terça-feira, 30 de setembro de 2008

Não sou professora mas vou lá estar hoje

Marcha da Indignação: 100 000 professores e apoiantes

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

FENPROF e FNE ignoram concentração de professores para amanhã, à frente do ME


Hoje é segunda-feira, véspera da concentração dos professores de educação especial excluídos do concurso. São cerca de 300 os colegas excluídos. Convocaram uma concentração para amanhã, dia 30, pelas 15:00, em frente do ME, na 5 de Outubro. Pediram autorização ao Governo Civil de Lisboa. A autorização foi dada e a concentração vai realizar-se. O blog Sinistra foi o primeiro a aderir à iniciativa. O ProfAvaliação seguiu o exemplo do Sinistra e apelou à solidariedade com os colegas de educação especial. O apelo está no topo esquerdo do ProfAvaliação. Seria de esperar que a FENPROF e a FNE aderissem à concentração ou, pelo menos, apelassem aos professores para se juntarem aos colegas de educação especial. Hoje é dia 29 de Setembro, véspera da concentração e a Página Web da FENPROF ignora a concentração. O mesmo com a Página Web da FNE . Há algo de misterioso na posição dos sindicatos. Com esta atitude, dão força aos que apelam à desfiliação sindical. Terá este alheamento, esta passividade, alguma coisa a ver com o memorando de entendimento? O que é que os sindicatos ganharam com ele? De onde partiram as ordens de desmobilização? De Carvalho da Silva? Do PCP? Do PSD? Do PS? Urge reflectir sobre isto. Quer dar a sua opinião?


Publicada por ProfAvaliação em 8:05

Etiquetas: Educação especial


15 comentários:


Anónimo disse...

Façam circular a informação por mail e/ou sms com o apelo expresso que consta do lado esquerdo do blogue. Os professores que estejam mais próximos da capital poderão deslocar-se mais facilmente (!)
Já o fiz. Isto não pode continuar.

Ana

29 de Setembro de 2008 8:38


Anónimo disse...

Os sindicatos ao assinarem o Entendimento cometeram uma traição em relação a todos os milhares que gritaram não!
Portanto, se não houvesse por alí outros interesses partidários e de timing eleitoral não o teriam feito. A confusão e mal-estar reina nas escolas. Todos sabiam que este modelo de avaliação iria esgotar os professores e afastá-los do seu objectivo principal que é ensinar bem. Se continuarem nesta atitude de cegueira, arriscam-se a perder os seus associados. Gostava de saber quantos já o fizeram e como é possível continuarem a existir tantos sindicatos! Assim, para mim, sindicatos destes não, obrigado!

A.C.
29 de Setembro de 2008 8:45


professora disse...

Isto só mostra que, se estivermos à espera dos sindicatos não chegaremos a lado nenhum. Está mais que claro que não podemos contar com eles. No ano passado aproveitaram-se do levantamento dos professores por todo o país, para ganharem protagonismo, como se eles fossem os grandes mentores, mas no próprio dia da grande manifestação assustaram-se com as proporções que a luta estava a tomar. A revolta era maior do que podiam imaginar e podia ficar fora de controlo, o que era um perigo. Logo, alguém se mexeu para apagar o fogo e, apesar das promessas, resultou um "entendimento". Fica, pois, claro que temos que ser nós a lutar pelo que consideramos não apenas justo mas um dever para connosco, e para o país.

29 de Setembro de 2008 9:12

profavaliação disse...

Estaremos a assistir ao início de uma nova era: uma era em que os sindicatos se tornaram organizações irrelevantes porque totalmente absorvidas pelo sistema e pelos poderes políticos e partidários? O que é que aí vem?

29 de Setembro de 2008 9:49


Anónimo disse...

Façam circular a ordem:desfiliação sindical!

29 de Setembro de 2008 12:41


Moriae disse...
Ramiro, excelente post e questões! Não se entende! É uma vergonha!!! Apesar de não me surpreender ...
Vou 'copiar' e citar, ok?
Abraço, M.
29 de Setembro de 2008 13:02


profavaliação disse...

Sim, Moriae, podes copiar e fazer circular. Isto é demais!

29 de Setembro de 2008 18:43


Anónimo disse...
Temos sindicatos que são uma vergonha , não se consegue entender este silêncio a não ser de grande comprometimento com o ME. O mal estar reina nas escolas , mas também o medo, e com a nova gestão o compadrio renasce.

