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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Falsos Profetas Disfarçados de Ovelhas

Quem quer leia este artigo poderá ser cristão, muçulmano, budista, hinduísta, jainista, mórmon, judeu, xintoísta, taoista, zoroastoanista, ateu ou agnóstico, seguir qualquer outra confissão ou religião ou negá-las todas. Trata-se de história universalmente comprovada e globalmente aceite. Trata-se dum princípio debatido em religião, psicologia, filosofia, etc. universalmente conhecido salvo pelos portugueses, segundo o demonstram, que assim mais uma vez justificam a sua auto-estima.

O exemplo tomado é tirado dos livros cristãos por em Portugal serem os mais divulgados, mas de acordo com o que fica atrás poderia ter qualquer outra fonte. Mudariam as palavras, talvez, de acordo com a cultura e o seu modo de expressão (e o tradutor), mas o sentido manter-se-ia invariável. A existência daquele a quem as palavras são atribuídas, Jesus, é também mundialmente reconhecida, foi um personagem daquelas que são hoje as três maiores religiões que nasceram no Próximo-Oriente e o segundo maior profeta islâmico após Mohamed – Isa (arábico). Isa é mencionado vinte e cinco vezes pelo seu nome no Corão, ou seja, com mais frequência que o primeiro profeta do islão, o próprio Mohamed. O Corão considera-o textualmente de concepção virginal por decreto de Allah.

A sua existência comprovada, avancemos em direcção do assunto do título.

Segundo sabemos, Jesus passou uma boa parte da sua vida pregando e muitos dos seus sermões foram transcritos. Alguns os mais conhecidos foram os seus ensinamentos na Galileia. Entre eles há um que 2.000 anos passados parece hoje dirigir-se especialmente aos portugueses em estilo parabólico para facilitar a compreensão ao atrasado povo judeu. Será que passados esses 2.000 anos os portugueses não estão tão atrasados como os judeus de então, pois que ainda nem as parábolas compreendem? O título postumamente atribuído a esse sermão é Os Falsos Profetas.


Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Pelos frutos, pois, os conhecereis.

terça-feira, 26 de junho de 2012

As Contas da Coelhada
Um Ano de Certezas – Falhadas?

A coelheira governamental procura desculpas para justificar as descumunais discrepâncias entre os seus vaticínios que um a um têm caído todos por terra. Ter-se-iam realmente enganado nos seus cálculos, quando sempre mostraram a mais intemperada teimosia no absoluto da sua certeza?

Os fazedores e pasteurizadores de notícias-espectáculos, quando mencionam as afirmações dos corruptos dizem-nos que eles «estão convencidos». Repetem a expressão como qualquer vulgar inculto, os pedantes, mas com tanta merda que lhes sai da cloaca, podemos crer neles?

Não é de crer que o governo se tenha enganado. As contas, afinal, são de simplicidade elementar e mesmo que em aberto conluio, essa jornaleiragem nos tenha camuflado, o caso é que foram feitas vezes sem conta por eminentes economistas não nacionais – portanto não a soldo das corjas oligárquicas nacionais e sempre apresentadas pela imprensa especializada. As opiniões foram (e são) sempre unânimes e contrariam todo o marketing de banha da cobra da oligarquia da coelheira governamental. Não se leu uma que apontasse virtudes ao que ouvíamos da coelhada. Só quem não se importar de ser logrado ou mesmo até goste, pode ficar-se pelo que cá lhe impingem. Quem quiser saber mesmo, tem que procurar informar-se onde não haja filtros, que os lápis azuis estão bem afiados. A verdade, para quem se recorde, é que éramos mais bem informados antes da Abrilada do que agora. Talvez que o ditado «o fruto proibido é o mais desejado» tenha frutificado nesse sentido. Os jornalistas de 4ª classe de então também deixam muito a desejar aos doutores bestas que são os jornaleiros de hoje, não obstante muitas excepções que não são ouvidas.

O que é certo é que o que a o conhecimento sobre a actual miséria e destruição nacional não pode ser novidade nem surpresa para quem quer que saiba fazer cálculos dos mais elementares que qualquer rapazito da ex-terceira classe faria. Agora não, que precisam de maquinetas de calcular para «contabilizarem» 2+2. Análises sem conta de múltiplos economistas foram publicadas e até este blog traduziu uma, a qual previa e explica a actualidade. Daí que só degolados conseguirão acreditar que a coelheira governamental ignorava o único resultado possível do caminho que adoptou.

