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domingo, 27 de março de 2011

Manipulação das Informações pela RTP
Vil Corrupção Jornaleira

Já todos conhecemos sobejamente as encenações e como as informações são tratadas pelos jornaleiros que escondem ou atiram à cara, mentem ou armam histórias.

Outro dos diversos métodos de nos enganarem propositada e intencionalmente, é no mínimo com a simples ideia de que eles é que sabem e são os donos e senhores das informações que decidem aquilo que nos devem transmitir. Controlam, transformam, encobrem e inventam à sua inconveniência, fazem montagens técnicas para modificar a realidade.

Este procedimento é a causa número um da ignorância nacional sobre a realidade, não só do que se passa nos outros países, mesmo na própria Europa (o caso presente); sobre como funcionas as verdadeiras democracias (que Portugal não é); como nelas são tratados assuntos de interesse fulcral para a população, tais como a saúde ou a segurança social; como são as leis laborais; o que faz a competitividade dum país e o enriquece, assim como tantos outros assuntos que estes animais aldrabões e vigaristas nos escondem ou sobre eles nos enganam descarada e impunemente.

Ontem, 25 de Março de 2011, a RTP, num golpe de num golpe de montagem, manipulou os jornais da noite da RTP-1 e o das 22h da RTP-2.

Sem mais comentários do que esta explicação, veja-se de que maneira no próprio site da RTP, cortando uma parte duma reportagem, o que inverteu o seu sentido e significado, alterando completamente o seu sentido num acto deliberado de desinformação.

A reportagem foi apresentada por inteiro no jornal Hoje, da RTP2, das 19h00, como no extracto deste primeiro clip, iniciado aos 7m11s e que se encontra ainda no site da RTP em
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=26919&e_id=&c_id=8&dif=tv


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Capacidade e a Competência da Polícia Portuguesa

A GNR matou ou é directamente responsável pela morte dum doente de psiquiatria.

Contaram-nos hoje em noticiários e será certamente publicado amanhã em jornais, este caso macabro da incompetência policial, apenas mais um no nosso país que assim tem sido desgraçado. Por quem? Pelo que se soube, queria-se capturar um homem mentalmente doente, que alguns diriam de fragilizado. Montaram um cerco e encurralaram-no a fim de lhe deitarem a mão. Mais edificante, entre as centenas que participaram na caçada não se encontrava um único com suficiente capacidade mental (os caçadores eram como o caçado?) que tivesse a fantástica ideia luminosa de conversar com o foragido. Guarda Nacional Republicana apta e competente ou bando de abrutalhados? Porque são assim? Quem os fez assim? Porque antes, mesmo em tempos de usos tão frequentemente criticados mas até bem comparáveis aos actuais, tempos ditos menos evoluídos, os métodos eram, em geral, melhores. As excepções, que hoje são regras, apenas se verificavam em casos políticos. Mudaram-se as moscas.

Até aqui nada de anormal. Os acontecimentos que se seguiram, porém, originados por tão incapaz procedimento, deram em redundante desastre, em assassínio involuntário onde os autores estiveram fisicamente longe do local do crime. Os assassinos não são certamente os actores-fantoches do acto, mas aqueles que, maneando os cordelinhos, os têm conduzido à sua lastimável incapacidade tão bem patenteada nas relações humanas entre eles e os outros cidadãos.

Para se defenderem muitas histórias nos continuam a contar, tais canções de embalar para nos adormecer e não nos darmos conta da mais que autêntica brutalidade grosseira e estúpida da genuína máfia legalizada dos clãs políticos oligárquicos, pedantes, arrogantes e burlões que nos governam por nós, tão ignorantes por má influência doutras oligarquias, as dos jornaleiros, nos mantermos desinformados e tudo lhes permitirmos, pobres pacóvios. Além disso, o povo português parece estar desinteressado, apático ao que se passa e afecta a sua vida em profundidade; como que anestesiados. Faz lembrar a canção do grupo Pink Floyd, Comfortably Numb.

O caso do procedimento da polícia já foi assaz ventilado em dois outros posts a esse propósito publicados no Blog do Leão Pelado. Trata-se dum assunto entre os inumeráveis que, infelizmente, continuam tanto ou mesmo mais actuais do que à data da sua publicação!

