Depois de os partidos recusarem a ética que desaconselha a candidatura de pessoas sob o peso de suspeitas, com um deles a incluir na lista de futuros deputados dois indivíduos arguidos em processos jurídicos, surgiram na comunicação social elementos bem colocados na hierarquia do partido a defender a ética, segundo o ditado antigo «à mulher de César não basta ser séria», pois além de o ser precisa de parecer (Ver aqui e aqui).
Estas posições assentam na convicção geral de que não se deve passar procuração ou delegação de poderes a pessoas pouco ou nada sérias. A ética, apesar da degradação dos hábitos e costumes, não deve nem pode ser esquecida quando escolhemos os nossos representantes para a gestão dos assuntos nacionais com vista a objectivos de longo prazo e à defesa intransigente dos interesses colectivos de Portugal, dos portugueses.
Nos EUA Sonia Sotomayor, só foi nomeada para o Supremo Tribunal depois de todo o seu currículo ser escalpelizado pelo Senado (ver aqui e aqui). O prestígio e a imagem de uma Instituição depende dos seus servidores, bastando uma mancha na vida de um para desprestigiar o conjunto. E, no caso português, os líderes sabem que isso não depende de leis mas apenas de seriedade e sensatez, nos critérios de escolha, pois eles escolhem por tantos critérios pessoais, de amizade, compadrio, favores, conivência, que não deviam desprezar os da competência e da ética.
Mas se, sobre isso, ainda havia quem tivesse dúvidas e quisesse usar de complacência para com os políticos mais tolerantes, agora, deixa de ter dúvidas porque as coisas ficaram mais claras. Ao contrário daquilo que Jorge Sampaio disse durante uma visita ao Sátão e daquilo que Cavaco Silva tem repetido quanto à necessidade de combater a anti-política e de dignificar os políticos, agora, Paulo Rangel (ver aqui e aqui) afirmou e repetiu de forma muito clara, em Castelo de Vide, (Universidade de Verão) que a política nada tem a ver com a ética, nem vice-versa, segundo Nicolao Maquiavel. Ficámos sem dúvidas!!!
Perante isto, quem seja honrado e preze os valores éticos, quem recuse passar carta com todos os poderes a delegados e representantes de pouca ou nenhuma confiança, deve entregar o VOTO EM BRANCO ou VOTO NULO. Não podemos esperar nada de bom de políticos que tão frontal e maquiavelicamente, desprezam a ética.
Já não há razões para nos espantarmos de haver corrupção, enriquecimento ilícito, troca de favores, tráfico de influências, lavagem de dinheiro através do financiamento dos partidos (lei aprovada por unanimidade na AR e, felizmente, vetada pelo PR), etc.
Gente honrada, de bons costumes, que preza a ética, não deve dar o seu aval, através do voto, a candidatos que confessam despudoradamente estar de acordo que a política nada tem a ver com a ética.
Será bom para Portugal que cada eleitor vote de pleno acordo com as suas mais íntimas convicções e não para fazer favor a um amigo ou vizinho, pagar um favor, ou seguir uma decisão antiga que, nessa data, poderia ter sido a mais correcta. Devemos actualizar as nossas reflexões, com os dados que formos colhendo. É mais fácil acertar no euro milhões do que um político maquiavélico que despreza a ética, fazer um bom governo para grandeza de Portugal.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Eleições negócio de clãs
Seria desejável que os políticos pensassem nos interesses do País e na forma de o desenvolver para aumentar as condições de vida, o bem-estar e as comodidades dos cidadãos e que, depois de serem escolhidos pelos votos, colocassem em acção todas as suas capacidades para a obtenção desse fim superior.
Mas, infelizmente para todos os portugueses, a realidade mostra que os políticos pautam as suas decisões pelos seus próprios interesses e os do seu partido. Em concordância com estas ideias surge hoje a notícia «Familiares ‘enchem’ listas do PSD» em que se referem casos concretos do negócio de clã em que a política está transformada.
