitos anos aqui defendido), mas que os estão a querer resolver de modo que mais errado seria impossível.

Foto do Kaos antiga. Entretanto cresceu mais.

Parabéns Coelho, que ouvindo-te falar pela nossa desinformação nos convences. És um mestre em vigarice reconhecida pelo tribunal criminal de Évora e consegues superar o teu indesejável predecessor em quilómetros. Mereces um estrondoso aplauso pela mestria que demonstras. Noutros lados dar-te-iam a corda, mas cá consegues ser um rei. O rei (ou o chefão) dos ladrões é sempre o maior ladrão de entre eles.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.


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sexta-feira, 23 de março de 2012

CAV Anulado? Mentira!

O Cadastrado anunciou que o projecto do comboio a alta velocidade tinha sido definitivamente anulado. Trata-se de mais um golpe do mais nojento marketing político.

Com efeito, o governo nem tem poder para tomar tal decisão, posto que foi o mesmo PSD que no seu último governo se comprometeu em seguir o plano europeu de alta velocidade que ele é obrigado a cumprir, quer queira quer não. Vigaristas de diz e desdiz e que não cumprem a palavra, nem em todo o lado são tolerados com ena bandalheira em que as oligarquias mafiosas converteram Portugal.

Aproveita-se agora o aldrabão da oportunidade da dívida para pedir a suspensão a Bruxelas, mas nunca a anulação do projecto europeu, uma decisão da UE com grande comparticipação.

Recordemos que o que tinha revoltado a população contra esse projecto tinha sido o oportunismo do anterior governo para acrescentar linhas e percursos desnecessários por duas razões simultâneas. Uma era a de satisfazer desejos de inveja de outras regiões, por a linha única necessária e obrigatória ser a de Lisboa a Madrid, para a desejada e imposta ligação à rede europeia de alta velocidade. Em segundo lugar para garantir a possibilidade de mais roubos da parte das empresas de construção, cujos grandes investidores e dirigentes estão associados à máfia política. Nenhuma das outras linhas tinha o aval da UE, não fazia parte do projecto europeu nem era obrigatória. Agora a ligação Lisboa–Madrid é.

Ainda temos sorte em que as outras linhas que de nada serviam por serem curtas e não cortarem mais que uns minutos nos seus percursos tenham sido agora excluídas, que era um desperdício de dinheiro. Tal não se passará, porém, com aquela que faz parte integrante do projecto europeu, que é útil por ser de longa distância.

Mais uma vez constatamos as monstruosas imposturas dos políticos. Pobre Portugal, governado por vigaristas chefiados por um cadastrado. Isto leva-nos a reflectir na perda de autonomia cedida à UE, que é mau, mas não tanto como se os políticos continuassem a tomar todas as decisões que quisessem. Se reconhecermos este facto, não podemos deixar de considerar também que só o controlo dos políticos pode evitar que façam o contrário do que queremos e ao mesmo tempo debelar a corrupção. Nem vale a pena tentar melhoras sobre estes assuntos por outros caminhos. Isso é o que eles pretendem para que continuem a impor-nos o que não queremos, que a sua representatividade não passa do papel.

Como os governantes não contemplam a rectidão, aplique-se a máxima de Fernando I do Sacro império Romano-Germânico: Fiat justitia et pereat mundus. (Faça-se justiça, ainda que o mundo deva perecer).

Enforquem-se depois de os arrastar pelas ruas de Lisboa para exemplo da canalha. Se não for a bem, como seria preferível, terá que ser a mal, como tem sempre acontecido em Portugal. Será que o povo cobarde terá medo que seja possível que possa ficar pior do que a cloaca em que nada? Seria um estupidez impossível. Fazem-nos passar fome, torturam-nos tirando-lhes as cases, correm-nos do trabalho e deixam-nos sem cheta, tiram-lhes os feriados para os massacrarem inutilmente, matam-nos proibindo-lhes o acesso à saúde. E gozam-nos impondo-lhes aquilo de que se auto-isentam sem direito. Pior só se começarem directamente a matar o povo a tiro de bazuca.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os Carneiros Pagam a Crise Provocada Por Políticos e Agiotas
Parte I

Quantas vezes ouvimos o primeiro-ministro e outros ministros da oligarquia governamental – excepto o da economia (porque será?) – e até o coveiro de Portugal afirmarem que os sacrifícios decorrentes da aplicação do plano capitalista que dá o nosso dinheiro aos bancos é para todos. Será mesmo? Será o que se está a passar ou estaremos a ser mais uma vez vítimas do roubo descarado das máfias políticas?

Os portugueses estão habituados ao fanatismo partidário, pelo que sempre desconfiam com razão, mas mal, pois que excepcionalmente se escapam a cair como parolos nas artimanhas das oligarquias políticas. Acreditam mesmo que o dito Movimento para a Democracia Directa, iniciado por um pequeno punhado de gente honesta, não esteja comido pelo partidarismo sectário que se aproveitou desse movimento como o lobo na história do capuchinho vermelho. É verdade que ainda lá continua uma parte de democratas honestos, mas a malvadez dos outros destruiu a louvável obra dos seus fundadores. Que miséria! E há quem se que os políticos procederem de forma tão semelhante.

