segunda-feira, 30 de julho de 2012

Falsos Profetas Disfarçados de Ovelhas

Quem quer leia este artigo poderá ser cristão, muçulmano, budista, hinduísta, jainista, mórmon, judeu, xintoísta, taoista, zoroastoanista, ateu ou agnóstico, seguir qualquer outra confissão ou religião ou negá-las todas. Trata-se de história universalmente comprovada e globalmente aceite. Trata-se dum princípio debatido em religião, psicologia, filosofia, etc. universalmente conhecido salvo pelos portugueses, segundo o demonstram, que assim mais uma vez justificam a sua auto-estima.

O exemplo tomado é tirado dos livros cristãos por em Portugal serem os mais divulgados, mas de acordo com o que fica atrás poderia ter qualquer outra fonte. Mudariam as palavras, talvez, de acordo com a cultura e o seu modo de expressão (e o tradutor), mas o sentido manter-se-ia invariável. A existência daquele a quem as palavras são atribuídas, Jesus, é também mundialmente reconhecida, foi um personagem daquelas que são hoje as três maiores religiões que nasceram no Próximo-Oriente e o segundo maior profeta islâmico após Mohamed – Isa (arábico). Isa é mencionado vinte e cinco vezes pelo seu nome no Corão, ou seja, com mais frequência que o primeiro profeta do islão, o próprio Mohamed. O Corão considera-o textualmente de concepção virginal por decreto de Allah.

A sua existência comprovada, avancemos em direcção do assunto do título.

Segundo sabemos, Jesus passou uma boa parte da sua vida pregando e muitos dos seus sermões foram transcritos. Alguns os mais conhecidos foram os seus ensinamentos na Galileia. Entre eles há um que 2.000 anos passados parece hoje dirigir-se especialmente aos portugueses em estilo parabólico para facilitar a compreensão ao atrasado povo judeu. Será que passados esses 2.000 anos os portugueses não estão tão atrasados como os judeus de então, pois que ainda nem as parábolas compreendem? O título postumamente atribuído a esse sermão é Os Falsos Profetas.


Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Pelos frutos, pois, os conhecereis.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Bónus para ricos, sacrifícios para pobres

É suposto que, em democracia, os eleitos, os escolhidos pelo povo para gerirem os interesses colectivos, devem seguir a regra de «respeitar os outros como desejam ser respeitados», mas acontece, com indesejável frequência, que, depois de sentarem na cadeira do poder se consideram donos e senhores dos destinos da Nação, a seu belo prazer, e tomam a ousadia de desrespeitarem a inteligência de quem os elegeu, de quem representam. Assim perdem credibilidade e confiança e colocam em perigo a harmonia e a paz social.

Agora, para porem cobro a actividades económicas que, por tradição, fogem ao controlo por não passarem factura, surge a notícia IVA pago em restauração, mecânicos e cabeleireiros dedutível em 5% no IRS, o que pretendia ser um engodo para todo o consumidor, armado em zelador do fisco, passasse a exigir sempre factura mas, sem muito atraso, veio a ser esclarecido como sendo uma armadilha, um isco imaginário, para atrair o consumidor a colaborar, gratuitamente. em trabalhos da competência da fiscalização económica.

É que, muito simplesmente tal benefício apenas está ao alcance de cidadãos que se situem nos 20% com rendimentos mais altos. mMais uma vez se nota que as medidas do Governo são sempre para aumentar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres!!! É isso que se depreende da notícia Benefício de 5% no IVA deixa de fora mais de 80% das famílias pois para se beneficiar da dedução do IVA pago terá de se gastar, em 2013, 1800 euros por mês em restauração, alojamento, sectores de manutenção e reparação de automóveis, cabeleireiros e similares, o que deve ser interpretado em função do facto de que o ordenado médio mensal no país não chega a 800 euros. São poucos o que podem gastar 1800 euros por mês e, portanto, beneficiar da dedução do IVA. Cada um dirá «não peço factura, se quiserem obrigar o empresário a passá-la, venham controlar»

Os senhores governantes estão a brincar connosco. E pode acontecer que o povo deixe a sua tradicional tolerância e se irrite com tal brincadeira, entre jogadores com regras diferentes. Depois dessa irritação, quais serão as regras usadas pelo povo? Pensem nisso senhores governantes.

Imagem do JN

terça-feira, 10 de julho de 2012

Relvas e os Médicos

A partir de agora, a todos os que tenham exercido a profissão de médico por mais de X anos sem terem frequentado os cursos vão ser dados diplomas, admitidos na Ordem dos Médicos e terão equivalência aos médicos formados, mesmo que tenham passado o tempo do curso a colar cartazes. É a adopção tácita e generalizada das Novas Oportunidades. Justifica plenamente o que em toda a Europa se crê da competência e dos cursos nacionais em que nem os médicos nem os dentistas podem exercer nos países mais avançados.

Novo diploma das universidades nacionais: Doutor em Vigarice.

