quinta-feira, 22 de maio de 2008

As vítimas indefesas dos EUA

Trata-se de uma velha história, sempre renovada. A política dos Estados Unidos nos países ocupados militarmente por eles. O maior número de vítimas acaba por ser o dos habitantes dos países ou territórios ocupados. Uma política - democrata ou republicana, tanto faz - que faz tábua-rasa dos direitos humanos consagrados nos tratados internacionais que eles próprios assinaram.

Segundo notícia que publicámos hoje no Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt, a organização dos direitos humanos Human Rights Watch pediu que as centenas de crianças detidas pelas forças norte-americanas no Iraque tenham acesso imediato a um advogado e que os casos que justificam a detenção sejam apreciados por entidades judiciais independentes. Desde Março de 2003 que ao todo foram detidas 2400 cianças, algumas com 10 anos, que foram sendo libertadas. Ainda para mais, por vezes são interrogadas durante dias ou semanas antes de serem enviadas para centros de detenção! Uma política deplorável e, sob todos os pontos de vista, condenável.

4 comentários:

Jorge P.G disse...

Ningu~em meo apresentou mas, olha, descobri-o pelo Paulo!

Longa Vida ao "ALTERNATIVAS", que vou linkar se me permitem.

Os miúdos presos provavelmente foram apanhados de armas na mão, mas isso não os torna menos miúdos nem menos humanos nem dignos de respeito nos seus direitos.
É assim a prática deos que só apregoam virtudes. Já estamos habituados.

Um abraço à equipa, especialmente aos dois amigos que conheço, o Jorge, meu xará, há muito tempo e o Paulo há menos.
BOM TRABALHO, MALTA!
Fico a torcer pelo vosso projecto.

Jorge P.G.

meg disse...

Jorge, estou entre o feliz e o zangada...
Sabes bem que te desejo o melhor.
Mas se não tivesse ido ao Rei dos Leittões não sabia de nada...
Sobre as crianças, Jorge, é um tema sobre o qual tive um post agora, e chego à conclusão que neste momento elas são só carne para canhão. Ou o que pensas que vai acontecer a essas 24.000 crianças? Não penses no número, pensa em crianças mesmo num recinto qualquer. Que futuro, que ridículo, pensar em futuro para elas!Juntem-nas às crianças mutiladas de Angola... não Jorge, não há solução.

Sabes que gosto muito de ti e te desejo o maior sucesso, aliás, a todos. Gosto do nome do blogue
mas não vejo muitas...
Bom fim de semana e aquele abraço.

O Guardião disse...

Passei pelo Contra Corrente e soube do blog. Desejo-vos um óptimo trabalho.
Quanto às Bushices, lembro-me que tudo começou com o receio do perigo atómico, uma mentira, depois era para libertar um povo, e é o que se vê, afinal era por causa da estabilidade do mundo e dos petróleo, mas as guerras e o terrorismo estão aí, e o crude dispara asfixiando os mais pobres.
O capitalismo selvagem conduzi-nos aqui. Talvez já sejam muito menos os que pensam que este modelo pode vir a dar bons frutos.
Cumps

A. João Soares disse...

Caro Jorge,
Os direitos humanos deviam ser uma preocupação permanente em todo o mundo e em todas as circunstâncias, mas...
Em guerra, é difícil defender tais direitos e evitar abusos próprios da fraqueza humana dos combatentes, e do seu excesso de zelo.
O esforço deve ser orientado para a raiz do problema, que é a necessidade de evitar, o mais possível, as guerras, o que se conseguirá no dia em que os governantes procurarem resolver os seus atritos por meio de conversações e negociações. É certo que há casos em que parece impossível negociar, e nesses casos, é preciso recorrer a um mediador, que pode ser um governante de outro País aceite pelas duas partes. E porque não será a ONU a desempenhar, por norma, esse papel?
Há que fazer esforço neste sentido.
Um abraço
A. João Soares