Fazem um desmesurado escabeche com armas novas, como se se tratasse duma decisão acertadíssima e fundamental. Para quê? Fazem dividir as opiniões em discussões improdutivas. Por quê? Para esbanjarem o nosso dinheiro sem críticas apontadas? Será que a polícia vai para a guerra e tem necessidade de ter armas mais eficientes para matar mais cidadãos? Não podem usar armas antigas por isso não lhes permitir de matar tão eficientemente como com as modernas? Não pode a polícia usar armas muito mais eficientes para as suas funções e que não matem? Será a função da polícia a de assassinar os infractores ou criminosos? Mandem os juízes para casa, despejem-se as prisões e levem-se os presos ao matadouro. Vai para a guerra, a polícia? Provavelmente, porque para missões internacionais bastaria comprar apenas um pequeno número de armas. As missões em que alinham não são tantas nem tão participadas. Ou não? Tentemos responder a todas estas perguntas e a tantas outras afins, como por exemplo: porque se ouviram tantas discussões sobre os atrasos acumulados na entrega dessas armas? Conseguiram fazer a multidão crer que o importante estava aí e não em quem seriam os responsáveis da situação actual.

Não haveria onde ter gasto esse dinheiro em obras realmente importantes, necessárias e inteligentemente escolhidas em lugar de o esbanjar de modo tão crasso e estúpido? Haveria, certamente. Comprar armas para a polícia, eficientes mas que não matem, seria uma. Ou será matar, a função da polícia? Outra aplicação do dinheiro poderia ser a realização da mais premente necessidade de todas as nossas polícias, uma educação cívica e de procedimento profissional, não apenas em falar a jornalistas. Pois, dizem-nos que isso existe, mas se assim é os resultados afirmam que aquilo que se faz resulta em ir de mal a pior. O problema permanece tal e qual como exposto no post mencionado.

Problemas deste género necessitam de muito tempo para se desenvolverem: o mal já vem de longe. As forças policiais têm sido desprezadas pela corrupção política. Agora, como pode servir para ganhar votos, a gravidade e a responsabilidade são camufladas, tentam enganar-nos de todos os modos ao seu alcance, não excluindo o marketing político, o logro, a mentira, a falsidade a malvadez e todas as qualidades que encontramos na podridão da gentalha política em geral. A não esquecer que se assim é, é porque a população outorga a essa gentalha o direito de fazer o que lhe apetecer. Não se pode reclamar quando se abdica do direito de exigir o controlo estrito dos bandos dos malditos.