Mas isto não se passa apenas no partido referido na notícia acima citada. Também hoje se lê a notícia «Parque Escolar: Estado pagou a arquitectos mais de 20 milhões de euros sem concurso». Não é o primeiro caso noticiado deste facilitismo usado na manipulação do dinheiro público. E ficam por esclarecer dúvidas como as seguintes: Qual será o elo de ligação, familiar, de amizade, de partido ou outros que unem esses arquitectos aos governantes. O Ministério da Educação já fez uma negociata que deu que falar com o Dr. João Pedroso, irmão do deputado PS Paulo Pedroso, agora candidato à Câmara de Almada, e também com o Magalhães, com a TLEBS…
Também hoje, no artigo «A Taxa de Roubo», são referidas várias irregularidades referentes a várias situações como, por exemplo, nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) que por vezes acabam por atingir valores que ultrapassam a percentagem, para passarem a ser múltiplos do valor orçamentado. E como nem tudo é transparente e visível, há o factor NSP (Nível de Sonegação Pura), que inclui tudo o que seja trocas em dinheiro vivo em malas, e o GDC (Grau de Desfalque Contabilizável), e financiamentos através dos off-shores.
Será oportuno ler também os artigos «Um governo prometedor» e «Comigo na lista, não mudo»
Enfim notícias alarmantes que fazem pensar seriamente no estado em que o País se encontra e que, por atingirem vários sectores do leque político, não surpreende que venham a ser qualificadas como sendo elementos de campanhas negras, uma contra cada partido!!! E viva o circo.
Mas, infelizmente para todos os portugueses, a realidade mostra que os políticos pautam as suas decisões pelos seus próprios interesses e os do seu partido. Em concordância com estas ideias surge hoje a notícia «Familiares ‘enchem’ listas do PSD» em que se referem casos concretos do negócio de clã em que a política está transformada.
Mas isto não se passa apenas no partido referido na notícia acima citada. Também hoje se lê a notícia «Parque Escolar: Estado pagou a arquitectos mais de 20 milhões de euros sem concurso». Não é o primeiro caso noticiado deste facilitismo usado na manipulação do dinheiro público. E ficam por esclarecer dúvidas como as seguintes: Qual será o elo de ligação, familiar, de amizade, de partido ou outros que unem esses arquitectos aos governantes. O Ministério da Educação já fez uma negociata que deu que falar com o Dr. João Pedroso, irmão do deputado PS Paulo Pedroso, agora candidato à Câmara de Almada, e também com o Magalhães, com a TLEBS…
Também hoje, no artigo «A Taxa de Roubo», são referidas várias irregularidades referentes a várias situações como, por exemplo, nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) que por vezes acabam por atingir valores que ultrapassam a percentagem, para passarem a ser múltiplos do valor orçamentado. E como nem tudo é transparente e visível, há o factor NSP (Nível de Sonegação Pura), que inclui tudo o que seja trocas em dinheiro vivo em malas, e o GDC (Grau de Desfalque Contabilizável), e financiamentos através dos off-shores.
Será oportuno ler também os artigos «Um governo prometedor» e «Comigo na lista, não mudo»
Enfim notícias alarmantes que fazem pensar seriamente no estado em que o País se encontra e que, por atingirem vários sectores do leque político, não surpreende que venham a ser qualificadas como sendo elementos de campanhas negras, uma contra cada partido!!! E viva o circo.
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sábado, 8 de agosto de 2009
Contribuintes pagam abate de carros
Há dias que ando a magicar neste tema, mas fui ultrapassado por outros assuntos. Hoje apareceu o artigo de Ferreira Fernandes que me fez avançar. Transcrevo-o e no fim exprimo algumas reflexões.
A revolta dos carros para abate
DN. 090808. por Ferreira Fernandes
Ubasute, o lugar onde se abandona a velha mãe, pertence ao folclore japonês. Sobe-se à montanha e deixa-se lá, sozinha, aquela que já não espera nada. Na década de 80, Shohei Imamura fez um belo e celebrado filme sobre essa lenda, A Balada de Narayama. Há ainda um poema doloroso e irónico de uma mãe que, transportada às costas do filho até à montanha de Ubasute, vai deixando parte do seu corpo para que o seu menino saiba o caminho de volta.