Adenda
A vigarice é muito maior e mais antiga. É só reparar na data e compará-la com o que o vigarista-mor nacional.
É o exemplo da corja de ladrões e vigaristas que governam Portugal e que nos roubam sem direito por conservarem e aumentarem os seus ganhos. Só roubam aqueles que menos têm. Forca com eles.
Imagem da Internet

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

sábado, 7 de julho de 2012

A Escumalha Política
Para Lembrança dos Amnésicos

Transcrição integral de dois artigo de Fernanda Câncio no Diário de Notícias. Para memória de fanáticos partidários, desmiolados e outros amnésicos e traidores que continuam a aprovar a corrupção porque é o seu partido. São estes e os jornaleiros coniventes que enganam a população os verdadeiros culpados do estado a que o pais chegou devido ao seu suporte incondicional. Tudo se poderia resumir numa curta frase: Os bandos de cabrões que nos governam e nos desinformam.

domingo, 1 de julho de 2012

Falsidade e Oportunismo

É a norma de comportamento inserida pelo marketing das oligarquias para nos convencerem de continuarmos a votar neles. Sem a aprovação dos desmiolados masoquistas não lhes seria possível às associações de criminosos revezar-se na governação a fim de poderem continuar a roubar impunemente.

Roubar impunemente é uma expressão um pouco desadequada, visto que para além do roubo ligeiramente escondido por ser admitido, há abusos de gravidade não inferior. Nestes, inclui-se um número sem fim de privilégios que negam a existência básica de igualdade, negando assim a existência da democracia. Os exemplos mais conhecidos são escarnecerem o povo, roubando parte das remunerações das pensões dos reformados sem que toquem nas suas reformas douradas. Roubarem os ditos subsídios (que não o são) de férias e de Natal (parte integrante dos ordenados, assim nomeados para os fazer passar por favores, benesses magnanimamente oferecidas pelas oligarquias mafiosas aos miseráveis com os ordenados mais baixos da Zona Euro. Simultaneamente, proclamando que «os sacrifícios são para todos», estes grandes cabrões de abusadores que os carneiros toleram em lugar de os enforcar, conservam para si tudo o que tiraram ao povo, visivelmente em nome do que proclamam, simplesmente mudando o nome aos ditos subsídios. Enquanto nos outros países com crises menos graves que a portuguesa, os governantes, por vontade própria e solidariedade, decidiram cortar voluntariamente os seus ganhos degressivamente a partir de 20% e 30%, os cornudos nacionais, em nome dessa solidariedade, assimilaram-se aos funcionários públicos e apenas abdicaram de 5%. Que gozo da população!

Não é um gozo? E quem é que é mais cornudo? Aqueles que o fazem ou aqueles que o admitem? Embora não seja directamente comparável, podemos perguntar: se a população de carneiros incivilizada crê que quando alguém é roubado a culpa é da vítima por se ter deixado roubar, não será a culpada dos actos dos políticos, analogicamente, também da culpa das suas vítimas?

Muita algazarra se ouve a este respeito, mas é só isso, algazarra. O Coveiro da nação, esse Ali-Baba que com os seus 40 (160) ladrões destruiu os meios de produção nacional e deixou Portugal sem preparação para o futuro (hoje), tem sido apupado e vaiado, assim como outros governantes, mas é só algazarra. Aquando da visita do idiota visionário e incompetente do ministro da economia à Covilhã, hoje 29, muita algazarra houve e muitos chegaram a saltar em cima e a dar palmadas na lata do seu bólide, comprado com o dinheiro dos que perderam os subsídios e a comida, mas a cobardia não permitiu que o sacassem do coche e lhe dessem uma boa cossa, naquele que estragou a vida a centenas de pessoas, arruinou milhares e roubou a comida da boca de outros tantos. O presidente da câmara, da sua cor, também o atacou verbalmente. Chamaram-lhe cobarde, mas cobardes foram eles, que nem um exemplo deram.

Uma busca no Google com os termos «ministro apupado» dá uma longa lista onde figuram quase todos os governantes, mas é tudo. Os criminosos estão perfeitamente conscientes de que «cão que ladra não morde» (pelo que podem continuar sem receio, que a algazarra não é mais do que desabafo) e de que «os cães ladram, mas a caravana passa» (que continuarão a votar neles como sempre, ora num bando de ladrões, ora noutro, que os roubarão à vez). E têm razão a mais não poder, que se tem confirmado sem excepções. Não será tempo de os atar aos pelourinhos que ainda restam do tempo da justiça real, chicoteá-los, julga-los sumariamente com mais razão do que a cabra da ministra da justiça decidiu fazer aos flagrantes delitos e enforcá-los por crimes contra o povo? Não é um delito mais do que flagrante? Precisa de maiores provas?