sábado, 12 de julho de 2008

Coisas Imaginárias

Das várias definições de ficção escolhi esta da Enciclopédia Larousse: "Acto ou efeito de simular, fingimento; criação do imaginário, aquilo que pertence à imaginação, ao irreal; fantasia, invenção". Isto para chegarmos à ideia que vivemos num mundo completamente ficcionado, refiro-me aos preços de bens materias e não materiais. A Lei da oferta e da procura serviria na sua génese para equilibrar preços e produções consoante as variáveis da oferta e procura. A explicação lógica tem a melhor das intenções, logo, viveríamos num mundo mais justo e com o preço mais justo. Só que a natureza humana consegue desvirtuar em absoluto este sistema, que, poderia resultar numa comunidade de seres éticos e com respeito pelo o próximo. Mas como o nosso estado evolutivo ainda é a selva, acontece exactamente o contrário.
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Vejamos, na nossa sociedade, uma pessoa que fala sozinha, que diz que vê coisas que mais ninguém vê, diz-se logo que está maluquinho ou não é muito certo da cabeça. Vamos agora supôr a seguinte situação:
"Um homem chega a casa depois da sua jornada de trabalho e a sua mulher pergunta-lhe como correu o seu dia, ao qual ele responde - Olha eu hoje comprei uma produção de trigo que ainda não existe e vendi 2 toneladas de café da Indonésia que ainda não foi cultivada e tenho três petroleiros parados no oceano à espera que o preço suba mais um pouco. A mulher diz-lhe - Querido voltaste a esquecer-te de tomar o Prozac outra vez!" (esta última sou eu a brincar).
Ou seja, o mercado de capitais, é o irreal, aquilo que não existe, a ficção, só que, revestido de seriedade, credibilidade porque se dá valor a isso. Todos os dias úteis se transfere muito, muito dinheiro de uns para outros. É tudo virtual. Ninguém vê a cor do dinheiro. Tudo contabilisticamente guardado em suportes informáticos.
Há muitos anos na América alguns financeiros propuseram a agricultores que lhe davam X pela sua próxima produção. O agricultor que dependia do factor climatérico para ganhar mais ou menos, aceitava, porque assim, tinha um rendimento certo. Então se tinha um ano muito bom e o lucro da sua produção era X+Y ele ficava com o X contratado com o financeiro e este ficava com o Y. Se fosse ao contrário ganhava na mesma o X e ficava o financeiro com o prejuízo. Assim foram os primódios dos futuros. Hoje é muito mais complexo, mas, a base é igual.
Que o diga o Société Générale (banco francês) que no ano passado - por intermédio de um seu funcionário - perdeu muitos milhões de euros, ou seja, passaram para outras mãos. Os responsáveis logo se descartaram de que nada sabiam, nem os auditores, ninguém sabia de nada. Descredibilizaram o rapaz dizendo que ele não era muito certo e tal, técnica habitual. Só que, quando ganhava dinheiro para o banco estava tudo bem.
Os preços das acções das empresas não reflectem o real valor das mesmas. Especula-se, espalham-se boatos, são dadas informações a conta-gotas, tudo, para manipular os preços, e claro está, ganhar dinheiro. Há conta de quem ? Não interessa.
Nos luxuosos restaurantes de Manhattan decide-se o fecho de fábricas no outro lado do mundo. Importa lá se há pessoas que deram quase uma vida inteira de trabalho para a empresa. Tudo está no deve e haver.
Veja-se por exemplo o caso da Galp no Brasil. Estratégicamente sai a informação que se descobriu mais um poço de petróleo e logo as acções disparam. Quando já têm a informação toda, compassam-na no tempo para subir o valor das acções a seu bel-prazer.

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Diamantes, outro exemplo, de manipulação artificial de preços. Sei através de um familiar que trabalhou muitos anos numa Companhia Belga na Lunda Norte em Angola que diamantes há muitos. Mesmo muitos. E que depois da independência também serviu para financiar a máquina de guerra da UNITA. Nos pescoços de muitas madames brazonadas e nas colecções de jóias de casas reais está uma pequena percentagem dos diamantes prospectados e lapidados. Existe um monopólio de algumas Companhias Belgas e Holandesas que compram tudo o que aparece e guardam, muito bem guardadinho em Antuérpia e Amsterdão (do que se sabe) muitos diamantes em bruto vindos de África, de zonas de guerra, alguns ainda vêem com sangue de alguém que foi para o Extrafísico. Mas, facto, é que o diamante, é uma pedra preciosa, uma pedra rara e valiosa. Morre gente em guerras inócuas, gente que fica estropiada e crianças que ficam sem Pais. Mas o Preço é que interessa. Azar de quem foi apanhado no meio. Interesses mais relevantes se impõem. O Filme "Blood Diamonds" feito para o mass-market e tirando as Loves Stories que adornam habitualmente estes produtos, está muito bom e mostra bem a questão dos diamantes em África.

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A questão do sub-prime americano outra ficção imaginária da sobre-valorização dos imóveis, serve de desculpa para tudo, quando se fala de que isto está mau. Lá muita gente não consegue pagar os empréstimos, depois os bancos executam as hipotecas, no final as habitações valem muito menos do que está escriturado e o valor que lhes dão nem dá para limpar o rabo.
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Por fim a Galp. Todos batem na Galp nos dias de hoje. Entre as petrolíferas a Galp é o elo mais fraco, todos nós sabemos. Mas volto à questão ética. Obviamente que esta situação tem suporte legal e admnistrativo. Mas moral e éticamente como é possível a mesma empresa que compra o petróleo no mesmo fornecedor, refina nas mesmas instalações, tem preços muito diferentes em Elvas e Badajoz. É uma questão a pensar. O nosso (des)governo diz que não tem margem orçamental para baixar o ISP mas não tem qualquer problema em estar a ganhar mais receita com o aumento dos preços.
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Qualquer semelhança com a realidade deste post é pura coincidência.
Post Scriptum : Post de 2008/05/29

sexta-feira, 23 de maio de 2008

No Auge da Corrupção

Segundo o último estudo, a corrupção nas altas esferas vai de vento em poupa em Portugal e nenhuma medida anti-corrupção toca os corruptos, que continuam a gozar de toda a liberdade para a perpetração das suas acções criminosas.

