quarta-feira, 19 de maio de 2010

Comboios de Alta Velocidade Ultrapassados

Após mais de um ano de conversações para a sua junção, a British Airways e a Iberia chegaram a um acordo em 12 de Novembro p.p., no intuito de travarem a queda de vendas relativamente à cada vez maior concorrência. A British Airways ficou com 55% do consórcio. Esta união ficará completa no decorrer de 2010.

Um dos planos que a nova associação tem no saco para angariar mais passageiros é o de novas tarifas de voos inter-cidades iguais às dos mesmos percursos ligados por via férrea. Propõem-se conquistar os actuais passageiros dos comboios de alta velocidade (CAV, em português – não sendo franceses não se compreende o uso de TGV).

Como os CAV espanhóis são do estado, tem-se levantado um grande susto para o governo quanto aos CAV, que se prevê esvaziarem-se num futuro muito próximo, caso a concorrência com as companhias aéreas continue como se prevê. Com efeito, as tarifas aéreas tendem a descer mundialmente segundo a maior ou menor concorrência regional.

Em Portugal, o Partido Socialista (que não o é) e ainda aquele que se intitula falsamente como Social Democrata pretendem construir novas linhas para CAV. De admirar? Não, quando as novidades chegam a Portugal já são velhas e obsoletas por outras bandas. É o costume, mas não só.

(Esta afirmação sobre a ideia do PSD é correcta. Embora ele o negue ao sabor do vento, não só foi o autor da ideia como a Manela Leiteira afirmou para quem quisesse ouvir que apenas estava suspensa. Isto parece ainda maior idiotice que a do PS. Se a sua construção se processasse durante a maior baixa da crise, criaria riqueza e emprego quando mais se necessitassem. Deixando-a para mais tarde, justifica-se muito menos a necessidade da dívida desnecessária que impreterivelmente acarretaria em qualquer altura.)

É um novo problema, por si só de envergadura, a contrariar as ideias de políticos e economistas de meia tigela, incapazes e irresponsáveis. Estes acontecimentos, num desenvolvimento natural da vida real, vêm tornar esses comboios obsoletos desde o início do projecto e garantir que jamais terão passageiros em número suficiente para os tornar rendáveis, caso a concorrência dentro do país venha a concretizar-se como nos outros. Todavia, a experiência e a junção à União Europeia dizem-nos que, mais cedo ou mais tarde, tal acabará por acontecer.

À parte este caso, existia até agora, efectivamente, uma ligação que poderia ter alguma justificação, a de Lisboa a Madrid, pela única razão que se tratava dum percurso mais longo, com cerca de 700Km e que, em continuação, ligaria de Madrid para outras cidade ou ainda para lá dos Pirenéus, para o resto da Europa. Outras ligações, com cerca de 300Km ou menos não têm qualquer justificação nem utilidade. Estas compreendem as linhas Lisboa – Porto, Porto – Galiza ou qualquer outra interna ou para Espanha.

O governo prepara-se para ir para a frente com a ideia idiota que herdou directamente dos que a conceberam: o PSD. Diga-se o que se disser, é indiscutível que tal obra criaria riqueza e emprego no país. No entanto, a desproporção do projecto, a sua verdadeira inutilidade, o seu pesado custo e consequência futuras por falta de rendimento devido à sua desnecessidade, tornam a obra insuportável, obliterando qualquer vantagem actual pelos prejuízos futuros.

O governo – nenhum governo – tem o direito de contrariar os seus eleitores. Foi eleito para representar a vontade dos eleitores e não a de contra ela agir. Agindo contra ela, deixa de os representar, pelo que perde a sua legitimidade. A teimosia dum qualquer governo ou parlamento em agir contra a vontade dos eleitores não lhe acrescenta qualquer legitimidade, tira-lhe a que tinha. Nenhum deles pode convencer-nos agarrando-se teoricamente à sua eleição para justificar o injustificável.

Nestas circunstâncias não se compreende a relativa passividade patenteada pela falta de reacção em que nem se encontram petições para travar mais uma ruína futura para o país.

