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sábado, 27 de dezembro de 2014

CAVACO PRUDENTE OU TEMEROSO?


Durante várias décadas de vida, tenho assumido como regra comportamental que as autoridades, principalmente as que foram eleitas pelos cidadãos, devem ser por estes tratadas com o maior respeito e a máxima deferência.

Nesse conceito, enquadra-se o Supremo Magistrado da Nação que, por definição, deve considerar-se apenas limitado pelo texto da Constituição da República, interpretado com o bom senso e a prudência que deve estar sempre no espírito de uma pessoa que ousou candidatar-se ao cargo e obteve a eleição pelos votos da maioria dos cidadãos que votaram de forma útil.
Por isso, pode ficar-se chocado com o título da notícia «Cavaco é um vice-primeiro ministro e não um Presidente da República».

Mas como não há fumo sem fogo, devemos procurar os motivos que levaram a autora, eurodeputada também eleita por eleição legal, a fazer afirmação tão ousada. E deparamos com palavras do PR como as seguintes «Portugal tem ainda à sua frente grandes desafios muito exigentes. Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro. É uma ilusão pensar que os problemas do país estão resolvidos. Tal como é uma ilusão pensar que os problemas podem ser resolvidos num contexto de facilidades»

Declara,assim, que o Governo não resolveu os problemas do país. Nisso, está em concordância com a opinião de Bruxelas: /«Outro problema para a troika é o programa de reformas estruturais. Para Bruxelas, o ímpeto do reformista está a abrandar consideravelmente e mal, porque a economia portuguesa precisa de continuar o seu ajustamento na visão de Bruxelas, e, em alguns casos, estarão mesmo a ser revertidos os resultados de algumas das reformas colocadas em curso.»

E que apesar de vários anos de dura austeridade, repetidamente agravada, afirma claramente que «Portugal continua a enfrentar fortes restrições e ser-lhe-ão colocadas grandes exigências no futuro». Um cidadão medianamente informado perguntará, qual o motivo de o PR não ter decidido eleições antecipadas. Pode ter havido um de dois tipos de raciocínio.

O primeiro, de extrema prudência e sensatez, porque pode ter pensado que as eleições representariam paragem na vida nacional e despesas, sem garantia de que delas resultasse um governo menos mau.
O segundo, de temeridade e falta de ousadia para arriscar essa paragem e despesa, com receio de que resultasse um governo pior, o que parece ser de grande improbabilidade.
Daqui que o artigo inicialmente referido tenha insinuado uma submissão ao Governo, como se fosse um seu vice-PM. Claro que isso não passa de uma forma hiperbólica e irónica como é frequente acontecer na nossa política de discutível qualidade.

Mas Cavaco manifesta-se contra o medo da mudança, a qual é meritória e indispensável para não continuarmos cristalizados numa austeridade por teimosia que já mostrou a sua ineficácia, por não ter efectuado a prometida Reforma Estrutural do Estado, entre outras coisas, com redução da burocracia ao mínimo indispensável, o que evitaria as falhas de um programa que estão na origem da operação Labirinto, que tornaria desnecessário o desbarato do património Nacional, das joias da coroa e a privatização de empresas símbolos de soberania, criado mais milionários e empobrecido maior número de cidadãos desprotegidos. E isso demonstra que o PR, em vez de se mostrar solidário com o Governo, devia tê-lo criticado e ter-lhe dado um puxão de orelhas e colocado de pé voltado para a parede.

Imagem de arquivo

sábado, 13 de julho de 2013

O Presidente das Falácias

Portugal é uma sociedade que vive na mentira e da mentira numa corrupção contínua onde quem melhor mente é quem ganha por o povo desmiolado nem se dar conta e em lugar de reflectir pelos seus próprios meios se limitar a papaguear o que os que o usam lhe impingem. As falácias deste mostrengo já vêm de há décadas. Os desmiolados papam-nas e querem mais. Ele dá.

Coelho e Seguro, dois imbecis saídos da escória formada pelos Jotas, agarrados e capazes de pôr as mães numa casa de passe para acudir aos interesses partidários. Dos interesses nacionais nem se fala.