Ou somos tão estúpidos como eles nos fazem – o que não é tanto de admirar vendo como votamos neles – ou vemos que lhes seria impossível cometer tão monstruoso erro. Que aconteceu, então, que os incautos que emprenham pelos ouvidos em lugar de usar a mioleira não se deram conta, nem dão? Na realidade, são factos tão elementares que atestam a verdadeira incapacidade mental geral nacional. Inaptos para os mais simples raciocínios. Uma imaturidade política em grande escala, como se evidencia. Uma infantilidade que excede a imbecilidade. Impossibilitado de arrepiar caminho, de avançar, progredir, civilizar-se e aprender por outra das mais conhecidas razões que atrasam qualquer povo ou indivíduo: orgulho desmesurado (alcunhado de auto-estima) nos valores rascas que mais não é que uma venda nos olhos que lhes impede de reconhecer os erros a fim de os poderem emendar a sair da cloaca para onde os que os estimularam (ou chicotearam) e empurraram aqueles que disso se aproveitam, os roubam e enriquecem com a ajuda da jornaleirada que os protege, encobrindo-os e filtrando e manipulando notícias.

Afinal, podemos concluir sem sombra de dúvida e como «prova provada» que a coelhada sabia muito bem para onde conduzia o país, conhecia bem qual seria o desfecho. Em consequência, somos obrigados a concluir que tudo o que se passa foi planeado e arquitectado – propositadamente. Entre essas consequências, mas não só, incluem-se a miséria, a impossibilidade de muitos em adquirir medicamentos (a que as bestas pedantes, iletradas desinformadoras tomam por sinónimo de medicação), o disparo dos suicídios em flecha, famílias inteiras desempregadas, a subida do roubo por necessidade e todos os males consequentes e conhecidos.

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Universos Paralelos

A austeridade é precisa para suicídio económico.
Joseph Stiglitz 24-2-11-2011
Prémio Nobel de Economia — 2001


A austeridade tem de ser assumida como o caminho e a solução.
Miguel Relvas — 21-11-2011
Colador de cartazes e vigarista de renome


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quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Desemprego dos Jovens

Não se passa um só dia sem notícias sobre o dito desemprego dos jovens. Estas notícias são autênticas, mas do modo como são apresentadas e o que nelas se esconde, não passam de falaciosas. É a desinformação normalmente gerada pela canalha jornaleira.

A realidade é que as leis feitas por bandos de ladrões permitem que as empresas expulsem os pais e dêem emprego aos filhos por ordenados muito inferiores, causando a miséria nas famílias. É o que se está realmente a passar. Sim, o desemprego jovem existe, mas é inferior ao que poderia acontecer, caso esta táctica não se tivesse tornado possível com a bênção do antro de pulhas que é a coelheira governamental. As provas abundam, mas a escolha de um dos maiores vigaristas conhecidos para ministro, o Corta Relvas, e um governo encabeçado por outro vigarista, condenado pelo Tribunal Criminal de Évora, são mais que eloquentes.

Outra faceta que conta, mas que em que não nos falam para nos desviarem a atenção para factos secundários, é que se o desemprego de jovens sem ou com poucas responsabilidades é mau, o dos adultos com famílias para sustentar é de longe muito mais grave. Escondem, mas qualquer pessoa sabe que se os pais estiverem desempregados os filhos sofrem; se forem os jovens a não terem emprego, mais ninguém sofre e ainda assim, se os pais mantiverem o seu emprego ainda lhes podem dar algumas migalhas que não terão no caso contrário. Até porque, em princípio, um empregado experiente é mais bem pago que um inexperiente.

Uma outra faceta é a inabalável manutenção dos sugadores do dinheiro público que são as instituições e fundações, verdadeiros albergues para parasitas improdutivos dos partidos que vivem exclusivamente à nossa custa.