Trata-se dum estudo feito pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal em conjunto com o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE sobre as participações de corrupção às autoridades em 2002 e 2003, publicado há pouco mais de uma semana. Esta análise incide apenas sobre a corrupção que a justiça consegue averiguar e confirmar, que corresponde à pequena corrupção. 64,4% dos processos de corrupção foram arquivados; apenas 7,3% foram a julgamento; 23,2% continuam em investigação.

A corrupção participada é pontual e envolve valores financeiros baixos não ultrapassando os €500. donde sobressai a continuada impunidade dos grandes corruptos. Não é plausível que aqueles que têm mais oportunidades para deitar a mão à caça grossa não o façam e que apenas os peões apanhem um coelhito de vez em quando.

Este estudo concluiu ainda que a maior corrupção se passava nas câmaras municipais (50% do total), logo seguidas pelas polícias, pela construção civil e pelos serviços funerários. O responsável pelo estudo, pelo do ISCTE, afirma que “a justiça não chega à grande corrupção”. A Direcção Nacional da Polícia Judiciária admitiu mais 150 novos agentes, dos quais metade se destina à investigação da corrupção. Não são de esperar grandes frutos no que respeita à corrupção que mais afecta o país, a dos políticos, pois que estes continuam a controlar as investigações por intermédio de chefias de parasitas políticos (corruptas). Não se pode esperar grande avanço sobre este ponto, mas apenas na pequena criminalidade. Como de costume, os verdadeiros criminosos protegem a sua corrupção pela corrupção.

Nenhum alto cargo da maioria das grandes empresas é confiado a gente competente; apenas aos canalhas com cartão de militante dum partido. o mesmo com os altos cargos do Estado. Os cães atiram-se às presas após cada mudança de governo, é bem conhecido por todos. Imagine-se o que se pode esperar do estreita ligação e colaboração entre essas empresas e e a máfia política.

É nesta cambada de sacanas parasitas que vivem à nossa custa que vamos votar? Os papalvos e os que se sentem bem na estrumeira resultante que o façam. Quem pretender contribuir para uma mudança vota em branco para exprimir a sua repugnância pela máfia, como descrito aqui, há anos, o que significa que desde então a situação só se tem agravado. A abstenção é um modo de consentir e não demonstra desaprovação, apenas desinteresse. A abstenção é faltar a um dever cívico. Quem comete tais faltas também não merece consideração, é tão bom como os corruptos, pois que está a admitir tudo o que se passa, muito semelhante a aprovação. A abstenção só vai permitir a continuidade e não tem consequência. Votar como descrito acima é dar uma bofetada nos focinhos dos corruptos e tem consequência; ficou provado noutros países, mesmo que em Portugal se desconheça, como de costume.

Nada poderá mudar no país enquanto não se estirpe a origem,enquanto não se esmagarem os monstros abjectos da corrupção.


Fonte: publicações em vários jornais.
Adaptação dum post do blog Mentira!

domingo, 18 de maio de 2008

Governo manipula Concertação Social

Embora a nossa postura no Contracorrente seja apartidária, não posso deixar de fazer eco da posição dos partidos políticos que alertam para erros do sistema. É hoje o caso do PCP que, através do seu secretário-geral, Jerónimo de Sousa, teceu uma longa série de críticas à governação do Partido Socialista, conforme podem ver nesta notícia que publicámos no site, retirada do jornal Publico.pt.

Jerónimo de Sousa, entre muitas críticas relativas a outros sectores da governação, afirma que o governo Sócrates está a manipular a Concertação Social no sentido de serem aceites as propostas para a revisão do Código de Trabalho, elaborado pela equipa de Vieira da Silva. Ora, sabemos bem que as propostas apresentadas para a futura legislação tendem, fundamentalmente, a defender os interesses do patronato e das empresas, passando por cima dos direitos dos trabalhadores. O aumento da precariedade laboral será uma das consequências directas deste novo Código. Regressamos assim a uma nova era pré-sindical.