De precisar, como anteriormente citado, os grandes trabalhos criam riqueza e emprego. Caso não se tratasse duma birra de estúpidos completamente desnecessária, por demais com tão forte apoio e incitação da União Europeia (facto maliciosamente escondido por tantos espertalhões) seria tão útil como foram os grandes trabalhos que se efectuaram nos EUA na época da sua maior recessão e desemprego de entre as duas guerras e jamais verificados nessa nação. Os grandes arranha-céus (ex.: Empire State Building, as grandes pontes (ex.: Golden Gate), auto-estradas e caminhos de ferro são quase todos obras dessa época.

De notar ainda mais que uma indústria que não tem qualquer utilidade futura – a do armamento militar de guerra --- foi a que ajudou ainda mais os EUA a saírem da sua crise e Adolfo Hitler a tirar a Alemanha da miséria profunda em que a perda da Seg. Guerra Mundial e relativa dívida a tinham deixado, em que muita gente chagava literalmente a deitar o dinheiro pela janela fora – do nunca visto – pois que de um dia para o outro perdia quase todo o seu valor.

Foi a acção de Hitler para tirar a Alemanha deste poço lhe valeu o apoio geral da população, para quem não tenha compreendido o seu triunfo político. Acabou com o que na altura mantinha a Alemanha numa das maiores misérias europeias e mundiais – a construção do armamento de guerra e o trabalho incansável, dedicado e patriótico do povo trabalhador alemão.

À luz destes conhecimentos escondidos por difamadores e outros biltres falsários, até pelos próprios debochados ex-ministros das finanças a quem Portugal tanto deve a sua situação financeira actual, que pensar de quem pretenda contrariar a história e a experiência e reescrevê-las à conveniência das suas ideias ou opiniões?

Se é certo que o CAV é uma utopia e loucura para Portugal, por outro lado mentir tão estúpida e descaradamente por aqueles que deviam saber melhor e que, existindo razões reais, concretas e fundadas para se estar contra, vão buscar falsidades e patranhas como simples ignorantes e reles ordinários. Que crédito nos merece esta gente animalesca? Com que consideração quererão eles serem tratados. A consideração deve merecer-se e eles não se contam entre os que a merecem, são piores que um bando de porcos.

Porque se comportarão, então deste modo degradante? Se houver outro motivo para além de estarem certos que todas as mentiras passam por o povo estar embrutecido e ter sido feito ignorante pela contínua desinformação da bandalheira jornaleira e mananciais de mentiras e falsidade de políticos corruptos, que o digam aqui.


Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Golfe e auto-estradas em perigo !!!

Segundo notícia do Público «Estradas de Portugal fechou ontem o contrato da subconcessão do Pinhal Interior», o evidencia que o Grupo Mota-Engil, a que pertence Jorge Coelho, demonstra que o seu poder dentro do país não se resume aos contentores de Alcântara em Lisboa, mas abrange todo o País, pondo em risco a existência de eucaliptos e dos campos de golfe, pois as auto-estradas multiplicam-se, como cogumelos no início do Outono, ao ponto de, dentro de pouco tempo, não deixarem espaço para campos de golfe ou eucaliptais !!!

Claro que tanto o golfe como os eucaliptos têm sofrido críticas e ácidas dos seus detractores, por motivos diversos, mas esses agora sentir-se-ão felizes com mais este vasto espaço para auto-estradas que ficarão certamente às moscas como a A8. E na medida em que o mau encaminhamento do dinheiro público debilita a economia as auto-estradas serão cada vez mais inúteis por já terem ultrapassado o grau de necessidade, por terem superado a procura.

Costuma ouvir-se que a agricultura só é rentável quando praticada em grandes extensões, para facilitar a mecanização, mas com a submissão do Estado às construtoras, dentro em breve, não fica um hectare contínuo, intacto. E se continua a ser satisfeita a gula da Mota-Engil e de outras, chegaremos ao ponto de não poder haver um quintal onde se possam plantar duas macieiras, nem onde possam viver dois coelhos, excepto o da construtora !