Esta artigo é uma sequência lógica de outros anteriores que nos avisavam sobre o que este presente viria a ser. Sobre a fonte de todos os problemas do país. Dada a desconfiança e simultânea incredulidade, muitos têm acusado estes artigos como partidaristas, tanto como atacam as más acções dum governo como as de outro de suposta – mas não verdadeira – ideologia diferente. Afinal, o que interessa não é a ideologia dum qualquer partido, mas o que ele faz pela nação ou contra ela, e neste país há muito que só se vê destruição. Os discursos dos mafiosos não passam da mais barata e ordinária banha da cobra, que convencem a maioria numa conjuntura criada com a imprescindível ajuda da jornaleiragem dominada por um conglomerado financeiro selvagem que filtra, modifica e fabrica as notícias para que estas defendam os sus interesses, aos quais as corjas oligárquicas se associaram.

Ter feito compreender a população que não necessitava mais de trabalhar por ter aderido à UE foi um crime. Deram-se-lhe os fundos de coesão que não foram directamente para os bolsos da máfia cavaquista (mais tarde também para outras máfias) em lugar de as usarem para preparar o seu futuro, agora, evitando a miséria que se vive. Simultaneamente, destruiu-se todo o tecido que de algum modo desse lucros ao país ou pudesse ser exportado. Se confrontarmos um gráfico dos montantes dos fundos de coesão recebidos da UE ao dos montantes do empréstimos contraídos pelo país, até um cego consegue ver e compreender que são simetricamente opostos, completando-se e provendo ao país a mesma liquidez que lhe permite continuar com a vida de meio-luxo sem trabalhar nem produzir. Estes gráficos juntos formam um par inseparável. Qualquer um deles apresentado sem o outro serve unicamente para iludir e ludibriar a quem os veja viúvos.

Se todos os governos seguiram esta mesma linha, como defender um contra outro, neste assunto específico que compreende ainda a falta de restruturação dos meios produtivos, sem isenção de partidarismo? Todos induziram os portugueses a endividar-se e a dar o seu já pouco dinheiro aos bancos. Todos permitiram aos bancos assaltarem a população e extorquirem-lhes o que pouco tinham, até perseguindo-os com ofertas aliciantes para lhes sacarem ainda mais. Todos os governos o fizeram ou o permitiram, pelo que todos são culpados sem excepção, embora tudo tivesse começado pelo Cavaco, o carrasco do povo e o seu coveiro. Donde se vê a estupidez crassa e espírito suicida de quem o elegeu por duas vezes. O Arrebenta, que conhece bem este processo e tão magistral e fielmente o documenta, parece recear fazer esta última afirmação.

O ditado «cada povo tem o governo que merece» exprime aqui todo o seu significado. Se este povo continuar a julgar-se inteligente e esperto e que ninguém o engana, jamais se libertará do jugo daqueles que vivem precisamente para o enganar e roubar e que jamais quererão deixar de o dominar. Há dois caminhos para aprender: ser ensinado ou aprender pelos seus próprios erros. Para o segundo modo, porém, é imprescindível que se compreendam e admitam os erros. O orgulho que por cá se encobre com o epíteto de auto-estima tem como único resultado cegar as pessoas, impedindo-as de progredir por não saberem como ao não compreenderem os seus erros e como são atrasados e tansos. Como almejar progredir quando já se tem a si mesmo como melhor que todos?

Analisemos a desgraça para onde o país está a ser levado e se tivermos cabeça, sabedoria, compreensão e espírito democrático, ajamos em lugar de apoiarmos greves desnecessárias, estúpidas ou abusadoras, como as recentes dos ferroviários, já melhor pagos que toda a população em geral e que nos emmerdam (galicismo comum) a vida. Não têm razão de ser e há outros modos de luta mais eficientes e que envolvem toda a população e não apenas um sector marginal como este.

As mentes nacionais têm sido estreitamente controladas pelo que se lhes conta e dá a conhecer ou pela banha da cobra da corrupção política, por uma jornaleiragem imunda e indigna duma profissão que foi nobre, mas que, com algumas excepções, deviam ser passados a fio de espada. Ajudar a atirar um povo para a miséria, dizendo e revelando, modificando ou inventando tudo o que ajude a pôr e a manter uma grilheta mental de que as máfias oligárquicas têm a chave.

Que nos tentou impingir o criminoso do Coelho durante as eleições e obteve êxito junto duma maioria de retardados mentais? Porque o que era necessário, não era substituir um qualquer governo. NÃO era substituir a merda por excremento, mas controlar quem no-la tem dado para que não se continuasse na mesma dança macabra que, evidentemente, continuou. Se não se fez absolutamente nada para acabar com ela, que se esperava? Porque se queixam, então agora, se votaram e elegeram os mesmos? Porque dum partido ou doutro, são iguais: ladrões impunes. Não têm o que escolheram? Se até elegeram um cadastrado… Que gente piegas!

Que nos tentou, pois, impingir esse vigarista durante as eleições para sacar votos aos retardados mentais que se julgam espertos e com maturidade política? Será tão difícil de compreender que mudar governo só muda as moscas. Quanto mais querem sofrer os masoquistas até aprenderem?