Outra faceta ainda é o governo de bandidos estar desde o seu início a criar creches de emprego para os seus filhos, parentes, políticos, e amigos. Centenas de novos lugares/empregos foram literalmente inventados exclusivamente com esta finalidade. O costume não é novo, dirão, mas a promessa de mudança desse costume é. Salvo raríssimas excepções, estes novos lugares de «especialistas, assessores, assessores de especialistas, colaboradores de especialstas, adjuntos, assistentes técnicos, assessores técnicos e nomenclaturas semelhantes têm sido açambarcados pelos filhos da canalha parasita com idades inferiores a 30 anos. Acontece a nível nacional, em todos os ministérios. São estes os verdadeiros parasitas do governo e não o número de deputados calões que deveriam trabalhar com um número mínimo de assistentes de todo e qualquer tipo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

«Mentir É a Minha Profissão»

Ou «Mentir É a Minha Vocação». Este título é o mais apropriado e a única conclusão possível para quem tenha ouvido o Coelho, esteja ao corrente da realidade das circunstâncias económicas e financeiras nacionais e conheça as opiniões da totalidade dos economistas mundiais, de renome ou não.

Mesmo falando como um estropiado, assassinando as concordâncias, os tempos dos verbos e eliminando pronomes clíticos para convencer a maioria iletrada, costume rasca que nos vem já do Mário Soares, merece um grande aplauso (Note-se como os hábitos que produzem votos são adoptados por todas as oligarquias, independentemente das suas cores – como a intenção de ludibriar é comum).

A falsidade empolada do primeiro-ministro – com base numa sólida perfeição na desonestidade e hipocrisia, reconhecidas em tribunal – demonstra a incapacidade do governo em tirar o país da crise que o Cavaco originou com a sua destruição do tecido produtivo nacional, pelo caminho que adoptou; que se aproveita da situação para implantar os princípios neoliberais do novo PSD, tal como há anos apregoados pelo Cagão Feliz, Manela Leiteira e sabujos acólitos (ninguém os ouviu?); que quando existem outros métodos para atacar a crise e se ataca a população em geral deste modo, isentando os partidos, os magistrados e os mais ricos – precisamente aqueles que conduziram o país onde ele hoje se encontra –, o seu procedimento é condenável por traição. Noutros tempos seria arrastado pelas ruas atado a um cavalo e enforcado junto a um pelourinho para exemplo. Não se exceptua, pois, o dever de substituir o cavalo por um veículo moto-mecânico nem que traidores deste calibre se pendurem a uma das estátuas daqueles que em tempos defenderam o país, alguns com a própria vida.

O modo como o miserável mente atesta a o profundo enraizamento da mais escabrosa falsidade e desonestidade, já encontrados pelo tribunal criminal de Évora. O modo como o novo PSD quer destruir os serviços sociais com a desculpa do necessário para desenvolvimento, às qualidades anteriores acrescenta a incapacidade e a malvadez. Porque existem outros meios e porque os escolhidos estão condenados ao fracasso.

Com a caixinha de conluio entre jornaleiros falseiros, por um lado, politiqueiros corruptos de meia-tigela, por outro, não é possível à grande maioria da população conhecer nem as apreciações dos economistas estrangeiros sobre o que vai acontecer ao país pelo caminho tomado pelo governo, nem sobre os resultados obtidos pelas suas medidas nalguns países em estado semelhante, nem o que a esse respeito preconizam e recomendam os economistas que não estão vendidos aos partidos nacionais.

Portugal não é a Grécia? É só ver onde as políticas económicas deste governo nos vão conduzir em linha tão recta que todos a quem não tapem os olhos o vêem. Como economistas dignos desse nome prevêem o futuro do país simplesmente em óbvia consequência das medidas que este governo tomou para matar a maioria dos portugueses enquanto outros se vão enriquecendo.

É fácil ouvirmos a jornaleirada a martelar-nos, diariamente e sem descanso, com as imposturas e falsidades das máfias oligárquicas nacionais. É difícil procurar conhecer na internet como se pensa e faz, e quais a verdadeiras consequências noutros países, mesmo europeus. Todas as informações são filtradas. Pior do que o dito lápis azul porque nesse tempo os jornalistas não eram jornaleiros imundos e desinformadores e como as informações políticas eram censuradas, eles esforçavam-se verdadeiramente por informar e conseguiam-no. Agora é precisa e literalmente o contrário. É uma desinformação a todo o vapor por uma desenfreada banda de cavalgaduras rascas e ignóbeis.