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Chamam-lhe Democracia :)

É um ultraje nacional a jornaleirada asquerosa proporcionar aos partidos políticos todas as ocasiões para a sua suja propaganda partidária feita

Este artigo é um pouco longo, mas como explicar factos e circunstâncias sobre as quais a jornaleirada e desinformadora e o interesse da corrupção política têm sistematicamente persistido em enganar a população, mentindo e encobrindo num conluio vergonhoso e irresponsável? Nesta altura, a maioria das pessoas assim mentalizadas, nem conhecee o que é uma democracia nem como nela se vive. Esta maioria está convencida de que sabe e bem, facto que, logicamente, a impede mesmo de saber.

Um artigo sobre este assunto foi há pouco aqui publicado, mas a persistência doentia merece nova alusão. Este género de aproveitamento não é facto constatado em países que se querem democráticos. Desta vez foi com o PSD, mas com os outros não é melhor. As datas dos seus debates são geralmente escolhidas, não em função do que ocorre dentro dos próprios partidos, como eles afirmam mentindo, mas em função do impacto que pretendem causar numa população embrutecida por falta de esclarecimento informativo, imparcial e útil, da jornaleirada ordinária. Do que falam, idem. Pouco vemos ou ouvimos sobre as podridões internas, mas sobre o que nos querem impingir.
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Embuste Jornaleiro e Propaganda Mafiosa Abusiva

Durante o decorrer das eleições para chefe do bando de associação de criminosos conhecido como PSD, fomos assaltados pelas reportagens e pelos discursos paranóicos de ladrões à conquista dum grande tacho. Em Portugal, continua a crer-se que democracia é permitir aos corruptos que vendam a sua banha da cobra e se aproveitem de todas as ocasiões para fazer campanha política, seja sob que disfarce seja.

Não foi um caso isolado, é o costume com a mesma propaganda nojenta de todas as máfias oligárquicas políticas. Sob a bandeira das suas eleições, as alusões dos candidatos ao seu acto eleitoral limitou-se a pequenas, curtas e isoladas referências. O fundo expandido dos seus discursos baseou-se apenas em propaganda política de ataque a outros partidos, sem qualquer ligação com o evento. Aproveitaram a ocasião que lhes foi oferecida sobre uma bandeja pela jornaleirada imunda para pura propaganda partidária.

Que interesse tem para o país tal diarreia verbosa de banha da cobra e de marketing corrupto, impregnado de falsidades, da parte dessa canalha? Ninguém vai tampouco votar, senão os mafiosos. Portanto, nada do que fazem não tem o mínimo interesse por o povo permanecer completamente à parte do acontecimento.

Os sabichões e crentes mentecaptos que digam em que país democrático se passa semelhante palhaçada e abuso permitido aos políticos e aos jornaleiros? Em que país as eleições internas dos partidos ocupam a maior parte dos noticiários nacionais televisivos, já de si maiores que os de todos os outros países, para nos impingirem o seu excremento? Jornaleirada que em lugar de nos dar notícias, fabrica-as, fazendo tão frequentemente montagens para os telespectadores dementes. Dementes porque as aceitam e estúpidos por pensarem ser democracia. Em que país democrático se ouvem os políticos vender a sua trampa corrupta em todos os noticiários? Em que país democrático lhes é dado tanto tempo de antena?

Os jornaleiros insultam-nos com este procedimento e outros do género. Fabricam notícias e escondem o importante. Porque o importante para um povo que vive enganado é precisamente mostrar-lhe a realidade. Este procedimento, nas circunstâncias vigentes, é literalmente classificável como malvadez. Têm assim contribuído para os piores males nacionais: desinformação, dissimulação dos procedimentos condenáveis dos políticos. Consequentemente, têm engendrado a ignorância a nível nacional. Será, então, apenas malvadez ou algo bem pior e inqualificável?