Desde ontem, também os donos dos carros a cair da tripeça podem levá-los ao abate (de Ubasute?) e trocá-lo por 1500 euros. A vida tem de ir para a frente e a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) aplaude a medida, necessária para combater a crise dos vendedores de automóveis. Mas os velhos Toyotas e outros Fiats são menos fiéis que a velha mãe do poema.
Podem vingar-se, como se descobriu também esta semana na Alemanha. Lá o incentivo é de 2500 euros e tem sido um sucesso (aumentou as vendas de novos em 30%). Mas descobriu-se que mais de 50 mil carros, falsamente dados para abate, foram exportados. O prémio para o abate foi um incentivo para o crime organizado. A falta de compaixão paga-se caro.
Ferreira Fernandes
NOTA: Esta medida que desencaminha muito dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes só produz benefício para a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) que, como diz o autor, deve aplaudir a medida. Os vendedores de automóveis regozijam-se. Mas os menos privilegiados pela sorte que trabalham com as mãos sujas de ferrugem, nas muitas oficinas de reparação que existem por todo o País têm que pensar outra vida, porque deixa de haver carros velhos a precisar do seu serviço.
Só há benefício para os grandes grupos de importadores e vendedores de carros novos, enquanto os pequenos reparadores vão para o desemprego, e isto à custa do dinheiro dos contribuintes.
Outro aspecto não menos significativo é o incremento que esta medida dá ao espírito consumista, de desperdício, de ostentação, contrariando a necessidade de uma mentalidade de gestão de todos os recursos que devia nascer desta crise. Isto mostra que o Governo pretende que quando cai um botão da camisa, em vez de pregar o botão, se deve destruir essa peça de roupa e comprar uma nova. Parece que, pelo contrário, a crise devia ter levado as pessoas a pensar conservar o carro enquanto a sua utilização for compensadora e a dar preferência aos transportes colectivos.
Curioso também é que já há carros a mais como se vê na falta de espaço para estacionamento, na quantidade de carros que circulam apenas com o condutor, nas famílias em que há um carro para cada pessoa, ao mesmo tempo que em Portugal não existe indústria nacional de construção de viaturas.
Pergunto: em que medida se pensou nos interesses nacionais, e que objectivo nacional pretendem atingir com tal decisão? Mas há interesse dos políticos em beneficiar os donos da alta finança e das mais fortes empresas.
A revolta dos carros para abate
DN. 090808. por Ferreira Fernandes
Ubasute, o lugar onde se abandona a velha mãe, pertence ao folclore japonês. Sobe-se à montanha e deixa-se lá, sozinha, aquela que já não espera nada. Na década de 80, Shohei Imamura fez um belo e celebrado filme sobre essa lenda, A Balada de Narayama. Há ainda um poema doloroso e irónico de uma mãe que, transportada às costas do filho até à montanha de Ubasute, vai deixando parte do seu corpo para que o seu menino saiba o caminho de volta.
Desde ontem, também os donos dos carros a cair da tripeça podem levá-los ao abate (de Ubasute?) e trocá-lo por 1500 euros. A vida tem de ir para a frente e a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) aplaude a medida, necessária para combater a crise dos vendedores de automóveis. Mas os velhos Toyotas e outros Fiats são menos fiéis que a velha mãe do poema.
Podem vingar-se, como se descobriu também esta semana na Alemanha. Lá o incentivo é de 2500 euros e tem sido um sucesso (aumentou as vendas de novos em 30%). Mas descobriu-se que mais de 50 mil carros, falsamente dados para abate, foram exportados. O prémio para o abate foi um incentivo para o crime organizado. A falta de compaixão paga-se caro.
Ferreira Fernandes
NOTA: Esta medida que desencaminha muito dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes só produz benefício para a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) que, como diz o autor, deve aplaudir a medida. Os vendedores de automóveis regozijam-se. Mas os menos privilegiados pela sorte que trabalham com as mãos sujas de ferrugem, nas muitas oficinas de reparação que existem por todo o País têm que pensar outra vida, porque deixa de haver carros velhos a precisar do seu serviço.