É valendo-se destes factos, simples mas determinantes, que as oligarquias injectam as suas ideias infectas nas massas ignorantes. Ignorância propositadamente infligida pelo conglomerado info-político, em que vivem um do outro e para o outro, defendendo-se mutuamente com uma ilusória algazarra de permeio para distracção das massas. Vimos bem como na entrevista do Coelho a esparvante da Judite Sousa, repetiu perguntas desnecessárias com um fingido ar malicioso, mas sem jamais perguntar o que importa: – Como justifica o governo as negras previsões de famosos economistas mundiais, entre tantos outros, sobre onde o caminho escolhido por este governo nos vai levar e em diametral oposição ao que ele afirma?

De igual modo, a razão do partido para destruir o sistema de saúde só pode ter as mesmas origens: incompetência e malvadez. É certo que o modo como esse serviço está concebido e funciona baseia-se em princípios errados ou mal aplicados (neste caso se comparados a países onde ele foi há muito adoptado com êxito). A este conhecimento acrescente-se que existem países onde o sistema de saúde é 100% privado, 100% igual para todos sem uma única excepção, 100% democrático e que para os que não o podem pagar é o estado que paga as suas quotas e comparticipações. São factos actulíssimos.

Uma prestação nacional totalmente privada, e tanto os ignóbeis vigaristas oligárquicos como a canalha desinformadora permanecem mudos como pedras. Se eles apregoam que deve ser privado e não o fazem é para poderem permitir os enormes lobbies da saúde, que não existem nos países com nenhum sistema, mas que cá nos podem roubar à vontade. Um exemplo que a maioria pode conhecer é o da Suíça, por tantos lá terem familiares emigrados. No entanto, pouco nisso se fala, pelo que os monstros de moeda-falsa se aproveitam para continuarem a impor as suas ideias destruidoras. Incompetência ou malvadez ou ambas, o certo é que continuam a matar gente em plena impunidade.

Dizem, repetem e aplicam que o estado não pode pagar tantos subsídios a toda a gente. Pois não, têm absoluta razão. Só que não fazem como nos países em que se pagam poucos: as pessoas ganham o suficiente para não terem necessidade deles. Em vez de começarem pelo princípio e fomentarem o desenvolvimento por competência e qualidade na produção, criarem as condições para se viver melhor, cortam e põem a maioria na miséria. Note-se que têm razão quanto aso maus hábitos de mândria e que é necessário pôr a população a trabalhar em lugar de ocupar o lugar do emprego (há muitos anos aqui defendido), mas que os estão a querer resolver de modo que mais errado seria impossível.

Foto do Kaos antiga. Entretanto cresceu mais.

Parabéns Coelho, que ouvindo-te falar pela nossa desinformação nos convences. És um mestre em vigarice reconhecida pelo tribunal criminal de Évora e consegues superar o teu indesejável predecessor em quilómetros. Mereces um estrondoso aplauso pela mestria que demonstras. Noutros lados dar-te-iam a corda, mas cá consegues ser um rei. O rei (ou o chefão) dos ladrões é sempre o maior ladrão de entre eles.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os Carneiros Pagam a Crise Provocada Por Políticos e Agiotas
Parte I

Quantas vezes ouvimos o primeiro-ministro e outros ministros da oligarquia governamental – excepto o da economia (porque será?) – e até o coveiro de Portugal afirmarem que os sacrifícios decorrentes da aplicação do plano capitalista que dá o nosso dinheiro aos bancos é para todos. Será mesmo? Será o que se está a passar ou estaremos a ser mais uma vez vítimas do roubo descarado das máfias políticas?

Os portugueses estão habituados ao fanatismo partidário, pelo que sempre desconfiam com razão, mas mal, pois que excepcionalmente se escapam a cair como parolos nas artimanhas das oligarquias políticas. Acreditam mesmo que o dito Movimento para a Democracia Directa, iniciado por um pequeno punhado de gente honesta, não esteja comido pelo partidarismo sectário que se aproveitou desse movimento como o lobo na história do capuchinho vermelho. É verdade que ainda lá continua uma parte de democratas honestos, mas a malvadez dos outros destruiu a louvável obra dos seus fundadores. Que miséria! E há quem se que os políticos procederem de forma tão semelhante.