O que se passa em Portugal – neste aspecto como em tantos outros – simplesmente não existe em nenhum país democrático. Contudo, ainda há embrutecidos que imaginam viver numa democracia. É impossível crer em tais balelas sem que se seja de verdade profundamente ignorante e atrasado. Nem se vê como são feitas as leis que permitem privilégios anti-democráticos, que garantem impunidade e irresponsabilidade face ao roubo e a decisões que desgraçam o país? Que dão direito às quadrilhas de se apoderarem do nosso dinheiro. Democracia? Onde? Aqui não, parvalhões atrasados que têm sido gozados através de décadas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Polícias Continuam a Assassinar
Os Culpados Continuam à Solta

É um assunto que foi largamente abordado no Blog do Leão Pelado há cerca de dois anos e meio e que provocou fortes reacções da parte de alguém que defende o que está mal, um verdadeiro português moderno, ainda que não seja um jovem. Como tudo que vai mal no país, nada mudou desde então; ou melhor, é um caso que se tem agravado contínua e progressivamente por nada ter sido feito para o travar.

Como exposto nos dois artigos sobre o assunto – nos links abaixo mencionados – a polícia, sem treino nem preparação apropriados, continua incapaz de falar com os cidadãos, age desmioladamente em casos críticos, põe-se aos tiros desorientadamente e sem qualquer motivo. Não obstante, até ao presente, os sindicatos limitam-se a exigências estúpidas e desnecessárias. Faz lembrar as idênticas exigências dos sindicatos dos trabalhadores desde as suas primeiras greves de há décadas.

Estes exigiam aumentos de uns tostões e deixaram completamente em branco a questão que lhes manteria o emprego e garantiria um ganha-pão por muito mais tempo. Agora, aguentem-se com o desemprego, já que descuraram o assunto na devida altura. Aguentem-se também com ordenados de trabalhadores ineptos.

Os sindicatos nunca reclamaram uma preparação e modernização permanentes da mão-de-obra, como aconteceu nos países que hoje têm menos desemprego e que, com uma mão-de-obra altamente especializada e qualificada fabricam produtos de alto valor, produzem mais e melhor trabalhando menos tempo, vendem mais caro, ganham mais e vivem melhor. Os sindicatos nacionais instruíram os trabalhadores a produzir o mínimo possível, a dormir e conversar no emprego. Arruinaram assim as empresas, elas já de si mesmas incompetentes pela mesma falta de adaptação e modernização devido ao mau uso e ao roubo dos fundos europeus pelos governos do Cavaco, destinados à modernização indispensável à concorrência internacional.

Que os trabalhadores agora na ruína e na miséria agradeçam aos sindicatos pelo modo adequado que têm defendido os seus interesses através dos anos. Recolham agora os frutos.

Embora isto seja evidente, não parece que as mentalidades atrasadas o tenham compreendido nem que outros oportunistas continuem a aproveitar-se. Com os sindicatos da polícia tudo se tem passado idêntico de modo equivalente. Neste caso, no que respeita à PSP e à GNR. A vida dos agentes tem sido progressivamente tornada impossível por regulamentos e regras marteladas por incompetentes, enquanto a sua formação profissional, psicológica e de como agir sobre o terreno têm sido completamente descuradas por todos os governos de corruptos incompetentes, os quais em lugar de tomarem as medidas necessárias se põem a elogiar as acções dos agentes incapazes por um lado, por outro a reclamar «mais polícias na rua», sic.

Os discursos do género dos do aborto monstruoso de falsidade sacana que é o ministro do interior e do impostor-mor do Portas, dão muito mais votos do que cumprirem o dever de formar uma polícia apta, capaz, civilizada e eficiente no desempenho das suas funções. Que soubesse trabalhar, dirigir-se aos cidadãos, fazer-se respeitar pelo exemplo, cumprisse o seu dever e servisse a nação. Jamais esquecer de que a polícia é para entregar os procurados e presumíveis criminosos à justiça e não para julgar, condenar e assassinar – para isso existem os tribunais, mesmo que até estes estejam cheios de incompetentes. Jamais esquecer que a polícia só deve utilizar qualquer arma em defesa própria.

Entretanto, os citados imbecis corruptos fazem literalmente a vida negra aos agentes que andam pelas ruas após os terem transformado em bandos de pistoleiros assassinos.

Os agentes são condenados pelos crimes que cometem assassinando cidadão, enquanto os verdadeiros culpados, aqueles que provocaram esses crimes e os tornaram possíveis por serem eles os autênticos criminosos, continuam impunes, a pavonear-se em liberdade e a anestesiar a população com os seus discursos de banha da cobra. Atire-se com esses sacos de podridão para uma masmorra escura e húmida, condenados a trabalhos forçados do tipo do Séc. XIX.