Só há benefício para os grandes grupos de importadores e vendedores de carros novos, enquanto os pequenos reparadores vão para o desemprego, e isto à custa do dinheiro dos contribuintes.
Outro aspecto não menos significativo é o incremento que esta medida dá ao espírito consumista, de desperdício, de ostentação, contrariando a necessidade de uma mentalidade de gestão de todos os recursos que devia nascer desta crise. Isto mostra que o Governo pretende que quando cai um botão da camisa, em vez de pregar o botão, se deve destruir essa peça de roupa e comprar uma nova. Parece que, pelo contrário, a crise devia ter levado as pessoas a pensar conservar o carro enquanto a sua utilização for compensadora e a dar preferência aos transportes colectivos.
Curioso também é que já há carros a mais como se vê na falta de espaço para estacionamento, na quantidade de carros que circulam apenas com o condutor, nas famílias em que há um carro para cada pessoa, ao mesmo tempo que em Portugal não existe indústria nacional de construção de viaturas.
Pergunto: em que medida se pensou nos interesses nacionais, e que objectivo nacional pretendem atingir com tal decisão? Mas há interesse dos políticos em beneficiar os donos da alta finança e das mais fortes empresas.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Luta Pela Liberdade
Após tantas tentativas para decapitar os patriotas bascos, as bombas continuam a explodir numa demonstração daquilo que todos conhecem e que os castelhanos teimam em ignorar: tal como na Palestina e noutros casos idênticos, quanto maior for a repressão odiosa maior será a reacção. Os filhos dos sacrificados multiplicarão as acções contra os ocupantes agressores.
É evidente que o governo central Castelhano se esforça por manter a situação tal como ela se encontra. Se o governo e a população alguma vez quisessem mudar e optar pela paz, adoptariam a única medida existente nesse sentido e que eles bem conhecem: a autonomia total do país de acordo com a Carta das Nações Unidas.
Enquanto não o fizerem os Bascos têm o direito universalmente reconhecido de lutar contra a ocupação exactamente da mesma forma que os franceses o fizeram contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. A resistência francesa, comandada pelo General De Gaule, foi e tem sido alvo dos maiores elogios e honras nacionais, enquanto os seus colaboradores que mais bombas fizeram rebentar são considerados heróis. Não podemos separar os dois casos e apadrinhar medidas diferentes para um mesmo problema.
Os Bascos não têm qualquer relação étnica com os Castelhanos nem povos vizinhos, nem mesmo de longe. Que fazem lá, pois, os Castelhanos? Aprisionar e matar os Bascos só pode resultar numa palestinização do problema. Quantos mais os tentarem esmagar maior será a reacção. A experiência tem-no-lo demonstrado.
As discussões sobre a paz têm sido sempre sabotadas pelos governos Castelhanos, como se sabe. O povo espanhol, estúpido ou estupidificado pelos seus políticos, faz demonstrações contra os Bascos em lugar de exigir a paz do governo. Os espanhóis não querem a paz, mas um domínio colonial.
Os Castelhanos sempre foram os criminosos mais sanguinários da História Universal e os seus genocídios e torturas espantam por uma crueldade viciosa e única no mundo. Não obstante, confessam-se orgulhosos pelos herois, um bando de assassinos e exterminadores, dando os seus nomes a ruas em cidades. Tentam esconder os seus crimes, mas podemos lê-los em muitos livros. Estes dois links são bem expressivos:
http://en.wikipedia.org/wiki/Bartolomé_de_las_Casas
http://recherche.univ-lyon2.fr/grimh/ressources/concours/Carlos%20V/Casas%20Destruccion.pdf
Agressão colonial é o modo como respondem ao grito dos Bascos pela autonomia. Franco deu permissão à Luftwafe para bombardear e matar no país basco para se treinar. Já todos se esqueceram do quadro de Picasso, Guernica, e o que ele costumava referir a seu propósito? Não sabemos que a Espanha se opõe sempre à liberdade e autonomia de qualquer país, seja ele qual for? Porquê? Não querem a paz.
