segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A Personificação do Mal

Desde antes da sua fundação, Israel já era um país terrorista que colocava bombas por todo o lado e tudo destruía. Todavia, alcunham agora de terroristas àqueles que lutam pela sua liberdade e direitos fundamentais que eles próprios negam, escravizam, a quem roubam as terras, colonizam e mantêm em campos de concentração. Quem tiver memória que se recorde. Quem não a tiver que se instrua em lugar de acreditar em meios de comunicação dominados por sionistas e seus simpatizantes.

Os noticiários das mortes do actual genocídio dos que lutam pela sua liberdade, direitos humanos, contra o colonialismo, campos de concentração, etc., dizem-nos que 25% dos mortos são civis, mas encobrem que cerca de 20% de entre eles são crianças. Os criminosos stão actualmente a matar com bombas de tungsténio, que não são tão inofensivas como as de napalm. Afinal, a «solução final» não foi suficientemente final. A solução actual seria a de proceder a uma autêntica limpeza (no sentido literal do termo) com tungsténio, como eles mesmos fazem, ou com napalm. Limpar o mundo do terror dos malditos.

O que se segue é um artigo de Georges Bourdoukan, escritor e jornalista brasileiro. No Brasil os blogs não parecem estar tão acobardados como os portugueses.


Que venham as câmaras de gás e os crematórios
O que a mídia esconde sobre a trégua.

Ela duraria seis meses. E nesse meio tempo tanto o Hamas quanto Israel honrariam o compromisso.

E o que aconteceu?

O Hamas honrou o compromisso apesar das inúmeras invasões das tropas de Israel para assassinar os “líderes” daquela organização palestina.

Todos esses assassinatos ocorreram com o beneplácito da mídia, que em nenhum momento se preocupou em alertar a opinião pública sobre os crimes praticados e o conseqüente rompimento da trégua.

Os dirigentes israelenses entenderam isso como uma carta branca para agir a seu bel prazer.

Nenhum dirigente europeu protestou contra esse rompimento da trégua por Israel. E o delinqüente Bush não só não protestou como sempre apoiou tais assassinatos.

É evidente que os dirigentes do Hamas perceberam que não podiam ficar de braços cruzados.
Precisavam responder para alertar a humanidade. E qual foi a reação do Ocidente?

Acusar os dirigentes do Hamas de terrorismo. É importante ressaltar que os dirigentes do Hamas jamais invadiram Israel, apesar das tropas israelenses fazerem de Gaza o seu campo de teste de novas armas.

E Israel não se contentou em assassinar palestinos. Precisava matá-los de fome e sede.

Sempre com o silêncio do Ocidente.

Só para se ter uma idéia da situação em Gaza. Israel cercou toda a região e confinou um milhão e meio de palestinos no maior campo de concentração de que se tem notícia.

E mais: proibiu a entrada de víveres, água, cortou a energia elétrica, destruiu hospitais, proibiu a entrada de medicamentos.

Tudo isso durante a trégua...

E ainda: Os palestinos não podiam receber qualquer tipo de ajuda humanitária.

Aos palestinos restaram duas alternativas: morrer à míngua ou defendendo-se.

Eles morrerão às centenas e milhares.

Serão massacrados.

E como todo palestino assassinado pelos israelenses, seja ele criança, mulher ou idoso, é considerado liderança, aos israelenses só restará aplicar a solução final.

Fornos crematórios e câmaras de gás.

Até quando?


A história da malvadez deste povo é demasiado longa para caber num post. Para alguns pormenores, hoje desconhecidos por uma grande maioria, veja-se aqui.

4 comentários:

mescalero disse...

"Afinal, a «solução final» não foi suficientemente final. A solução actual seria a de proceder a uma autêntica limpeza (no sentido literal do termo) com tungsténio, como eles mesmos fazem, ou com napalm. Limpar o mundo do terror dos malditos."

Mas o que é que isto quer dizer? Será que percebi bem? Estás a dizer que o holocausto nazi não foi suficiente? Que se devia limpar o mundo de judeus?