Esta artigo é uma sequência lógica de outros anteriores que nos avisavam sobre o que este presente viria a ser. Sobre a fonte de todos os problemas do país. Dada a desconfiança e simultânea incredulidade, muitos têm acusado estes artigos como partidaristas, tanto como atacam as más acções dum governo como as de outro de suposta – mas não verdadeira – ideologia diferente. Afinal, o que interessa não é a ideologia dum qualquer partido, mas o que ele faz pela nação ou contra ela, e neste país há muito que só se vê destruição. Os discursos dos mafiosos não passam da mais barata e ordinária banha da cobra, que convencem a maioria numa conjuntura criada com a imprescindível ajuda da jornaleiragem dominada por um conglomerado financeiro selvagem que filtra, modifica e fabrica as notícias para que estas defendam os sus interesses, aos quais as corjas oligárquicas se associaram.

Ter feito compreender a população que não necessitava mais de trabalhar por ter aderido à UE foi um crime. Deram-se-lhe os fundos de coesão que não foram directamente para os bolsos da máfia cavaquista (mais tarde também para outras máfias) em lugar de as usarem para preparar o seu futuro, agora, evitando a miséria que se vive. Simultaneamente, destruiu-se todo o tecido que de algum modo desse lucros ao país ou pudesse ser exportado. Se confrontarmos um gráfico dos montantes dos fundos de coesão recebidos da UE ao dos montantes do empréstimos contraídos pelo país, até um cego consegue ver e compreender que são simetricamente opostos, completando-se e provendo ao país a mesma liquidez que lhe permite continuar com a vida de meio-luxo sem trabalhar nem produzir. Estes gráficos juntos formam um par inseparável. Qualquer um deles apresentado sem o outro serve unicamente para iludir e ludibriar a quem os veja viúvos.

Se todos os governos seguiram esta mesma linha, como defender um contra outro, neste assunto específico que compreende ainda a falta de restruturação dos meios produtivos, sem isenção de partidarismo? Todos induziram os portugueses a endividar-se e a dar o seu já pouco dinheiro aos bancos. Todos permitiram aos bancos assaltarem a população e extorquirem-lhes o que pouco tinham, até perseguindo-os com ofertas aliciantes para lhes sacarem ainda mais. Todos os governos o fizeram ou o permitiram, pelo que todos são culpados sem excepção, embora tudo tivesse começado pelo Cavaco, o carrasco do povo e o seu coveiro. Donde se vê a estupidez crassa e espírito suicida de quem o elegeu por duas vezes. O Arrebenta, que conhece bem este processo e tão magistral e fielmente o documenta, parece recear fazer esta última afirmação.

O ditado «cada povo tem o governo que merece» exprime aqui todo o seu significado. Se este povo continuar a julgar-se inteligente e esperto e que ninguém o engana, jamais se libertará do jugo daqueles que vivem precisamente para o enganar e roubar e que jamais quererão deixar de o dominar. Há dois caminhos para aprender: ser ensinado ou aprender pelos seus próprios erros. Para o segundo modo, porém, é imprescindível que se compreendam e admitam os erros. O orgulho que por cá se encobre com o epíteto de auto-estima tem como único resultado cegar as pessoas, impedindo-as de progredir por não saberem como ao não compreenderem os seus erros e como são atrasados e tansos. Como almejar progredir quando já se tem a si mesmo como melhor que todos?

Analisemos a desgraça para onde o país está a ser levado e se tivermos cabeça, sabedoria, compreensão e espírito democrático, ajamos em lugar de apoiarmos greves desnecessárias, estúpidas ou abusadoras, como as recentes dos ferroviários, já melhor pagos que toda a população em geral e que nos emmerdam (galicismo comum) a vida. Não têm razão de ser e há outros modos de luta mais eficientes e que envolvem toda a população e não apenas um sector marginal como este.

As mentes nacionais têm sido estreitamente controladas pelo que se lhes conta e dá a conhecer ou pela banha da cobra da corrupção política, por uma jornaleiragem imunda e indigna duma profissão que foi nobre, mas que, com algumas excepções, deviam ser passados a fio de espada. Ajudar a atirar um povo para a miséria, dizendo e revelando, modificando ou inventando tudo o que ajude a pôr e a manter uma grilheta mental de que as máfias oligárquicas têm a chave.

Que nos tentou impingir o criminoso do Coelho durante as eleições e obteve êxito junto duma maioria de retardados mentais? Porque o que era necessário, não era substituir um qualquer governo. NÃO era substituir a merda por excremento, mas controlar quem no-la tem dado para que não se continuasse na mesma dança macabra que, evidentemente, continuou. Se não se fez absolutamente nada para acabar com ela, que se esperava? Porque se queixam, então agora, se votaram e elegeram os mesmos? Porque dum partido ou doutro, são iguais: ladrões impunes. Não têm o que escolheram? Se até elegeram um cadastrado… Que gente piegas!