Para termos conhecimento de como estes casos são abordados pela imprensa internacional, basta-nos uma simples pesquisa na internet usando as palavras «Basque» e «bomb», por exemplo; quando sobre um caso em perticular acrescentar o nome do local. Não lemos nenhuma crítica do género das da jornaleirada imunda portuguesa. Jamais se lê a palavra «terrorismo» ou qualquer dos seus compostos ou derivados em relação aos Bascos. Só a canalha nacional imita a canalha castelhana chamando de terrorista a um povo ou a actos a que todo o mundo classifica como de separatista. É verdadeiramente ignóbil o modo como a falsa matrona correspondente da RTP em Espanha apresenta estes casos.
A jornaleirada nacional, incapaz e sem profissionalismo, mente e encobre. Em tudo e com tudo. Do lixo fabrica scoops. Veja-se mais sobre estes assuntos aqui e aqui.
É evidente que o governo central Castelhano se esforça por manter a situação tal como ela se encontra. Se o governo e a população alguma vez quisessem mudar e optar pela paz, adoptariam a única medida existente nesse sentido e que eles bem conhecem: a autonomia total do país de acordo com a Carta das Nações Unidas.
Enquanto não o fizerem os Bascos têm o direito universalmente reconhecido de lutar contra a ocupação exactamente da mesma forma que os franceses o fizeram contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. A resistência francesa, comandada pelo General De Gaule, foi e tem sido alvo dos maiores elogios e honras nacionais, enquanto os seus colaboradores que mais bombas fizeram rebentar são considerados heróis. Não podemos separar os dois casos e apadrinhar medidas diferentes para um mesmo problema.
Os Bascos não têm qualquer relação étnica com os Castelhanos nem povos vizinhos, nem mesmo de longe. Que fazem lá, pois, os Castelhanos? Aprisionar e matar os Bascos só pode resultar numa palestinização do problema. Quantos mais os tentarem esmagar maior será a reacção. A experiência tem-no-lo demonstrado.
As discussões sobre a paz têm sido sempre sabotadas pelos governos Castelhanos, como se sabe. O povo espanhol, estúpido ou estupidificado pelos seus políticos, faz demonstrações contra os Bascos em lugar de exigir a paz do governo. Os espanhóis não querem a paz, mas um domínio colonial.
Os Castelhanos sempre foram os criminosos mais sanguinários da História Universal e os seus genocídios e torturas espantam por uma crueldade viciosa e única no mundo. Não obstante, confessam-se orgulhosos pelos herois, um bando de assassinos e exterminadores, dando os seus nomes a ruas em cidades. Tentam esconder os seus crimes, mas podemos lê-los em muitos livros. Estes dois links são bem expressivos:
http://en.wikipedia.org/wiki/Bartolomé_de_las_Casas
http://recherche.univ-lyon2.fr/grimh/ressources/concours/Carlos%20V/Casas%20Destruccion.pdf
Agressão colonial é o modo como respondem ao grito dos Bascos pela autonomia. Franco deu permissão à Luftwafe para bombardear e matar no país basco para se treinar. Já todos se esqueceram do quadro de Picasso, Guernica, e o que ele costumava referir a seu propósito? Não sabemos que a Espanha se opõe sempre à liberdade e autonomia de qualquer país, seja ele qual for? Porquê? Não querem a paz.
Para termos conhecimento de como estes casos são abordados pela imprensa internacional, basta-nos uma simples pesquisa na internet usando as palavras «Basque» e «bomb», por exemplo; quando sobre um caso em perticular acrescentar o nome do local. Não lemos nenhuma crítica do género das da jornaleirada imunda portuguesa. Jamais se lê a palavra «terrorismo» ou qualquer dos seus compostos ou derivados em relação aos Bascos. Só a canalha nacional imita a canalha castelhana chamando de terrorista a um povo ou a actos a que todo o mundo classifica como de separatista. É verdadeiramente ignóbil o modo como a falsa matrona correspondente da RTP em Espanha apresenta estes casos.