Alguém já ouviu também algum jornaleiro desinformador tocar no assunto objectivamente, citando a origem destes assassínios?

Veja-se como a situação já era bem visível há cerca de dois anos e meio, quando os sintomas, então já antigos, se começaram a transformar em problemas reais:

O Procedimento da Polícia – Parte I
O Procedimento da Polícia – Parte II

quinta-feira, 11 de março de 2010

ELES COMEM TUDO

O governo prepara-se para entregar ao grande patronato mais uma fatia de empresas estratégicas e rentáveis. Em nome da "crise" que a existir é só para alguns, estes liberais a roçar o ultra-conservadorismo, vão dar aquilo que poderia e deveria ser do Povo. Falavam de Cavaco que em tempos fez merda idêntica, Ferreira Leite segui-lhe os passos, contribuindo para o acumular de riqueza por parte de amorins e quejandos, o Povo, esse, continua impávido e sereno a assistir à degola daquilo que lhe pertence. Que país é este que todo o seu tecido produtivo está em farrapos ou para lá caminha e o que nos resta é entregue assim ao grande capital? Para onde caminhamos? Onde está este Povo que conheci e que se batia por ideais? Onde estão os "grandes" pensadores da esquerda? Onde dizem a isto? Não bastam as greves pontuais e as manifestações de encher o olho, o Povo quer acção, se não são capazes ou lhes falta a coragem, demitam-se e entreguem o destino do Povo ao Povo.
Meus amigos, já é mais que hora de dizer basta a esta gente, é hora de nos unirmos e correr com a BESTA. Só nós o poderemos fazer, vamos para as ruas, para as fábricas, para os campos, deixe-mo-nos de individualismos bacocos e, de uma vez por todas, dizer BASTA.

# Ferroadas

quarta-feira, 10 de março de 2010

Partidos Políticos =
Associações de Criminosos


Os partidos políticos actuais não são associações de criminosos?

Então porque é que os magistrados pedem tribunais especializados em crime organizado para poderem lidar mais eficientemente com a corrupção política?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Limpar Portugal já daqui a 2 semanas

De um texto publicado por no site respectivo no espaço de Vila Nova de Cerveira retirei a seguinte ideia e imagens.

1. Está em curso, quase completo, o trabalho de identificação rigorosa e exaustiva das lixeiras existentes no concelho, no que se têm distinguido, de forma incansável, José Ferreira e Egas.

2. Está a ser preparada a constituição das equipas de trabalho, com tarefas definidas para um bom aproveitamento dos recursos humanos e materiais disponíveis.


3. Algumas empresas têm fornecido material, ferramentas, luvas, sacos para o lixo.

4. Espera-se a colaboração dos bombeiros com material e pessoal .

5. Espera-se o maior apoio da Câmara para o carregamento e transporte dos lixos, principalmente os mais pesados e volumosos.

6. Estão a ser preparadas algumas parcerias com particulares interessados em colaborar com máquinas e espera-se concretizá-las e conjugar a sua utilização com os outros intervenientes para obter o melhor resultado da forma mais racional e económica em esforços.

7. Mantém-se a interacção entre os organizadores (voluntários), a autarquia e todos os prováveis intervenientes.

Este exemplo deve ser seguido em todo o País, e aquilo que houver melhor deve ser divulgado para ser aproveitado pelos outros; este espaço está disponível para isso.

As imagens mostram a necessidade desta intervenção.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Segredos Reveladores

Afinal, ela sabia. E aprovava! Que falsidade, fingir condenar o que se aprova, dizer que só tomou conhecimento quando toda a gente soube. A Manela Vígara Ferradora Leiteira, é o exemplo vivo do mal do partido e do país.