Claro que eleições agora, ao contrário do que o Coveiro Cavaco ladra, seriam úteis porque acabariam com a instabilidade do governo e com a crise política que criou no seu seio, mas que estava escrita na sina deste governo e que jamais conseguirá ultrapassar. Pelo que se observa é este um constato inegável, pelo que os que afirmam o contrário só o podem fazer na clara intenção de salvar o partido em prejuízo do país e dos seus cerca de 10.000.000 de habitantes. Uma oligarquia contra 10.00.000. Daí, o discurso desse miserável energúmeno que afundou Portugal só poder ter sido uma orquestração da mais ordinária qualidade mentirosa com a sua conhecida baixeza e vil falsidade.

Não é provável, mas certo, que qualquer outro governo, independentemente da sua política, acabaria com a instabilidade que este gerou. Qualquer governo capaz e que não estivesse apenas obcecado para se aproveitar da situação para aplicar os seus princípios neoliberais, que superam de longe as exigências da Tróica, como um dos seus membros contestou às inculpações do Cavaco no ano passado (também foi abafado pela desinformação jornaleira e anti-social), desenvolveria o país em lugar de lhe cortar as pernas para mais facilmente alcançar os seus objectivos neoliberais. Não são incompetentes, mas muito capazes e preferem que assim os julguem para evitarem uma oposição muito mais forte às suas obras. Ainda ouvimos de novo o psicopata a falar de si na terceira pessoa, e manter a crise política! Perguntem de que sintoma se trata a qualquer psicólogo ou psiquiatra.

Por outro lado, os portugueses esforçam-se em dar razão à ideia que que psiquiatras e os outros europeus têm deles: atrasados mentais. Choram, lamentam-se, reclamam, mas em lugar de tomarem as medidas necessárias para a exterminação da corrupção, do roubo e da impunidade dos políticos, aprovam a escumalha votando nela, convencidos de que a substituição de um governo por outro poderá melhorar alguma coisa ao descalabro a que chegámos. Chegaram a um ponto que nem nisso acreditam, mas como atrasados mentais que são, continuam a insistir em perpetuar aquilo de que se queixam e reclamam. [Este facto é independente da necessária substituição do presente governo pela instabilidade interna que ele próprio gerou e pela sua política neoliberal em aumentar desmesuradamente o já maior foço entre mais ricos e mais pobres da UE]

Dizer que Portugal é uma democracia representativa é outra causa de sermos tomados por atrasados mentais. As eleições são burlas, tão conhecidas que se auto-explicam pelo tão conhecido uso das listas e de promessas até contrárias à doutrina ou crença daqueles que as fazem, como se viu no burlão do Coelho, prometer tudo aquilo que sempre renegara. Aliás, foi a única ocasião em que mentiu a esse propósito, tendo até então, a esse propósito, sido sempre honesto aos seus pruncípios.

Não há representação em que os representantes (mandatários) façam o contrário do que querem aqueles que representam (os seus mandantes) e eles propuseram durante as eleições em forma de burla, pois que foi nessas bases que neles votaram e os elegeram. Pode, pois, afirmar-se como provado que Portugal não pode ser, deste modo, uma democracia representativa. Os eleitos não representam os eleitores Crer que sim é outra razão a juntar às que nos fazem ser tomados por atrasados mentais.

Para acabar com a corrupção, a ladroagem e a impunidade politicas só há um caminho: aquele que seguiram os países que conseguiram obter resultados positivos nesse sentido. Se se copia tudo o que está errado, porque não copiar o que está comprovado como certo? Resposta fácil: só se copia aquilo que não seja contra os interesses partidários, e a adopção deste caminho certo iria matar a galinha dos ovos de ouro dos políticos, acabando-lhes com a impunidade garantida no roubo, decisões tomadas às escondidas da nação e só conhecidas depois, etc. Controlo dos políticos, julgamentos pelos seus crimes e responsabilizá-los pelas suas acções e crimes? Jamais eles o admitirão! Só à força. Sobretudo por estarmos num país de autênticos atrasados mentais, em que os eleitores votam incondicionalmente porque «é democrático votar» e votam estupidamente convencidos que substituir um governo por outro pior trará melhoras ao país. É realmente estupidez crassa que após tantos governos que votaram, os novos são geralmente piores do que os anteriores. Desta última vez, após o indesejável e arrogante Sócrates veio um bem pior ao lado do qual o próprio Sócrates parece um santo. Por este caminho, que se seguirá ao Cavaco e ao Cadastrado?