A jornaleirada nacional, incapaz e sem profissionalismo, mente e encobre. Em tudo e com tudo. Do lixo fabrica scoops. Veja-se mais sobre estes assuntos aqui e aqui.
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domingo, 26 de julho de 2009
Greve Geral Global em Defesa da Escola Pública

OU REAGIMOS COLECTIVAMENTE, ACTIVANDO UM MOVIMENTO GLOBAL PELA REPOSIÇÃO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DEMOCRÁTICA, OU SEREMOS DESTRUÍDOS NA VORAGEM DA POLÍTICA POLITIQUEIRA.
ISTO, INFELIZMENTE, COM A COLABORAÇÃO ACTIVA DOS DIRIGENTES SINDICAIS QUE JÁ SE PREPARAM PARA FAZER UMA ESPÉCIE DE PEDITÓRIO JUNTO DOS PARTIDOS, PARA DEPOIS «DAREM SEM DAREM» UMA INDICAÇÃO DE VOTO NAS ELEIÇÕES.
REALMENTE, NO MEIO DA PODRIDÃO, APENAS SE PODE CONSEGUIR ALGUMA COISA, SE FORMOS CAPAZES DE NOS COORDENARMOS DE FORMA HORIZONTAL, ENTRE PESSOAS DISPOSTAS A LUTAR! NÃO É COM ELITORALISMO QUE SE LUTA! É PREPARANDO UMA GREVE GERAL GLOBAL, QUE ABRANJA TODOS OS SECTORES DA FUNÇÃO PÚBLICA!!
SÓ O FACTO DE SE ESTAR A PREPARAR SERIAMENTE ESTA HIPÓTESE DARIA IMENSA FORÇA AOS TRABALHADORES, PARA EXIGIREM QUE SEJAM RESPEITADAS AS SUAS LEGÍTIMAS ASPIRAÇÕES E QUE QUALQUER GOVERNO, SAÍDO DAS URNAS, PENSE DUAS VEZES ANTES DE «RASGAR» NO DIA SEGUINTE AS SUAS PROMESSAS ELEITORAIS, COMO SÃO COSTUMEIROS.
MANUEL BAPTISTA
(manuelbap@yahoo.com)
ISTO, INFELIZMENTE, COM A COLABORAÇÃO ACTIVA DOS DIRIGENTES SINDICAIS QUE JÁ SE PREPARAM PARA FAZER UMA ESPÉCIE DE PEDITÓRIO JUNTO DOS PARTIDOS, PARA DEPOIS «DAREM SEM DAREM» UMA INDICAÇÃO DE VOTO NAS ELEIÇÕES.
REALMENTE, NO MEIO DA PODRIDÃO, APENAS SE PODE CONSEGUIR ALGUMA COISA, SE FORMOS CAPAZES DE NOS COORDENARMOS DE FORMA HORIZONTAL, ENTRE PESSOAS DISPOSTAS A LUTAR! NÃO É COM ELITORALISMO QUE SE LUTA! É PREPARANDO UMA GREVE GERAL GLOBAL, QUE ABRANJA TODOS OS SECTORES DA FUNÇÃO PÚBLICA!!
SÓ O FACTO DE SE ESTAR A PREPARAR SERIAMENTE ESTA HIPÓTESE DARIA IMENSA FORÇA AOS TRABALHADORES, PARA EXIGIREM QUE SEJAM RESPEITADAS AS SUAS LEGÍTIMAS ASPIRAÇÕES E QUE QUALQUER GOVERNO, SAÍDO DAS URNAS, PENSE DUAS VEZES ANTES DE «RASGAR» NO DIA SEGUINTE AS SUAS PROMESSAS ELEITORAIS, COMO SÃO COSTUMEIROS.
MANUEL BAPTISTA
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domingo, 19 de julho de 2009
Discutir para decidir
Depois do post Pensar antes de decidir, encontrei hoje num artigo de opinião do Correio da Manhã, que transcrevo, a mesma ideia aplicada ao funcionamento dos partidor políticos, num momento em que se torna urgente rever as prioridades, e enfatizar o esforço de esclarecer a população por forma a permitir aos eleitores votar em consciência no dia das eleições. Esse esforço produziria também nos políticos um melhor conhecimento real da situação e aprender a separar o essencial do secundário.