Qualquer pessoa com tal comportamento e no contexto em que o demonstrou, vigarista e tentando enganar todo um povo, seja qual o lugar que ocupe, só pode ser considerada entre os mais reles seres humanos digno de ser atirado para um curral de porcos e obrigado a comer com eles na mesma gamela até ao resto da vida e ser espancada de hora a hora. De certo e infelizmente, não é a única assim num país embrutecido por uma jornaleirada sem qualquer profissionalismo (é assim que se fabricam doutores em Portugal, cursos com equivalência não reconhecida por países avançados) onde a ignorância grassa e originou a estupidez, autêntico paraíso para vigaristas e ladrões terem êxito e ficarem impunes.

A Manela Leiteira foi sem dúvida o chefe de clã que mais traumatizou aquilo que é hoje a pior máfia oligárquica do país. O seu lema foi a mentira, a traição, a calúnia, a aleivosia, a infâmia, a detracção. Foi quem mais contribuiu para esse trauma que atinge os alicerces do PSD. Um partido assassinado por uma cambada de incapazes que só planeiam roubar o povo, navegando à deriva, mas em direcção oposta à da sua fundação. Quando tal corja cita o nome do Sá Carneiro é um ultraje à sua memória, um claro golpe de marketing burlão. O tempo da Leiteira no PSD ficará gravado como o tempo dos rascas mais canalhas do país.

Esse monstro de falsidade, imundo e bárbaro, teve ultimamente a ideia luminosa de afirmar que Portugal ia a caminho da mesma insolvência económica da Grécia. A falsa omitiu que, após o Cavaco, foi ela mesma quem mais contribuiu com as suas medidas aquando ministra das finanças. O pior, porém, nem foi a sua declaração, mas o local escolhido para a fazer. A Câmara de Comércio Luso-Francesa! Que animal.

Trata-se dum partido que consegue sacar votos à custa dum estratagema infame que consta de esquemas de logro. Evoca os nomes dos fundadores que traiu. Apoia-se na mentira e na falsidade. Explora indecentemente a ignorância dum povo de carneiros, que embrutecido não compreende os seus próprios interesses. Só assim se justifica que aprove e defenda desmioladamente quem o espolia para dar o seu dinheiro aos mais ricos.

Estes malditos não são os herdeiros políticos de gente de bem a quem pretendem roubar os louros, tais como Joaquim Magalhães Mota, Emídio Guerreiro, Jorge Sá Borges, Miguel Veiga ("Não me revejo na liderança do PSD"). A morte do Sá Carneiro foi a uma desgraça para o PSD e deu origem a esta casta de sacanagem. Com o Cavaco começaram a ladroagem em larga escala, os grandes aumentos para os políticos, as tão contestadas reformas acumuladas, a impunidade das máfias oligárquicas.

É claro como água que quem quer que seja que defenda este estado e procedimento terá de ser por ignorância, fanatismo de atrasado e desmiolado, tal e qual como defendem os seus clubes de futebol, sobretudo quando são os mais pobres. Doutro modo, como podem eles aprovar quem tente fazê-los passar fome para dar aos que mais têm? Como poderá ser de outra forma num dos países mais pobres e atrasados?

Tenhamos em mente que o PSD actual nada tem a ver com as suas bases, que se tornou o partido mais pernicioso para o país. De não esquecer também que os outros partidos não são melhores. Afinal nenhum qualquer partido pode ser melhor do que aqueles que o compõem. A única solução é acabar com as máfias na política, submetendo-as a prestar contas de todos os seus actos ao povo soberano, como em democracia. De outro modo, a roubalheira e a fantochada continuarão a tomar conta do país.

Crítica de Passos Coelho
Estava a par das intenções da Portugal Telecom
Conhecia negócio da compra da TVI
Confirma que sabia do negócio
Sabia e estava de acordo com plano de compra da TVI

Há mais, evidentemente. O que é de sublinhar é que os blogs de fanáticos do género acima descrito permaneceram mudos como pedras. Que mistura de estupidez e de falsidade sectária!

Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Problema
A Privacidade Devassada

João Paulo Guerra é um jornalista que foge à actual regra do bando dos rascas desinformadores que infestam a paisagem desinformadora nacional. Uma das raras excepções.