Sem controlo dos governantes pelo povo não há, nunca houve nem pode haver democracia, pois que é isso que a palavra significa. O que temos é um sistema oligárquico em que associações de malfeitores organizados em famílias mafiosas sob a forma de oligarquias políticas controlam o país. Como não o vemos nem compreendemos, é outra causa de sermos atrasados mentais. Um povo a quem o marketing político em defesa duma classe criada ao arrepio da democracia — a dos políticos — sugou a pouca capacidade de reflexão que ainda havia nos seus cérebros já atrofiados, amplamente demonstrado pelos seus gritos de liberdade, não deles mas dos que se preparavam para lhes pôr a grilheta. Porque quem viveu anos no regime anterior conheceu e sabe que havia muito mais liberdade, excepto para uma minoria de políticos e jornalistas. Ora são precisamente os que agora mais nos prejudicam usando da sua liberdade para nos tirar a nossa, os segundos entregando-nos nas mãos dos primeiros por nos ocultarem como funciona uma verdadeira democracia e nos fazerem crer que democracia é o que a nova classe nos dá. Um povo de cobardes dos mais fáceis de domar com a mais simples grilheta mental. «Cada povo tem o governo que merece» e «quem morre porque quer não se lhe reza por alma». Sofrerão pela sua cobardia profundamente na carne e por gerações. Se esta classe não que abdicar a bem terá que que ser a mal.


Discurso integral do Coveiro da Nação

Estranhamente, ou talvez não, algum miserável servente da presidência colocou, na página de entrada, um link para esta página com o seguinte texto: «Comunicação ao País do Presidente da República». Iletrado ou a querer dizer que o pais era propriedade do PR (ao País do Presidente da República)?



Adenda

Analise-se a opinião sobre aquilo a que os portugueses chamam democracia — razão principal por que são considerados atrasados mentais pelos outros europeus — e como os políticos se comportam, exprimida por um conhecido e rico filantropo, simpatizante do PSD do tempo em que este era socialista (tal como o nome e a tradição definiram) e depois se virou neoliberal ferrenho.
Entrevista da RTP


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Grande Bluff dum Pulha

A página do Cavaco no Facebook utiliza um filtro que encobre os comentários contra por escolha manual. Eles aparecem apenas para o autor desde que ele tenha feito o login no Facebook.

Por exemplo, colocou um comentário onde menciona verdades inquestionáveis, com ou sem referência a um artigo ou semelhante, publicado num jornal ou televisão, que prove factualmente o modo desastroso e cheio de consequências funestas para o país como ele se comportou ou comporta, o seu partidismo ou qualquer outro caso idêntico que tire o verniz daquela chaga nacional. Alguém a seu mando aplica o dito filtro e o comentário continua lá mas invisível para todos à excepção o autor, desde que este tenha feito o login.

O porquê é elementar. O autor continua convencido de que o seu comentário se encontra à vista de todos, mas afinal é como se tivesse sido apagado, pois que só ele o vê. É como ter escrito algo e queimá-lo logo de seguida, mas ficando convencido que foi publicado em todo o mundo. Um desabafo do género do lobo nos desenhos animados do Tex Avery da década de 1950. O comentador é gozado até mais não poder.

Há duas maneiras muito simples de verificar o que aconteceu ao seu comentário.

Para uma delas, primeiro coloque um comentário do género realmente indesejável para o Cavaco. Não com insinuações tolas nem termos menos dignos, mas que contenha verdades incontestáveis, como o que ele fez aos fundos de coesão europeus, um link para o vídeo ao fundo deste artigo ou outro do género. Volte à página dentro de algum tempo, talvez uma ou duas horas, menos ou mais, dependendo da azáfama do operador do tal filtro em Belém. O seu comentário continua lá. Agora log out do Facebook e volte à página: o seu comentário desapareceu. Faça de novo log in e lá está ele! Pode também pedir a um amigo para ver o seu comentário e contar-lhe o resultado. Não tem nenhum «gosto», claro, que ninguém mais o viu nem verá.