Que nos tentou, pois, impingir esse vigarista durante as eleições para sacar votos aos retardados mentais que se julgam espertos e com maturidade política? Será tão difícil de compreender que mudar governo só muda as moscas. Quanto mais querem sofrer os masoquistas até aprenderem?

domingo, 8 de janeiro de 2012

Os Sórdidos Facínoras Que Nos Governam

Está a começar a compreender-se a origem da crise nacional agravada pela europeia e mundial. A corrupção dos governos do Cavaco (roubo e desbarato dos fundos de coesão), a mentalização que tronou os portugueses mais improdutivos e mais gastadores do que não produziam e importavam, assim como a corrupção do OLAF (Office Européen de Lute Anti-Fraude – UE), do seu director e do seu responsável, Comissário europeu Siim Kallas. A página sobre este assunto, há vários anos publicada, tem aumentado o número de visitantes.

Este artigo contém várias transcrições e citações em itálico, cujo mérito cabe aos respectivos autores. Alguns não são referidos por terem caído no domínio público ou por se ignorar quem sejam, mas se se declararem, os seus nomes serão mencionados. Este artigo é também uma repetição daquilo que há anos tem sido escrito nos blogs dos links que se seguem ao seu final e no site do autor, pois que o procedimento geral é também uma repetição do que engendrou a desgraça ao ponto a que a conhecemos. Não há muito mais sobre que falar, pois que a origem dos males é pouco diversificada. Repetem-se. Os políticos não mudam os seus métodos e, defendidos por uma corja de jornaleiros em conluio, o povo aguenta-os, elege-os e defende-os. Depois reclama. Paradoxo?

Os roubos dos juízes
€700/mês para renda de casa, mesmo para os que têm casa e trabalham na área de residência = roubo incondicional. Agora, quando o governo pretende cobrar imposto sobre esse produto de roubo irracional e nacional, vem o João Palma, um dos gozadores dos lorpas, queixar-se de que A proposta não está estruturada com critérios justos e equitativos, nem é sensível ao facto de os magistrados serem obrigados a exercerem a sua actividade em regime de exclusividade. Nada admira quando a «pauvre pétasse», deputada do PS que residia em França, recebia um subsídio para viajar até ao parlamento. Pensar que a maioria dos portugueses têm reformas inferiores a esse montante justifica a mentira da chamar democracia a esta palhaçada dirigida por vigaristas e ladrões confirmados. Só para rir, o que dizem, enquanto uns rebentam com a barriga cheia e os outros de fome: o maior fosso europeu entre ricos e pobres que não pára de aumentar com todos os governos,

Desorganização
Os parasitas políticos, incapazes, colocados à frente das chefias, desorganizaram o país do modo que se vê: nada funciona. Exemplos? Bombeiros transformados em firmas de transporte. Os bombeiros são táxis para transporte de doentes. Porquê assim, se nunca o foi, nem cá nem noutro qualquer país? A nomeação dum contabilista para ministro da saúde foi o arauto das intenções dos abjectos biltres do governo. A desorganização do sistema de saúde que absorve tanto dinheiro quanto o sueco, mas com a diferença que se conhece. Nem merece a pena citar mais onde a desorganização foi generalizada.

Tudo é roubo. Exemplo, os canais emitidos na TDT para permitir o roubo das operadoras privadas em depreciação dos interesses nacionais gerais. Não é o que se passa nos outros países, mas em Portugal ou se copia o que está mal ou se inventa pior. É o que tem sido a fonte do progresso nacional. Nas escolas não se ensinam as crianças como se defenderem contra a publicidade para poderem ser facilmente presas do roubo; formam-se lorpas.

Publicidade: DECO – sociedade comercial que tem ganho fortunas com a publicidade dos abortos jornaleiros, encobrindo o trabalho daqueles que o fazem gratuitamente.