Já que a justiça, dominada pela mesma corrupção ou idêntica, onde os próprios juízes usufruem de privilégios antidemocráticos não funciona, que a justiça seja devolvida ao povo. A saber que os juízes, salvo os do Tribunal Constitucional, cujas funções são diferentes das dos restantes, não são órgãos de soberania por duas razões universais: (1) numa democracia não podem existir «órgãos de soberania» dado que o único soberano é o povo (se existirem de facto não é uma democracia – não é dialéctica) e o termo foi inventado para justificar a hegemonia dos tiranos oligárquicos sobre um povo a quem roubaram a soberania; (2) os juízes representam o povo apenas quando assumem as suas funções oficiais nos tribunais, não fora deles. Ainda assim, deve considerar-se que o Tribunal Constitucional funciona menos como um tribunal, mas como um Conselho de Sábios doutores da Lei que se consulta para obtenção duma opinião de confiança, a qual por tanto deve ser aceite. De notar que Conselho de Sábios se aproxima muito da designação que lhe é dada na Suíça.

Logo, se os juízes não cumprem com o seu dever, providenciando uma justiça eficiente e em tempo útil, a sua prestança é inútil e devem ser substituídos por incumprimento e incapacidade em representarem o povo. Se eles representam o povo, o povo que eles representam tem o direito de se juntar e eleger juízes de entre ele, tal como aconteceu em diversas civilizações da antiguidade. De entre as várias normas que ditam o procedimento da justiça, o precedente é uma delas e não podemos suprimi-la apenas para aceder à conveniência e arrogância de alguns.

Ainda há imensos parrecos, crédulos e militantes, que por estas razões diferentes continuam a acreditar que votando noutros melhora. Afinal, são estes os culpados da perpetuação do roubo autorizado e de todos os outros cancros que o acompanham em paralelo. Justificada a intervenção popular na condenação dos governantes criminosos, deixamos a podridão da justiça e voltamos à podridão da política.

Temos observado alguns factos, ultimamente, que nos mostram a ambiguidade do Partido Socialista e outros que nos dão uma previsão de como o PSD vai proceder num futuro bem próximo.

A ambiguidade do PS é uma verdadeira impostura. A tomada de decisão de não votar a moção de censura dos comunistas é disso a prova real. Tão simples que não necessita de explicação detalhada. Alguns monossílabos bastam e o resto são tretas. A moção de censura nunca passaria, existindo uma maioria que não permite que os seus malefícios sejam criticados, muito menos derrubados. Dúvidas? Portanto, a abstenção do PS não poderia ir no sentido de manter uma estabilidade governamental, como o partido afirmou. Sendo impossível, foi mentira chapada. A abstenção contrariou a totalidade de todos os discursos do PS desde as últimas eleições e retira-lhe qualquer possível confiança futura. Qual foi, então a ideia? Simples, um golpe para sacar apoiantes nos simpatizantes do PSD numa pura mira eleitoralista e sem qualquer interesse para o país, como mentiram. Quem votar neles baseado nesta falsidade prova que eles têm toda a razão em tomar a população pelo que ela efectivamente é, bandos de bandalhos rascas desmiolados, masoquistas e carneiros dóceis que se deixam levar voluntariamente para o açougue a que os conduzem. Todos os políticos o sabem e estrangeiros também.

No dia em que dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontam que o défice orçamental no primeiro trimestre se agravou para 7,9 por cento do PIB, ficando acima da meta de 4,5 por cento prevista para o final do ano, o criminoso cadastrado pelo Tribunal Criminal de Évora, ladrou para saloios burgueses:
«Os resultados que estamos a observar são positivos na medida em que indicam que estamos a fazer um ajustamento bem-sucedido.»

Bem sucedido significa o que todos conhecemos: a miséria geral por má e incompetente política económica e enorme alargamento entre ricos e pobres sem igual em toda a Europa.

Estes resultados, apenas iniciais, foram previstos internacionalmente, não trazem qualquer novidade e são apenas o início da catástrofe segundo a opiniões de economistas de renome que não estão a soldo da coelheira nacional. Veja-se uma tradução de um dos imensos artigos por economistas notáveis e espere-se tranquilamente o que se segue. Tal como até agora tudo o previsto tem acontecido. Como esperar outra coisa?

O medo, a intimidação, a exploração e o empobrecimento são as marcas registadas deste governo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

As Contas da Coelhada
Um Ano de Certezas – Falhadas?

A coelheira governamental procura desculpas para justificar as descumunais discrepâncias entre os seus vaticínios que um a um têm caído todos por terra. Ter-se-iam realmente enganado nos seus cálculos, quando sempre mostraram a mais intemperada teimosia no absoluto da sua certeza?

Os fazedores e pasteurizadores de notícias-espectáculos, quando mencionam as afirmações dos corruptos dizem-nos que eles «estão convencidos». Repetem a expressão como qualquer vulgar inculto, os pedantes, mas com tanta merda que lhes sai da cloaca, podemos crer neles?