Outra maneira simples que lhe permite avaliar o número de comentários que foram maliciosamente filtrados e escondidos. Ao chegar à página do Cavaco, olhe para o seu último post e leia quantos comentários contém, clicando no link Ver xxx comentários, entre o post e os comentários, para os expandir. Conte-os. Não se aflija se lhe parecerem muitos, que verá que será rápido e fácil: falta uma quantidade enorme que corresponde ao número de comentários filtrados apenas visíveis para os autores. A certa altura, no post da sua mensagem do 10 de Junho, listava 216 comentários, mas após desdobrar a lista completa só apareciam 34. Os restantes estavam eclipsados e só eram visíveis por quem os escreveu ao fazer log in. É obra!

Todos os comentários favoráveis são visíveis, até mesmo os contra que contenham palavreado parvo, oco ou inócuo.

Tudo isto é tão visível e elementar que nem merece aprofundar qualquer investigação nem procurar justificações. Este semi-bloqueamento é permanente, ou seja, o comentador continua a poder inserir comentários, mas só para si. É um bluff do presidente que se enquadra perfeitamente na falsidade da sua personalidade e no seu modo de governar que reconhecemos de quando foi primeiro-ministro, em que, entre outros sucessos, chegou a enganar a nação inteira, ao impingir a ilusão de riqueza súbita com o esbanjamento dos fundos de coesão europeus para conseguir votos e ser reeleito.

Como classifica esta acção aliada ao seu comportamento e discursos? Pode-se pegar num dicionário e copiar todos os sinónimos de impostor, aldrabão, vigarista, etc., tudo o que se quiser, mas nenhum deles chega para classificar um tal traidor, um nojento filho da puta da mais baixa estirpe a ocupar e a desonrar a mais alta e nobre magistratura de qualquer nação com truques de baixeza. É aquele em quem votaram. Portanto, que os que o fizeram jamais se queixem, porque o voto não significa democracia nem controla nada nem ninguém e deixa toda a liberdade a qualquer reles canalha, como se vê.

Há que compreender que votar não define uma democracia e afirmá-lo para convencer é mentir, e em Portugal devia saber-se melhor que em qualquer outro país, pois que se votava durante a maior parte do tempo do Estado Novo. É evidente que o voto de per si nem é imprescindível a uma democracia nem a justifica. Essencial e básico é a colaboração e participação de facto do povo, assim como o exercício do seu controlo sobre os governantes, os quais poderão ser escolhidos de qualquer outra forma.

Democracia consiste naquilo que se lê em qualquer dicionário e mais nada; o resto é lavadura para porcos – aquilo que os políticos todos nos têm dado desde a Abrilada, de que se apoderaram. Oligarquia é o estado de uma nação em que a preponderância de alguma família dispõe do governo. Os partidos são perfeitamente assimiláveis a esta definição, por demais que sem controlo são constituídos em famílias mafiosas de associações de malfeitores. A recordar que não existe nenhuma democracia em que os políticos e governantes não sejam submetidos a qualquer tipo de controlo. Foi assim em Atenas, a cidade-estado fundadora da democracia. A mais antiga democracia dos tempos modernos assim funciona também desde a sua fundação, em 1291, na Suíça, e é a isso que se deve tanto a sua existência como a recusa do povo à adesão à União Europeia.

Os políticos e os governantes são tão humanos quanto aqueles que os elegem e administram; seria profundamente estúpido acreditá-los como imunes aos pecados comuns dos outros humanos. Sem controlo não pode haver democracia. Em Portugal nunca houve democracia, mas apenas logro dos políticos para poderem roubar à vontade e impunemente e se alguém acredita que vão largar a galinha dos ovos de ouro a bem ou sem os forçarem ainda é mais estúpido.