29 de Setembro de 2008 20:23

Anónimo disse...

Alguém tem que tomar a dianteira , e formar uma nova onda, como a de 8 de março. Os sindicatos (os vendilhões) não foram eles sózinhos que mobilizaram os professores.

29 de Setembro de 2008 20:31


Moriae disse...

Ramiro,
já passei a ideia a quem pude e como pude. E já agora, esta no Público: Fenprof pede reunião urgente para debater clima "muito negativo" nas escolas (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344307&idCanal=58) Pois ... será que pretendem debater o clima muito negativo nas escolas ou tentar 'climatizar' o péssimo clima com os professores??? - é que connosco o termostato não funciona até porque nem temos temperatura decente em muitas escolas, ou por falta de aquecimento ou por excesso já que em algumas escolas temos quarenta e tal graus ... mais vinte e tal alunos ... Também não sei o que aí vem mas ... cada vez mais vejo excelentes profissionais a sair desta coisa que não é realmente nada digna ...
Abraço,
M.
29 de Setembro de 2008 20:41

Anónimo disse...
Para esses senhores só tenho uma resposta: vou lá estar. Amanhã vou leccionar até às 13:30 e vou fazer cerca de 100 km, mas faço questão de lá estar (já não faço tanta questão em estar na próxima convocada pelos sindicatos). O meu agradecimento a todos os que divulgaram a mensagem.

29 de Setembro de 2008 21:07


Moriae disse...

É assim mesmo colega!
Tomara eu poder fazer o mesmo. Solidariedade!
M.

29 de Setembro de 2008 21:12


Safira disse...

Todos eles nos tramaram. Este silêncio é sinal de culpa. Eu já entreguei o meu cartão ao sindicato...
Já divulguei a concentração de amanhã, enviei mails a mais de 200 professores. Eu estarei lá! Abraço solidário,
Safira

29 de Setembro de 2008 23:38

Cocas disse...
Colegas, os Professores de Educação Especial excluídos agradecem todo o apoio! Contamos com todos amanhã! Obrigada
30 de Setembro de 2008 0:30


Kaotica disse...

Não sou professora, sou encarregada de educação; felizmente não tenho filhos com NEE, mas estive na Marcha da Indignação e amanhã vou lá estar em solidariedade com todos os professores que continuam a lutar pela sua profissão e pela Escola Pública.

30 de Setembro de 2008 1:08


in ProfAvaliação

6 comentários:

Deusa Odoyá disse...

Olá meu estimado amigo.
Passei para lhe desejar uma semana com muita paz e amor.
concordo com vc. quanto aos professores.
Eles tem mais é que lutar por seus direitos.

Beijos amigo.
Fique na pazRegina Coeli.

Te aguardo em meu cantinho.

Hertz disse...

Os sindicatos tiveram medo daquela massa humana,e sufocaram as expirações dos professores...estou crente que na rua poderiam ter ficado resolvidos muitos problemas que afectam a população dum modo geral.
A história julgará esse dia D!

vermelho disse...

E amanhã estamos em luta, de resto como todos os dias...
Abraço.

São disse...

Que a luta se prolongue sem desmorecimentos nem traições.
Saudações.

Jorge Borges disse...

Kaótica,

Estou também do teu lado e tomei a liberdade de editar o link que publicaste para - através daquele sistema do Twingly, de que vos tinha falado, a ti a a todos os co-autores do Alternativas - linkar esta postagem ao jornal Publico.pt.

A luta continua!

PS (salvo seja): quando houver notícias deste tipo, passem-mas com antecedência, para que eu possa publicá-las com destaque especial no nosso Contracorrente!

Ferroadas disse...

De onde partiram as ordens de desmobilização? De Carvalho da Silva? Do PCP? Do PSD? Do PS? Urge reflectir sobre isto. Quer dar a sua opinião?

A revolta era maior do que podiam imaginar e podia ficar fora de controlo, o que era um perigo. Logo, alguém se mexeu para apagar o fogo e, apesar das promessas, resultou um "entendimento".

Olá amiga

Estas duas frases espelham aquilo que há muito digo e por isso chamam-me "esquerdista", para lutarmos pelos nosssos direitos, para nos manifestarmos, para pormos em causa o sistema actual, não necessitamos de "destes" vendidos sindicatos. Só é pena que estes actos de luta não sejam levados mais além, assim era possível fazermos a mudança, fazermos a revolução.

BJS