Não é de crer que o governo se tenha enganado. As contas, afinal, são de simplicidade elementar e mesmo que em aberto conluio, essa jornaleiragem nos tenha camuflado, o caso é que foram feitas vezes sem conta por eminentes economistas não nacionais – portanto não a soldo das corjas oligárquicas nacionais e sempre apresentadas pela imprensa especializada. As opiniões foram (e são) sempre unânimes e contrariam todo o marketing de banha da cobra da oligarquia da coelheira governamental. Não se leu uma que apontasse virtudes ao que ouvíamos da coelhada. Só quem não se importar de ser logrado ou mesmo até goste, pode ficar-se pelo que cá lhe impingem. Quem quiser saber mesmo, tem que procurar informar-se onde não haja filtros, que os lápis azuis estão bem afiados. A verdade, para quem se recorde, é que éramos mais bem informados antes da Abrilada do que agora. Talvez que o ditado «o fruto proibido é o mais desejado» tenha frutificado nesse sentido. Os jornalistas de 4ª classe de então também deixam muito a desejar aos doutores bestas que são os jornaleiros de hoje, não obstante muitas excepções que não são ouvidas.

O que é certo é que o que a o conhecimento sobre a actual miséria e destruição nacional não pode ser novidade nem surpresa para quem quer que saiba fazer cálculos dos mais elementares que qualquer rapazito da ex-terceira classe faria. Agora não, que precisam de maquinetas de calcular para «contabilizarem» 2+2. Análises sem conta de múltiplos economistas foram publicadas e até este blog traduziu uma, a qual previa e explica a actualidade. Daí que só degolados conseguirão acreditar que a coelheira governamental ignorava o único resultado possível do caminho que adoptou.

Ou somos tão estúpidos como eles nos fazem – o que não é tanto de admirar vendo como votamos neles – ou vemos que lhes seria impossível cometer tão monstruoso erro. Que aconteceu, então, que os incautos que emprenham pelos ouvidos em lugar de usar a mioleira não se deram conta, nem dão? Na realidade, são factos tão elementares que atestam a verdadeira incapacidade mental geral nacional. Inaptos para os mais simples raciocínios. Uma imaturidade política em grande escala, como se evidencia. Uma infantilidade que excede a imbecilidade. Impossibilitado de arrepiar caminho, de avançar, progredir, civilizar-se e aprender por outra das mais conhecidas razões que atrasam qualquer povo ou indivíduo: orgulho desmesurado (alcunhado de auto-estima) nos valores rascas que mais não é que uma venda nos olhos que lhes impede de reconhecer os erros a fim de os poderem emendar a sair da cloaca para onde os que os estimularam (ou chicotearam) e empurraram aqueles que disso se aproveitam, os roubam e enriquecem com a ajuda da jornaleirada que os protege, encobrindo-os e filtrando e manipulando notícias.

Afinal, podemos concluir sem sombra de dúvida e como «prova provada» que a coelhada sabia muito bem para onde conduzia o país, conhecia bem qual seria o desfecho. Em consequência, somos obrigados a concluir que tudo o que se passa foi planeado e arquitectado – propositadamente. Entre essas consequências, mas não só, incluem-se a miséria, a impossibilidade de muitos em adquirir medicamentos (a que as bestas pedantes, iletradas desinformadoras tomam por sinónimo de medicação), o disparo dos suicídios em flecha, famílias inteiras desempregadas, a subida do roubo por necessidade e todos os males consequentes e conhecidos.

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Universos Paralelos

A austeridade é precisa para suicídio económico.
Joseph Stiglitz 24-2-11-2011
Prémio Nobel de Economia — 2001


A austeridade tem de ser assumida como o caminho e a solução.
Miguel Relvas — 21-11-2011
Colador de cartazes e vigarista de renome


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Justiça Portuguesa —
Justiça Fantoche e Corrupta

Transcrição integral dum e-mail recebido do conhecido movimento Fartos Destes Recibos Verdes sobre uma tentativa de calar as justas reclamações e comentários no site dos Precários Inflexíveis. Lendo-o, vemos como uma justiça corrupta se esforça por defender ladrões de justas críticas e reclamações. A pestilenta jornaleiragem também não faz qualquer referência. Ladrões é o termo adequado à corja que diz que os esforços são para repartir por todos, mas que se conserva imune a esse esforço e protege todos os que estão a roubar o Estado com os seus privilégios e ganhos desmesurados, grupo que inclui gestores, juízes, magistrados e tantos outros chupistas e parasitas.

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[Início da transcrição integral – conservam-se os erros]

Boa tarde,

Pedimos que tenham em atenção este comunicado de imprensa, pelo enorme ataque à liberdade de expressão que constitui. O tribunal colocou-se do lado de um empresa que pretende que mais de 350 comentários, muitos deles denunciado situações fraudulentas, sejam apagados.
Apelamos ainda que este seja divulgado pelos meios que considerarem adequados.


