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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mas eles não ouvem?

Para bem da nossa fragilizada democracia ainda há figuras públicas que se dispõem a remar contra a maré, como é o caso do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro. Conforme referimos nesta notícia, publicada no nosso Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt, Pinto Monteiro defendeu ontem "um controlo" dos poderes do secretário-geral de segurança interna, sob pena de estes "se sobreporem às competências do Ministério Público". Segundo este alto responsável, a nova lei estabelece uma "amplitude imensa de poder" ao titular deste novo cargo, que irá funcionar na dependência directa do primeiro-ministro, sublinhando que algumas "podem colidir com as do Ministério Público".

Estas declarações foram feitas ontem perante a Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, onde está a ser discutida na especialidade a nova lei de segurança interna, ou seja, no lugar institucionalmente dedicado a garantir os direitos dos cidadãos. No entanto, estou em crer que a maioria absoluta PS deixará intocado este novo articulado da lei, esquecendo-se, porventura, que a Sócrates outros primeiros-ministros se seguirão, assim espero... Pergunto-me, então, mas eles não ouvem?

sábado, 17 de maio de 2008

Justiça injustiçada

Não devemos calar nunca as iniciativas que visam construir alternativas a esta globalização neoliberal que nos sufoca. Surge este meu considerando em função do facto de ter sido apresentado ontem em Lisboa um Manifesto do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, na presença - note-se bem! - do próprio Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro.

Conforme poderão ler nesta notícia que publicámos no nosso Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt, este Manifesto reclama "iniciativas urgentes do poder político" para dar resposta aos "graves problemas materiais, funcionais e estatutários" desta magistratura. Mais adiante, este significativo documento salienta que "importa que os órgãos do poder político não continuem a manietar o Ministério Público, através da produção de legislação que o obriga e condiciona". A meu ver, uma linguagem forte e incisiva que faz pensar...