Para ajudar a fazer uma ideia do panorama actual e do fumo da podridão intoxicante que paira sobre Belém, transformada numa casa de porcos, e se estende sobre o país, veja o vídeo do comentário da jornalista Constança Cunha e Sá, que segundo parece não está a ser paga para encobrir corruptos, ladrões nem traidores:

«O Presidente da República fugiu do país».












quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cavaco, o Supercínico

Finalmente descuidou-se e revelou o que sempre pensou. Não é a primeira vez que acontece, mas parece que a maioria teima em não tomar os repetidos deslizes dos seus desabafos a sério. Não contente em ser o autor principal da miséria actual, quer ser também actor fantoche das políticas de miséria do governo. Tem feito grande algazarra contra a miséria e quis ser tomado como o paladino dos mais pobres, afirmando sem cessar que as desgraças deviam ser a dividir por todos. Simultaneamente, assinava – e tem continuado a assinar – toda a legislação que sacrifica os mais desprotegidos e poupa os que mais têm, mais ganham e mais recebem. Simples contrariedade? Pior que moeda falsa.

Deviam pô-lo com os bandalhos dos deputados e os sacanas dos ministros a viver três meses com €250 e daí pagar comida, remédios, água, luz, gás, telefone, etc. Aí sim, ele e outros da sua estirpe iriam perceber o que os nossos mais pobres pensionistas passam não para viver, mas sim para sobreviver. Ninguém se revolta com os discursos do F.d.P. do ministro da economia? Por tudo permitirem, os portugueses têm realmente aquilo que merecem.

Nem vale a pena repetir o que todos sabem: não consta que o Cavaco tivesse aproveitado a sua posição de primeiro-ministro para roubar como a canalha dos seus seguidores que por isso ficou e é tão conhecida. Raros se comportaram ou comportam honestamente. No entanto, como chefe, não pode rejeitar a alta responsabilidade que lhe cabe por direito e por obrigação e ainda não prestou contas.

Juntam-se agora assinaturas para uma petição visando a sua demissão, mas Portugal não é uma democracia e o caminho dado às mais de 200.000 assinaturas contra a lei do aborto, assim como outras, mostra-o claramente que a petição é como o livro de reclamações. Serve para os papalvos desabafarem, que é tudo aquilo de que os cobardes portugueses são capazes. É para isso que servem as petições e as outras areias que nos atiram aos olhos: enquanto o povo continuar a digerir os discursos-burlas a corrupção e a impunidade não terão fim. Apenas um controlo dos políticos pelo povo pode evitar o deboche político-partidário.

O destruidor de tudo o que produzia riqueza no país: agricultura, pesca, indústria, quer que os parolos o tomem pelo «provedor dos portugueses». Que arrojo. Que afronta. O coveiro da nação!

Segundo a constituição, ninguém e nada pode demitir o presidente da república. Nem o povo o pode fazer, o que, mais uma vez, atesta que o povo é lixo neste país. Ele mesmo poderia ter algum pudor e consideração e satisfazer o desejo popular em repeli-lo.

A petição, tal como vemos o caminho que se lhe pode dar de acordo com os que se tomam por órgãos soberanos, não tem qualquer valor. Se o único soberano numa democracia é o povo e os governantes não podem passar para além de mandatários, logo se constata que uma democracia não pode ter órgãos soberanos e conclui-se que se Portugal os tem não pode ser uma democracia.

Não interessa que se possam fazer petições. Tampouco interessaria a garantia de que elas seriam sempre aceites, como deveria ser. O que interessa é que ao soberano seja devolvido o poder de aceitar ou rejeitar as idiotices ou os projectos de roubo impune antes de se tornarem leis.

O Blog do Leão Pelado publicou não há muito tempo um artigo com uma importante transcrição de como a Islândia concebeu uma nova constituição que devolve o poder ao povo; de como rejeitaram as dívidas dos conglomerados financeiros que deles se serviram par sugar todos os lucros aos desventurados pagadores de impostos; dos julgamentos e das condenações dos governantes e banqueiros que levaram o país à bancarrota.

Esse artigo não se relaciona directamente com o caso actual, mas apresenta aquilo que a corja desinformadora nacional nos tem vindo a esconder há anos (só mais um caso entre um número sem fim, um preceito), como é de seu costume, para permitir aos políticos avassalarem a população. A transcrição ensina como o povo e não os políticos elaboraram uma constituição democrática. Assim como o povo passou a controlar os políticos e as suas políticas. Num caso semelhante, a importância de um qualquer partido no governo deixa de assumir uma importância capital, visto que, seguindo as regras democráticas, é apenas um mandatário do povo. Idem para juízes e magistrados. As funções de todos eles são as de cumprirem os desejos de quem os elegeu e de satisfazerem às suas necessidades. Nada do que cá se passa.