Empresa ataca liberdade de expressão em Blogue dos Precários Inflexíveis

22 de Maio de 2012

  O movimento Precários Inflexíveis foi alvo de uma Providência Cautelar pela empresa Ambição International Marketing. Esta empresa, dizendo-se injuriada por vários comentários (escritos por centenas de pessoas) num post de denúncia, avançou com um processo em tribunal para forçar o movimento a apagar todos os comentários do blogue. Independentemente de serem ou não contra esta empresa, independentemente do que está escrito, a empresa quer que sejam apagados cada um dos mais de 350 comentários. Infelizmente o Tribunal colocou-se do lado da empresa de uma forma mais do que inesperada: na sentença proferida, condena o PI a retirar, não todos, mas muitos dos comentários escritos pelos cidadãos que por vezes nem sequer referem a empresa . Como sempre dissemos, nunca faremos qualquer censura nem julgaremos ninguém pelas suas opiniões, por isso, discordamos frontalmente da justiça executada.

Apresentamos alguns factos:
  - A empresa em causa, Ambição Internacional Marketing exige que se retirem os comentários sobre um texto que é sobre outra empresa a Axes Market, e não sobre qualquer texto em que fosse citada.
  - A Ambição International Marketing, que avançou com o processo, nunca pediu direito de resposta ao PI, nunca dirigiu qualquer carta ou contacto ao movimento.
  - Nenhuma das empresas (ou talvez a mesma com nome diferente) avançou com qualquer processo ou queixa contra quem escreveu os comentários. Portanto, o que preocupa a administração da empresa é a liberdade de expressão na internet. O mesmo preocupa o Tribunal.
O movimento Precários Inflexíveis defende e defenderá sempre, a liberdade de expressão e a igualdade na exposição de textos e ideias, críticas, ou outras, na internet, salvo excepções sobre textos violentos sob qualquer ponto de vista, físico ou social. A internet deve continuar a ser um espaço de liberdade e igualdade.

  O PI vai reagir judicialmente, porque não aceita que o Tribunal e a Justiça possam ser os instrumentos para afirmar que as empresas podem exigir que os comentários negativos sejam apagados ou os seus textos e marcas valem mais do que as opiniões e denúncias dos cidadãos. Particularmente quando centenas de pessoas denunciam actividades suspeitas de empresas como esta. A liberdade é a base da democracia, porque, antes de mais, significa igualdade. Lutaremos por elas até ao fim.

  Pedimos a divulgação ampla desta luta que diz respeito a todos e a todas – é a de quem defende que a liberdade e o espaço público, virtual ou não, não pode ser contra a democracia.


Alguns dos comentários que o Tribunal sentenciou como sendo para suspender ou ocultar:

“Eu fui lá ontem,e achei que a empresa era séria,agora chama-se International Marketing Lda e encontra-se na Rua dos Fanqueiros Nº277 2ºesq,chamaram-me para ir lá hoje passar o dia e não sei o que fazer,sei que disseram-me o mesmo que vós disseram,mas não parece que estejam a enganar.mas hoje vou tirar isso a limpo com a Ana Santos”

“ola boa tarde
na sexta feira ligou me uma senhora a dizer que fui seleccinada e deu os parabens
tinha que ir la hoje as 18h falar com o director
a empresa encontra-se rua dos fanqueiros nº277 2ºesq e falar com uma senhora chamada ana santos com o contacto 910903870
a vaga era para gestora de marketing. a empresa e a mesma internacional marketing lda... mas qdo fui ver o site deparei com os vossos testemunhos. era para ir la hoje mas ja nao vou.... muito obrigada”

“Boa tarde,
Fui a primeira entrevista ontem na rua dos fanqueiros e confirmo tudo o que está aqui, uma espanhola a falar a mil, fui "selecionado" para passar um dia com eles na segunda-feira, podem me explicar em que consiste o trabalho??”

“É para vendas porta-a-porta ou "peditórios", conforme a campanha com que estejam actualmente. É 100% à comissão, logo não tens direito a nenhum subsídio, ou seja, pagas a tua alimentação, roupa (que tem que ser formal!) e deslocações para o "escritório", e daí para o local para onde te enviem. Espera-se que trabalhes 12h/dia, de segunda a sábado.
Ah, e quando te vais embora não te pagam sequer as comissões das vendas que fizeste, que foi o que me aconteceu a mim.”

"Olá a todos. Obrigada pelos vosso comentários. Recebi um mail de resposta à candidatura para o INTERNATIONAL MARKETING LDA, mas achei estranho a forma como estava redigido, centrando-se muito na "sorte" que se teve ao ser-se um dos escolhidos entre muitos. Também achei estranho o facto de termos de ser nós a telefonar-lhes e não oposto. Fui procurar na net informação sobre a empresa e não encontrei nada, deparei-me apenas com os vossos testemunhos.
Isto assusta-me muito. na realidade já existem empregos em que o patrão se aproveita do trabalhador perante a garantia do seu desespero em manter-se empregado. Questiono-me se não nos fizermos respeitar onde é que as injustiças laborais vão parar. O esquema dessa empresa parece-me um futuro negro que se pode multiplicar e tornar a realidade. Obrigada a todos."

“Só queria dizer, que fui a essa BF Group, e também passei o dia das 10h as 19h, com eles porta-a-porta, e rejeitei o que eles me pediam. Tou desempregado, mas hj vi um anuncio de emprego para essa international markting portugal, e obrigado pelos vossos testemunhos, mas assim ja n vou la fazer nada.....”