O artigo não permite salientar uma ou outra frase porque todo ele é sumo. É uma lição condensada, intensa, densa em que nada se pode desperdiçar. Vale a pena ser lido principalmente pelos decisores políticos.
Discutir para decidir
CM. 19 Julho 2009, por João Vaz
Desde criança que todos nós cultivamos admiração por quem clama "O rei vai nu!" O conto infantil tradicional tem uma lição poderosa: o pensamento dominante cobre muitos embustes; e é difícil alguém levantar-se contra o estabelecido.
O contributo para o debate político lançado com assinaturas de 25 intelectuais traz um alerta necessário. Nas campanhas eleitorais aposta-se muito mais no marketing do que no esclarecimento.
Portugal, que já tem uma das menos diferenciadas alternativas partidárias, com PS e PSD a evocarem o mesmo tipo de preocupações sociais e igual cartilha económica, encontra-se carente de debate político. São muitas as experiências frustrantes de cidadãos que se vêem rejeitados quando tentam discutir os problemas do País nas instâncias partidárias. Ficam fora porque não há tempo para discutir ideias. Passa sempre à frente a urgência de tratar da atribuição de um qualquer lugar público.
Não se discute políticas antes de se decidir escolhas. E é grave que isto seja assim. Recentemente, vimos como se queimou a hipótese Jorge Miranda para provedor de justiça ao pôr o nome da pessoa à frente do acordo partidário. Resta saber se o clamor "o rei vai nu!" pega no Verão. É que, agora, o fresco é o mais desejável. Mas é urgente encontrar o hábito e a organização para discutir política. Política mesmo, não só nomeações.
O artigo não permite salientar uma ou outra frase porque todo ele é sumo. É uma lição condensada, intensa, densa em que nada se pode desperdiçar. Vale a pena ser lido principalmente pelos decisores políticos.
Discutir para decidir
CM. 19 Julho 2009, por João Vaz
Desde criança que todos nós cultivamos admiração por quem clama "O rei vai nu!" O conto infantil tradicional tem uma lição poderosa: o pensamento dominante cobre muitos embustes; e é difícil alguém levantar-se contra o estabelecido.
O contributo para o debate político lançado com assinaturas de 25 intelectuais traz um alerta necessário. Nas campanhas eleitorais aposta-se muito mais no marketing do que no esclarecimento.
Portugal, que já tem uma das menos diferenciadas alternativas partidárias, com PS e PSD a evocarem o mesmo tipo de preocupações sociais e igual cartilha económica, encontra-se carente de debate político. São muitas as experiências frustrantes de cidadãos que se vêem rejeitados quando tentam discutir os problemas do País nas instâncias partidárias. Ficam fora porque não há tempo para discutir ideias. Passa sempre à frente a urgência de tratar da atribuição de um qualquer lugar público.
Não se discute políticas antes de se decidir escolhas. E é grave que isto seja assim. Recentemente, vimos como se queimou a hipótese Jorge Miranda para provedor de justiça ao pôr o nome da pessoa à frente do acordo partidário. Resta saber se o clamor "o rei vai nu!" pega no Verão. É que, agora, o fresco é o mais desejável. Mas é urgente encontrar o hábito e a organização para discutir política. Política mesmo, não só nomeações.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Vamos limpar Portugal

Recebemos notícia de uma operação de limpeza do lixo disseminado pela superfície da Estónia, levada a cabo por toda a população que teve efeito em poucas horas, vejam como-limpar-um-pais-em-horas, postado há dias pelo amigo Luís.
Efectivamente, vivemos num lindo planeta, mas estamos a destruí-lo todos os dias.
Há lixo em todos os lugares; praias, cidades, florestas e até nos oceanos.
É preciso limpar o nosso País. Para isso é indispensável a colaboração de todas as pessoas, organizações e comunidades para concretizar esta ideia e encontrar parceiros confiáveis, nas autoridades, nas empresas com meios adequados para este efeito.
