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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

SÓ O POVO É SOBERANO

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(Sobre) vivemos num mundo em que os diversos sistemas políticos e económicos que o têm (des) governado não conseguiram encontrar o equilíbrio entre o razoável e o necessário. A classe política já demonstrou que não tem capacidade para alterar o status-quo, os interesses são muitos e variados, vão desde a submissão clara ao poder económico, passando pelo beija-mão às seitas instituídas, onde NINGUÉM até hoje teve a coragem de cortar radicalmente o cordão umbilical que os une. E quando alguma voz se levanta é de imediato reduzida a pó, tal o poder arrasador dessa gente.

Passamos por uma enorme crise de identidade, diria mesmo de valores, onde mesmo as esquerdas actuais não se conseguem livrar, qual cinto de castidade que as aperta e “obriga” a “pertencer” ao sistema, porque se não, também elas, se diluem no esquecimento.

Os tempos correntes, são por isso de preparação das massas oprimidas que nunca tiveram voz activa efectiva no seu destino, é chegado o tempo de nos prepararmos para a revolta que será generalizada e global, o sistema actual se encarregará de se auto-destruir, a nós, homens e mulheres LIVRES cabe-nos a tarefa de sobre os escombros do neo-liberalismo capitalista e desumano, erguer um mundo novo, livre e justo, onde TODOS sejam parte integrante e não os privilegiados costumeiros e oportunistas de cartilha.

Continuo a dizer que só o Povo é soberano, chegará o dia em que ele saberá criar outra sociedade, sem vanguardas opressoras, no fundo, outra forma de viver e de se relacionar, esse dia é já amanhã, não demorará muito, para tanto basta estarmos atentos e vigilantes, lutarmos pelos nossos direitos até à exaustão, partilharmos as nossas ideias sempre, nunca nos calarmos perante as injustiças, promovermos acções de protesto efectivas e sem medo, nunca sermos subservientes a quem quer que seja, sejamos pois voz activa do nosso futuro.

# ferroadas

segunda-feira, 9 de junho de 2008

PARA FALARMOS ALGO ATUAL.


"Ao se dirigir, com justa razão, aos adversários de boa fé, Bakunin lhes demonstra a inanidade de sua crença nesta autoridade divina sobre a qual foram fundamentadas todas as autoridades temporais; ele lhes prova a gênese puramente humana de todos os governos; enfim, sem deter−se naquelas origens do Estado que já estão condenadas pela moral pública, tais como a superioridade física, a violência, a nobreza, a fortuna, ele faz justiça à teoria que daria à ciência o governo das sociedades.

Mesmo supondo que fosse possível reconhecer, no conflito das ambições rivais e das intrigas, os pretensos e os verdadeiros homens de ciência, e que se encontrasse um modo de eleição que fizesse esgotar infalivelmente o poderio daqueles cujo saber é autêntico, que garantia de sabedoria e de probidade em seu governo poderiam eles nos oferecer? De antemão, não poderíamos, ao contrário, prever entre estes novos senhores as mesmas loucuras e os mesmos crimes que entre os senhores de outrora e os do temp presente? Inicialmente, a ciência não é: ela se faz. O homem de ciência do dia nada mais é que o ignorante do dia seguinte. Basta que ele pense ter chegado ao fim para, por isso mesmo, cair abaixo da criança que acaba de nascer.

Mas, tendo reconhecido a verdade em sua essência, não pode deixar de se corromper pelo privilégio e corromper outros pelo comando. Para assentar seu governo, ele deverá, como todos os chefes de Estado, tentar parar a vida nas massas que se agitam abaixo dele, mantê−las na ignorância para assegurar a calma, enfraquecê−los pouco a pouco para dominá−los de uma altura maior."
Qualquer coincidência com a realidade é mera semelhança!