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www.precariosinflexiveis.org
Linha Precários Inflexíveis: 925335549

www.leicontraaprecariedade.net
www.antesdadividatemosdireitos.org

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FERVE
Fartos/as d'Estes Recibos Verdes
www.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com

INICIATIVA LEGISLATIVA DE CIDADÃOS:
Lei Contra Precariedade
www.leicontraaprecariedade.net

1 MAIO - O PRECARIADO SAI À RUA!

MayDay Porto
www.maydayporto.blogspot.com

MayDay Lisboa
www.maydaylisboa.net


[Fina de transcrição]
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Querem fazer-nos aceitar a desgraça e a miséria que nos impõem enquanto eles mesmos – os verdadeiros autores da crise nacional – se arrogam o direito de nada sofrerem. Sem que eles e os incapazes e arrogantes fidalgos da justiça podre dêem o exemplo não devemos segui-lo nós. Pode ser-se mais justo e claro?

Até antes da campanha eleitoral, os ladrões do presente governo diziam abertamente o que queriam fazer. Desde o início da campanha não param de mentir em todos os azimutes. Aproveitam-se da desculpa da crise para porem em prática o que antes anunciaram. É mais que evidente que uma das razões por que nos mentem e dizem que tudo em breve irá bem é por terem medo duma revolta e de serem corridos e mandados à mãe. As instruções dadas recentemente a uma polícia inapta por falta de treino e de ensino adequados, para espancar os participantes, é uma prova real. Há já cerca de três meses que verdadeiros economistas de renome mundial, não a soldo do neoliberalismo nos afirmavam que «com a política deste governo Portugal está morto.» Literalmente. Não obstante, os malvados continuam a negar as consequências das suas acções. O ministro da economia apenas provou que as teorias que publicou nas suas obras eram todas inaplicáveis: errou em todas as direcções.

Em países até menos afectados pela crise que Portugal, os governos inteiros e os políticos deram o exemplo em colaborarem, reduzindo os seus ganhos entre 20% e 30%. Na semana passada, a França juntou-se ao grupo dos -30%. Em Portugal os F. da P. roubam-nos, escarnecem-nos e gozam-nos com 5%.

Nestas condições, esta canalha infecta e ordinária não têm o direito de reduzir os ganhos a quem quer que seja. Nem tampouco merece um mínimo de consideração. Salteadores.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Desemprego dos Jovens

Não se passa um só dia sem notícias sobre o dito desemprego dos jovens. Estas notícias são autênticas, mas do modo como são apresentadas e o que nelas se esconde, não passam de falaciosas. É a desinformação normalmente gerada pela canalha jornaleira.

A realidade é que as leis feitas por bandos de ladrões permitem que as empresas expulsem os pais e dêem emprego aos filhos por ordenados muito inferiores, causando a miséria nas famílias. É o que se está realmente a passar. Sim, o desemprego jovem existe, mas é inferior ao que poderia acontecer, caso esta táctica não se tivesse tornado possível com a bênção do antro de pulhas que é a coelheira governamental. As provas abundam, mas a escolha de um dos maiores vigaristas conhecidos para ministro, o Corta Relvas, e um governo encabeçado por outro vigarista, condenado pelo Tribunal Criminal de Évora, são mais que eloquentes.

Outra faceta que conta, mas que em que não nos falam para nos desviarem a atenção para factos secundários, é que se o desemprego de jovens sem ou com poucas responsabilidades é mau, o dos adultos com famílias para sustentar é de longe muito mais grave. Escondem, mas qualquer pessoa sabe que se os pais estiverem desempregados os filhos sofrem; se forem os jovens a não terem emprego, mais ninguém sofre e ainda assim, se os pais mantiverem o seu emprego ainda lhes podem dar algumas migalhas que não terão no caso contrário. Até porque, em princípio, um empregado experiente é mais bem pago que um inexperiente.

Uma outra faceta é a inabalável manutenção dos sugadores do dinheiro público que são as instituições e fundações, verdadeiros albergues para parasitas improdutivos dos partidos que vivem exclusivamente à nossa custa.

Outra faceta ainda é o governo de bandidos estar desde o seu início a criar creches de emprego para os seus filhos, parentes, políticos, e amigos. Centenas de novos lugares/empregos foram literalmente inventados exclusivamente com esta finalidade. O costume não é novo, dirão, mas a promessa de mudança desse costume é. Salvo raríssimas excepções, estes novos lugares de «especialistas, assessores, assessores de especialistas, colaboradores de especialstas, adjuntos, assistentes técnicos, assessores técnicos e nomenclaturas semelhantes têm sido açambarcados pelos filhos da canalha parasita com idades inferiores a 30 anos. Acontece a nível nacional, em todos os ministérios. São estes os verdadeiros parasitas do governo e não o número de deputados calões que deveriam trabalhar com um número mínimo de assistentes de todo e qualquer tipo.

domingo, 15 de abril de 2012

Os Assassinos da Juventude Nacional

A falsidade, a embusteira, a hipocrisia e a malvadez são os valores básicos deste governo de coelheira. Aproveitando-se da ignorância geral, fruto da desinformação, escondimento e aldrabice dos fazedores e manipuladores de notícias, em aberto e descarado conluio, podem mentir e enganar a população a quem foi tirado o conhecimento, sem receio e com a maior audácia, cometer até crimes hediondos.

