segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os europeus correm contra o muro


Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França:



1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos... 

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!



8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade... 


Imagem da Net

3 comentários:

Vitor Hugo disse...

O senhor tem razão. Mas será culpa dos europeus, que "não querem trabalhar", ou dos chineses, que se deixam escravizar? O que será mais desejável?

Abraço e continuação de bom trabalho.

Anónimo disse...

Será que os japoneses terão a mesma opinião? E os países nórdicod com as mais sólidas economias? Deve haver qualquer coisa mais.

A. João Soares disse...

O comentadores apresentam pontos de reflexão interessantes para o diagnóstico do problema, mas há que analisar exaustivamente os contornos da crise e procurar a melhor solução para cada ponto. Parece que o ponto mais fraco do Ocidente consiste na fraca qualidade dos «jotas» que decidem enriquecer à custa do povo através da entrada para a política. E do povo que neles vota apenas pela convicção do «mal menor».
É erro votar numa lista de que não se conheça um qualquer dos seus elementos. Não devemos ir atrás de propaganda do tipo de «banha de «banha cobra» ou de «vigésimo premiado»

Cumprimentos
João