Mezinhas em lugar de medidas adequadas
Matam-se os cães que mordem e isentam-se os donos culpados. Abandonam os cães, mas não são tomadas medidas para o evitar, condenando os donos.
Os serviços de saúde quase não funcionam devido à desorganização e aplicam-se taxas para roubar e afastar os doentes. Matando-os.
Não há excepções, a desorganização é paga pelos que a ela são submetidos e nunca pelos seus autores.
A burocracia, outra fonte do atraso e de corrupção, é mantida intencionalmente.
São apenas exemplos expressivos que podem despertar menos interesse, mas que se repetem a todos os níveis e produzem os resultados constatados.

A razão da desorganização, da legislação inadequada e de tudo o que atrasa o país deve-se exclusivamente aos deputados defenderem os seus interesses profissionais e dos grupos de interesse em que se inserem em depreciação dos interesses nacionais; aos cargos de responsabilidade terem sido tomados de assalto pelas máfias oligárquicas políticas que os fazem ocupar por parasitas incapazes, incompetentes e usurpadores, sejam militantes, familiares ou amigalhaços, mas todos partidários; razões sempre alheias à competência e capacidade. Os lugares nem são postos a concurso, mas tomados de assalto como direito garantido, como despojos duma batalha ganha em que o povo é o incondicional perdedor. Uma batalha que se termina contra a população. O resultado é o que se vê. É bem simples, mas os políticos nem nisso falam.

Os deputados não são eleitos. Ninguém é eleito, salvo o presidente da república. Quando os lorpas vão votar, as caras e os nomes são todos falsos. Os votos são nos partidos e não nos que vomitaram a banha da cobra.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Comparações – Ou o Atraso Mental dos Portugueses

A catástrofe sismológica no Haiti provocou a desgraça, o sofrimento da fome, dos ferimentos e do aumento da miséria. No seio dum povo manso e dócil, ainda que já muito pobre, geraram-se quadrilhas de assalto, roubo e extorsão. Observa-se também como a polícia do país se comporta.

Nos países mais democráticos e ricos europeus, o crime, a todos os níveis, é dos mais baixos do mundo. Raramente se vê um polícia na rua, a polícia não tem comportamentos loucos e desorientados pondo-se aos tiros como no farwest do século XIX e sabe como lidar com a população.

Em Portugal, as polícias são incompetentes a todos os níveis, tanto no que se refere às suas relações com a população como à sua competência na investigação e em encontrar os procurados pela justiça. Julga e mata cobardemente em lugar de prender, ou seja, sem ser em defesa própria de risco de vida. A justiça, ainda, desempenhada (hoje) por uma maioria de juízes incapazes e incompetentes.

Nesta conjuntura, há políticos — incluindo o Portas e o judeu aldrabão e vigarista do ministério do interior — que apregoam uma necessidade de manter mais polícias na rua e de tomar medidas mais pesadas contra os criminosos filhos da desgraça em que as consequências da corrupção política os colocaram. Este palavreado tem-lhes angariado votos. E continua a angariar. Os políticos sabem tirar proveito deste atraso mental

Haverá melhor prova do monstruoso atraso mental da população em geral, que a cega matando-lhe as células do raciocínio e do julgamento, completamente desmiolados, estupidificados pela educação e exemplos que os pais rascas lhes deram e pela instrução inadequada e ineficientemente que lhes injectaram num sistema de ensino que cria ignorantes dando-lhes canudos sem equivalência nem valor em países adiantado? Os médicos portugueses até no Haiti foram considerados como apenas capacitados para fazer amputações.

A corrupção política dos parasitas, mostrando o seu desmedido desinteresse pela nação, sabe como aproveitar-se da profunda ignorância e atraso mental nacionais para lhes sacar votos. Provou-sp mais uma vez pela melhoria dos resultados do Portas e a eleição do Rui Rio nas ultimes eleições, os inimigos número 1 do povo, segundo o que dizem e propõem. São os princípios básicos que têm gerado e aumentado o fosso entre ricos e pobres. Num dos países em que esse fosso é maior, só a mais crassa estupidez e masoquismo podem explicar a escolha e aprovação dos eleitores pela sua própria degradação, pobreza e miséria. Ponham-se é os políticos na rua, dispam-nos, espoliem-nos tirando-lhes tudo o que adquiriram por roubo e aguardem a ver se terão a mesma capacidade para o roubo como demonstram nas posições que ocupam.

Rédea curta nessas hordas de associações de criminosos e obediência ao povo soberano. Qualquer outro meio só servirá para manter a situação. Não se viu já como é, há décadas do mesmo a sustentar ladrões que enriquecem com a nossa miséria?

Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).