Ultimamente, somos bombardeados com duas notícias. Uma delas é sobre o fumo em recintos fechados de volume reduzido. Apresentam-nos muitas opiniões, mas como sempre é de factos que necessitamos e não opiniões avulso que nem os factos consideram. Vamos limitar-nos a reflectir sobre um ponto que é escamoteado em todas as notícias, um facto.

O fumo é permitido em locais comerciais ventilados por se considerar que a ventilação forçada, a renovação permanente do ar leva consigo os produtos nocivos, praticamente eliminando os perigos inerentes à sua respiração. Em qualquer veículo fechado com a ventilação em bom estado o fluxo de ar é muito superior e mais rápido que o de qualquer circuito de ventilação em qualquer imóvel. Não existem imóveis de utilização normal com uma renovação de ar comparável à que se mede num vículo automóvel.

A outra noticia é cantarem-nos um hino à preocupação da corja sobre os acidentes e a mortandade que tem afligido a juventude nacional devido ao abuso de bebidas alcoólicas a que os bastardos iletrados da desinformação jornaleira apodam de alcolémia. Será a preocupação demonstrada genuína? Coisa fácil de averiguar num país atrasado; pela única vantagem consequente do atraso, basta conhecer o que se passou há muitos anos nos outros países, como abordaram o assunto, os resultados que obtiveram e no fim comparar com o que cá se passa.

Na Inglaterra, as bebidas alcoólicas estão submetidas a uma regulamentação única, pelo que nem vale a pena falar, pois que as medidas foram ainda mais pesadas. Passemos aos outros países. Quando a publicidade do tabaco foi proibida em Portugal, havia já uns bons anos que o tinha sido nesses outros países. Ora vejamos bem que muito pouco depois também lá foi proibida a publicidade de bebidas alcoólicas, sempre e sem excepções. Até aos fabricantes de cerveja nacional, que para resistir às importadas tinham anúncios do género «A nossa cerveja é boa», foram constrangidos em abdicar da publicidade.

Comparemos com o que a esse propósito foi feito em Portugal. A publicidade continua de vento em popa. De que serve ser proibida na televisão até uma certa hora, quando se sabe que os pais rascas deixam os seus rebentos acordados até altas horas e vão dormir no dia seguinte para a escola? Que a toda a hora, na rua, no metropolitano, na rádio e na televisão se é matracado com publicidade alcoólica, incluindo patrocínios de festivais de música e outros, os quais, sabemos bem, são ímanes para a juventude?


É mais uma falsidade troante dos canalhas que deste modo assassinam a juventude. É um acto pelo qual mereciam que os espancassem até lhes sair a pele como às batas nas máquinas de descascar, que lhes introduzissem palitos sob todas as unhas e no fim os enforcassem num pelourinho. São assassínios conscientes premeditados, intencionais, que escondem com lágrimas de crocodilo.

São factos.


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quinta-feira, 29 de março de 2012

«Mentir É a Minha Profissão»

Ou «Mentir É a Minha Vocação». Este título é o mais apropriado e a única conclusão possível para quem tenha ouvido o Coelho, esteja ao corrente da realidade das circunstâncias económicas e financeiras nacionais e conheça as opiniões da totalidade dos economistas mundiais, de renome ou não.

Mesmo falando como um estropiado, assassinando as concordâncias, os tempos dos verbos e eliminando pronomes clíticos para convencer a maioria iletrada, costume rasca que nos vem já do Mário Soares, merece um grande aplauso (Note-se como os hábitos que produzem votos são adoptados por todas as oligarquias, independentemente das suas cores – como a intenção de ludibriar é comum).

A falsidade empolada do primeiro-ministro – com base numa sólida perfeição na desonestidade e hipocrisia, reconhecidas em tribunal – demonstra a incapacidade do governo em tirar o país da crise que o Cavaco originou com a sua destruição do tecido produtivo nacional, pelo caminho que adoptou; que se aproveita da situação para implantar os princípios neoliberais do novo PSD, tal como há anos apregoados pelo Cagão Feliz, Manela Leiteira e sabujos acólitos (ninguém os ouviu?); que quando existem outros métodos para atacar a crise e se ataca a população em geral deste modo, isentando os partidos, os magistrados e os mais ricos – precisamente aqueles que conduziram o país onde ele hoje se encontra –, o seu procedimento é condenável por traição. Noutros tempos seria arrastado pelas ruas atado a um cavalo e enforcado junto a um pelourinho para exemplo. Não se exceptua, pois, o dever de substituir o cavalo por um veículo moto-mecânico nem que traidores deste calibre se pendurem a uma das estátuas daqueles que em tempos defenderam o país, alguns com a própria vida.