É actual. É na União Europeia, onde outros países estão a ser massacrados economicamente devido à consequências do controlo financeiro apoiado pelos EUA no seu interesse próprio, devido à sua própria dívida, a maior por habitante no planeta. Como o assunto do artigo não se encontra directamente na linha do presente, não parece apropriado ser aqui incluído.


Petição para a demissão do Cavaco

Com efeito há duas petições que decerto seria melhor juntar, já que a união faz a força. Coisas que em Portugal ainda não se compreenderam, e assim cada um puxa o seu cordelinho em lugar de juntos puxarem um cabo bem grosso que tudo arrastaria. Duas petições sobre o mesmo assunto, que loucura! Eis as duas petições, em que a primeira é a mais antiga e tem muito mais assinaturas:

Petição 1             Petição 2


Outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

sábado, 16 de julho de 2011

Cavaco, o Chefe da Quadrilha que Desgraçou o País e Assassina os Cidadãos

Que o bandido destruiu as pescas, a agricultura e a indústria é do conhecimento geral, embora a corja jornaleira encubra tanto quanto pode, a fim de provocar a sua eleição e reeleição por um povo desinformado e por ela embrutecido. Muitas dos seus feitos gloriosos, porém, não voltaram ainda à superfície e continuam escondidos e abafados pela mesma corja jornaleira que manipula as notícias.

Quem colocou os primeiros professores a contrato, simultaneamente aumentando os próprios vencimentos e da malta do partido em serviço no governo, direcções, gestores, deputados, em 51%?

A máfia cavaquista caiu em cima dos fundos europeus de coesão -- destinados a preparar Portugal para o futuro, agora -- com enorme sofreguidão. Roubaram quanto puderam para eles, para as famílias e amigos. Canalizaram parte desses roubos para as suas contas em bancos e offshores. Tão fascinados ficaram com o assalto que se esqueceram de cuidar da economia. Os sobejos do que restou do gamanço e que ainda eram muito, puseram-nos a circular para a população ter a ilusão de que tinha enriquecido e não precisava mais trabalhar – dá sempre votos dum povo desnorteado que nem de se aperceber das consequências é capaz..

Fazemos aqui um aparte para nos perguntarmos: se fôssemos cidadão dos países que mais contribuíram mandando para cá o dinheiro que pagaram com os seus impostos e víssemos o que o governo do Cavaco fez dele, engendrando a miséria que se vê, estaríamos dispostos a dar-lhes mais?

Não foi ele também o inaugurador das instituições, das fundações e das empresas públicas e semipúblicas, das parcerias publico-privadas, etc., para albergarem os parasitas das máfias? Não foi ele quem inventou os 25 conselhos fiscais das empresas públicas, constituídos por cinco parasitas cada, pagos a Esc. 250.000$00 mensais cada para se reunirem uma vez por ano? (De notar que o símbolo € substitui Esc. e não o $, como os animais pedantes jornaleiros começaram a escrever e os iletrados ignorantes logo papaguearam.)

Já se esqueceram todos de quem era o mentor dessa corrupção e que queria que o governo do Guterres lhes pagasse indemnizações astronómicas quando saíssem? Porém, o Guterres limitou-se a anular o Decreto-Lei que os tinha nomeado mediante outro DL! Também diminuiu o número dessas comissões de parasitas, mas não teve a coragem de acabar com elas para os seus boys. Lixaram-se e esse mentor passou a odiar quem os lixou e a justiça com que foi feito. O povo foi de tal modo desmemoriado que esse palhaço de vigarista-mor, mordomo do cavaquismo, pode andar agora a pavonear-se por aí armado em cavaleiro anticorrupção com a sua banha da cobra, que ninguém se recorda: o Rui Rio, pois é, paspalhões de garganta.