O seu artigo, transcrito abaixo e publicado no Económico de ontem, é a sua análise às escutas telefónicas que actualmente fazem o furor da jornaleirada e da podridão política, de que todos procuram tirar o máximo de dividendos, tudo atropelando no seu caminho como os selvagens e incivilizados que são. Todavia, é disto que o Zé Povinho gosta e aprecia, o que dá votos e que a canalha política não desperdiça para os sacar aos mentecaptos. Com grande êxito, pelo que se observa.

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O problema das escutas é que as escutas são várias ordens de problemas.

Um problema de privacidade devassada, a que se recorre por tudo e por nada e fora de controlo judicial razoável, e que raramente se contém nos seus limites judiciais, em particular em casos mediáticos. E também porque o conteúdo das escutas pode gerar situações em que o direito à informação se sobrepõe à privacidade, o que poderá ser motivo de problemas para os escutados.

Em geral os visados pela divulgação de escutas sobrepõem o segredo de justiça à própria justiça. E assim, em vez de se discutir e esclarecer se o Governo teve ou não teve um plano para o controlo dos media, ou se os árbitros de futebol foram ou não presenteados com cabazes de "fruta", por quem e com que fim, passa a discutir-se como é que as escutas aparecem transcritas nos jornais ou em exibição no Youtube. Cada discussão tem a sua razão de ser e o seu lugar. Mas nenhuma pode ou deve anular a outra. E responder sobre o conteúdo de uma questão alegando vício na forma é escamotear os problemas.

E há mais. A divulgação de certas escutas, ou de outros meios, que depois por artifícios legais não servem como elemento de prova, suscitam diversas perplexidades. Se não servem como elemento de prova, quem as fez, com que autorização e com que fim? Porque se é verdade que há escutas a mais e fora de controlo, também é certo que há muita porcaria que vem à superfície nas escutas sobre a qual o quadro legal passa uma esponja.

A tudo isto, o poder prefere discutir de onde e como é que fugiu determinada escuta em concreto, procurando que tudo acabe com a decapitação do mensageiro. Em geral não é possível saber. Mas sempre se deixa de falar na letra para trautear apenas a música do costume.

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Porém, nada disto é novo e a legislação, parida por incapazes calões parasitas, dos quais uma maioria são advogados falhados, não é estranha a esta situação. Veja-se outro artigo do mesmo autor já antigo, de 31-10-2007, mas que nos revela algo de interessante nesse sentido.

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Em Portugal, em matéria de escutas telefónicas, as coisas passam-se da seguinte maneira: há sofisticado equipamento destinado a escutas, telefónicas e outras, cuja comercialização está devidamente autorizada mas cuja utilização é considerada ilegal.

Nesta espécie de democracia e de Estado de Direito, tudo se passa como numa rábula do Gato Fedorento. Pode comprar-se equipamento para escutas? Pode. Mas as escutas depois são ilegais? São. Mas com o equipamento que é permitido comprar podem fazer-se? Podem. Mas não são legais? Não. E podendo comprar-se equipamento para escutas há quem o compre? Há. E quem depois o utilize para escutas ilegais? Sim. E depois o que é que acontece? O procurador-geral da República ouve ruídos no telemóvel. E que acontece mais? Mais nada. Mas podia acontecer? Podia. Mas não acontece? Não.

Mas porque não se interdita a venda de equipamento destinado a fazer escutas ilegais? Porque não. E porque se mantém à venda equipamento destinado à prática de uma ilegalidade? Porque sim. E é assim que o negócio e as comissões vão prosperando e as escutas ilegais proliferando. O “Público” de ontem identificava nove instituições, civis e militares, que poderão entregar-se actualmente à prática de escutas telefónicas e outras, desde as polícias ao Fisco, dos serviços secretos às alfândegas, sendo que algumas dessas instituições o fazem abusivamente.

Acresce que o poder em Portugal é uma espécie de pescadinha de rabo na boca. À alternância do “centralão” soma-se o alterne de um elenco que reparte o direito de admissão pelas câmaras e antecâmaras do poder. E é assim que todos praticam os mesmos actos e que todos ficam reféns uns dos outros. Chama-se a isto cumplicidade.

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Há muitos a que convém que se acredite que isto seja uma democracia, e até há muito carneiro que acredita. É que não é só isto...

Outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).