O modo como o miserável mente atesta a o profundo enraizamento da mais escabrosa falsidade e desonestidade, já encontrados pelo tribunal criminal de Évora. O modo como o novo PSD quer destruir os serviços sociais com a desculpa do necessário para desenvolvimento, às qualidades anteriores acrescenta a incapacidade e a malvadez. Porque existem outros meios e porque os escolhidos estão condenados ao fracasso.

Com a caixinha de conluio entre jornaleiros falseiros, por um lado, politiqueiros corruptos de meia-tigela, por outro, não é possível à grande maioria da população conhecer nem as apreciações dos economistas estrangeiros sobre o que vai acontecer ao país pelo caminho tomado pelo governo, nem sobre os resultados obtidos pelas suas medidas nalguns países em estado semelhante, nem o que a esse respeito preconizam e recomendam os economistas que não estão vendidos aos partidos nacionais.

Portugal não é a Grécia? É só ver onde as políticas económicas deste governo nos vão conduzir em linha tão recta que todos a quem não tapem os olhos o vêem. Como economistas dignos desse nome prevêem o futuro do país simplesmente em óbvia consequência das medidas que este governo tomou para matar a maioria dos portugueses enquanto outros se vão enriquecendo.

É fácil ouvirmos a jornaleirada a martelar-nos, diariamente e sem descanso, com as imposturas e falsidades das máfias oligárquicas nacionais. É difícil procurar conhecer na internet como se pensa e faz, e quais a verdadeiras consequências noutros países, mesmo europeus. Todas as informações são filtradas. Pior do que o dito lápis azul porque nesse tempo os jornalistas não eram jornaleiros imundos e desinformadores e como as informações políticas eram censuradas, eles esforçavam-se verdadeiramente por informar e conseguiam-no. Agora é precisa e literalmente o contrário. É uma desinformação a todo o vapor por uma desenfreada banda de cavalgaduras rascas e ignóbeis.

É valendo-se destes factos, simples mas determinantes, que as oligarquias injectam as suas ideias infectas nas massas ignorantes. Ignorância propositadamente infligida pelo conglomerado info-político, em que vivem um do outro e para o outro, defendendo-se mutuamente com uma ilusória algazarra de permeio para distracção das massas. Vimos bem como na entrevista do Coelho a esparvante da Judite Sousa, repetiu perguntas desnecessárias com um fingido ar malicioso, mas sem jamais perguntar o que importa: – Como justifica o governo as negras previsões de famosos economistas mundiais, entre tantos outros, sobre onde o caminho escolhido por este governo nos vai levar e em diametral oposição ao que ele afirma?

De igual modo, a razão do partido para destruir o sistema de saúde só pode ter as mesmas origens: incompetência e malvadez. É certo que o modo como esse serviço está concebido e funciona baseia-se em princípios errados ou mal aplicados (neste caso se comparados a países onde ele foi há muito adoptado com êxito). A este conhecimento acrescente-se que existem países onde o sistema de saúde é 100% privado, 100% igual para todos sem uma única excepção, 100% democrático e que para os que não o podem pagar é o estado que paga as suas quotas e comparticipações. São factos actulíssimos.

Uma prestação nacional totalmente privada, e tanto os ignóbeis vigaristas oligárquicos como a canalha desinformadora permanecem mudos como pedras. Se eles apregoam que deve ser privado e não o fazem é para poderem permitir os enormes lobbies da saúde, que não existem nos países com nenhum sistema, mas que cá nos podem roubar à vontade. Um exemplo que a maioria pode conhecer é o da Suíça, por tantos lá terem familiares emigrados. No entanto, pouco nisso se fala, pelo que os monstros de moeda-falsa se aproveitam para continuarem a impor as suas ideias destruidoras. Incompetência ou malvadez ou ambas, o certo é que continuam a matar gente em plena impunidade.

Dizem, repetem e aplicam que o estado não pode pagar tantos subsídios a toda a gente. Pois não, têm absoluta razão. Só que não fazem como nos países em que se pagam poucos: as pessoas ganham o suficiente para não terem necessidade deles. Em vez de começarem pelo princípio e fomentarem o desenvolvimento por competência e qualidade na produção, criarem as condições para se viver melhor, cortam e põem a maioria na miséria. Note-se que têm razão quanto aso maus hábitos de mândria e que é necessário pôr a população a trabalhar em lugar de ocupar o lugar do emprego (há muitos anos aqui defendido), mas que os estão a querer resolver de modo que mais errado seria impossível.

Foto do Kaos antiga. Entretanto cresceu mais.

Parabéns Coelho, que ouvindo-te falar pela nossa desinformação nos convences. És um mestre em vigarice reconhecida pelo tribunal criminal de Évora e consegues superar o teu indesejável predecessor em quilómetros. Mereces um estrondoso aplauso pela mestria que demonstras. Noutros lados dar-te-iam a corda, mas cá consegues ser um rei. O rei (ou o chefão) dos ladrões é sempre o maior ladrão de entre eles.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.


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