Isto é de uma gravidade tremenda e não posso de forma nenhuma aceitar este tipo de ideias sem protestar.

O anti-semitismo, uma das formas de racismo que assumiu contornos mais hediondos, uma das páginas mais negras na história da humanidade, é intolerável.

Mentiroso disse...

Caro Mescalero,
Para quem no seu blog escreve artigos que se podem considerar humanitários e que parece anti-racista, não se compreende que possa aprovar o racismo fanático e fundamentalista dum povo expansionista que todos os dias viola os direitos humanos mais básicos. Quem assim fala não pode estar ao corrente da realidade que se vive no dia-a-dia das terras abusivamente ocupadas, dos campos de concentração e de como aqueles que vivem dentro e fora são tratados. Não admira, dada a desinformação generalizada e modo como procedimentos são abençoados. Racismo seria aprovar tudo isso e o muito mais que aqui não está. Ou não? Então e como é que se vai acabar com estas monstruosidades? Tens alguma ideia melhor, já que durante 60 anos ninguém ainda a teve? Tal como a liberdade de cada um termina quando ela começa a tirar a liberdade dos outros, assim também, o direito à existência termina quando se começa a morder na existência dos outros. Não?
Gostaria de saber o que farias se os castelhanos (outro povo escravizador) ocupassem terras portuguesas, expulsassem os seus donos e os metessem em campos de concentração, confiscassem as terras e nelas implantassem imigrantes castelhanos, não se sentiriam os nacionais com direito ao uso da violência como uma forma de resistência enquanto restringidos a uma faixa ou única província, como o Algarve ou o Minho, por exemplo? Bom os carneiros portugueses talvez o aceitassem… mas nem todos são carneiros.
Um esclarecimento. anti sionismo não é anti-semitismo é grave confundi-lo e semitas são os árabes que raros são louros e de olhos azuis.

mescalero disse...

Mentiroso,

Um princípio que está subjacente ao racismo é a generalização do que vemos de mau em alguns elementos de uma suposta raça (porque as raças não existem na espécie humana), para todos os elementos dessa mesma "raça". Não são os judeus que estão a bombardear Gaza e a levar a cabo o genocídeo palestiniano, são ALGUNS judeus. Há muita gente em Israel que não concorda com o que está a acontecer. Há muitos judeus espalhados pelo mundo que não concordam com o que está a acontecer, tal como tu e eu.

Ao fazeres essa generalização em relação aos judeus estás a fazer o mesmo que foi feito pelo nazismo com as suas políticas anti-semitas. Aliás, falas mesmo na "solução final", nome dado pela estratégia nazi de eliminação indiscriminada de judeus. Esses judeus do tempo do nazismo também eram culpados para serem exterminados? Ou é a própria condição de ser judeu um anátema que os torna naturalmente maus? A atribuição de características naturais inferiores é outro dos pressupostos do racismo.

Também nunca poderia concordar com a solução de exterminar os sionistas. Se for necessário, fazer-lhes guerra numa situação de auto-defesa, mas nunca recorrer aos seus métodos hediondos.

Devo dizer que tudo isto me choca e que jamais me poderia associar a mensagens desta índole, mesmo antevendo uma boa intenção na defesa do povo palestiniano. Compreende que o que dizes ultrapassa largamente a fronteira do humanitarismo e dessa defesa honrosa dos palestinianos para passar para o campo do racismo e do assassinato imoral.

Mentiroso disse...

Caro mescalero,
Afinal, parece que as opiniões não divergem muito nas suas bnases, mas apenas nos métodos. Não há qualquer generalização, precisamente pelas causas que avanças. quanto aos métodos, os que foram usados nestas últimas décadas não produziram qualquer efeito benéfico. Existem tribunais internacionais e a ONU que não funcionam por aberração dos EUA. por isso que esses métodos usados parecem improdutivos e de qualquer forma há que parar a maldade e a carnificina. Se outra forma não resultar que se recorra então à solução invocada pelo Irão. Não é boa, mas é melhor que continuar na mesma e alguma coisa tem que ser feita.