A região dele tem mais de 50% de beneficiários de RMG, ele diz que se deve acabar com esses subsídios e essa ideia-crime leva os pacóvios a votarem nele. Muitos recebem esse subsídio indevidamente por incapacidade dos irresponsáveis que lho atribuíram e esses, sim, deveriam reembolsar o estado, mas denunciá-lo não dá votos, dá mais abastardando a verdade, como faz o vigarista. A maioria dos políticos são da sua região e ele reclama contra Lisboa, como se o local onde eles se encontrassem (fosse Faro, Guarda ou Bragança) pudesse ter algo a ver com os corruptos; e os mesmos parrecos espertalhaços bebem-lhe o vomitado e votam nele.

Que direito a reclamar pode ter alguém que aprove estes mafiosos, pais da corrupção nacional? Os tripeiros acham-se tão espertos, mas deve ser só das orelhas, que como se vê pelo comportamento são como a restante populaça, sem qualquer diferença, nem mais carneiros nem menos carneiros: iguais. É geral. Os políticos logram-nos com a mesma facilidade com que o fazem com a restante população: usam os seus fracos e anestesiam os inocentes com histórias de embalar para lhes sacarem votos. A imaturidade política sem igual é geral.

O Catroga fez um Decreto-Lei para aumentar a sua reforma e outro que, para acabar com a concorrência que a Cabos d’Ávila fazia a empresas que ele administrava, a impeliu à falência. É um dos exemplos que mostram bem que políticos ligados a finanças ou são corruptos ou acabam por o ser. Jamais chegar a faísca perto do carburante.

Diminuindo drasticamente as vagas para medicina (1, 2), o Cavaco tem assassinado uma boa parte da população, cortando-lhe o acesso à assistência médica e aumentando as esperas do modo que se conhece, em que se obtém uma consulta depois do mal se ter tornado crónico ou se ter morrido.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Pela coesão social

Por paradoxal que possa parecer, é um responsável que tem defendido as teses do neoliberalismo, que vem agora à praça pública bramar contra um dos mais graves e preocupantes problemas deste tipo de sistema económico. Falo, nem mais nem menos, do próprio Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que reiterou hoje a sua preocupação em relação aos elevados rendimentos "desproporcionados", auferidos por altos dirigentes de empresas face aos salários médios dos seus trabalhadores. A este propósito sugiro que leiam esta notícia publicada no nosso site, retirada do jornal Publico.pt.

Cavaco Silva salientou que "neste momento este tema é uma preocupação quase generalizada dos países europeus, porque as grandes desproporções entre rendimentos dos gestores e dos seus trabalhadores põem em causa a paz e a coesão social". E, atirando uma farpa aos nossos governantes, declarou ainda que "este problema não diz apenas respeito ao mercado como alguns pretenderam aqui insistir no nosso país". Embora as limitações do cargo que exerce o impeçam de exercer qualquer tipo de pressão directa sobre o executivo, estes recados bem fortes deviam ser tomados em conta por um governo que deixa o mercado agir livre e selvaticamente, independentemente de quaisquer considerações sociais, por muito que afirme o contrário. Refiro-me, naturalmente, ao governo PS.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

CAVACO E SEUS AMIGOS

Os empresários que financiaram Cavaco
“Presidente de todos os portugueses”… ou de alguns deles


Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Góis Ferreira; os presidentes do BPP (João Rendeiro), Banif (Horácio Roque), Santander (Horta Osório), BPN (José Oliveira e Costa) e Finantia (António Guerreiro); presidentes de grandes grupos de diversas áreas: Mello (José de Mello), Amorim (Américo Amorim), Solverde (Manuel Violas), SGC (João Pereira Coutinho), RAR (João Nuno Macedo Silva), BIAL (Luís Portela), Altri (Paulo Fernandes), Hotéis D. Pedro (Stefano Saviotti), grupo CIN (João Serrenho), Vicaima (Arlindo Costa Leite), Luís Simões (Luís Simões), Pestana (Dionísio Pestana) e Jerónimo Martins (Alexandre Soares dos Santos); e ainda, da área da construção civil, Vera Pires Coelho (da Edifer), António Mota (da Mota-Engil) e Diogo Vaz Guedes (da Somague), condenado recentemente por um financiamento ilegal ao PSD.
A "fina flor" do capitalismo lusitano está todo (ou quase) aqui.

Cada um destes "amigos" contribuiu com 20.000€ , como dizia o outro, é só fazer as contas....

Sim!!!! Cavaco Silva é presidente de "todos" os portugueses......