Não se trata de acção política, eleitoral, mas se os partidos quiserem, desde já, entrar nessa operação, que deve ser permanente, só terão vantagem aos olhos do povo.
Será útil a colaboração voluntária das pessoas, quem empreste equipamentos, transportes e os “midia” que estimulem os voluntários.
O grande dia de encerramento da operação será 8 de Novembro e, então,quando finalmente o País estiver limpo, será uma expansão da alegria para os portugueses, ao gosto local, conforme a disponibilidade de autarquias e organizações da região.
E será bom que daí se conclua que será mais fácil não poluir, não espalhar lixo, entulhos e escombros.
Esta mensagem deve ser difundida por todos os portugueses, e em cada Freguesia e Concelho, devem ser organizadas as acções mais adequadas, tendo sempre em vista o benefício que daí resultará para o ambiente e para as pessoas.
Aceito as vossas propostas que podem ser, e certamente serão, muito diferentes.
* Trabalho feito em conjunto com os amigos João e Luís. Contamos com a participação activa de todos os colaboradores e leitores.
Fernanda Ferreira
Este post é a transcrição feita do blog Sempre Jovens e tem a intenção nele bem descrita. Pede-se a colaboração de todos os portugueses conscientes, de boa vontade, quer individualmente quer através das organizações ou instituições a que pertençam.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Contradições ou anedotas?
É difícil saber o significado das palavras, porque a sua aplicação é, muitas vezes, oposta ao conceito que delas tínhamos. Foi criado o «portal para a transparência das obras públicas» pelo Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), organismo público que ficou responsável pela execução do Código dos Contratos Públicos. Esse portal seria destinado a publicitar todos os ajustes directos e derrapagens, em nome da transparência e do rigor no uso dos dinheiros públicos.
Porém, de transparência, apenas tem a palavras no meio do título pois sofre de um mal congénito de opacidade e falta de clareza, dado que a sua criação surgiu numa adjudicação sem concurso público, estando a ser desenvolvido pela Microsoft, num contrato sem transparência e onde já há derrapagens.
Como se trata de uma notícia com pormenores técnicos, sugere-se a leitura do artigo no Público para o que será suficiente fazer clique aqui.
Porém, de transparência, apenas tem a palavras no meio do título pois sofre de um mal congénito de opacidade e falta de clareza, dado que a sua criação surgiu numa adjudicação sem concurso público, estando a ser desenvolvido pela Microsoft, num contrato sem transparência e onde já há derrapagens.
Como se trata de uma notícia com pormenores técnicos, sugere-se a leitura do artigo no Público para o que será suficiente fazer clique aqui.
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Contradições ou anedotas?
É difícil saber o significado das palavras, porque a sua aplicação é, muitas vezes, oposta ao conceito que delas tínhamos. Foi criado o «portal para a transparência das obras públicas» pelo Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), organismo público que ficou responsável pela execução do Código dos Contratos Públicos. Esse portal seria destinado a publicitar todos os ajustes directos e derrapagens, em nome da transparência e do rigor no uso dos dinheiros públicos.
Porém, de transparência, apenas tem a palavras no meio do título pois sofre de um mal congénito de opacidade e falta de clareza, dado que a sua criação surgiu numa adjudicação sem concurso público, estando a ser desenvolvido pela Microsoft, num contrato sem transparência e onde já há derrapagens.
Como se trata de uma notícia com pormenores técnicos, sugere-se a leitura do artigo no Público para o que será suficiente fazer clique aqui.
Porém, de transparência, apenas tem a palavras no meio do título pois sofre de um mal congénito de opacidade e falta de clareza, dado que a sua criação surgiu numa adjudicação sem concurso público, estando a ser desenvolvido pela Microsoft, num contrato sem transparência e onde já há derrapagens.
Como se trata de uma notícia com pormenores técnicos, sugere-se a leitura do artigo no Público para o que será suficiente fazer clique aqui.
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domingo, 28 de junho de 2009
Reformas douradas

"O terceiro maior accionista do BCP e presidente do Conselho de Remunerações do banco, Joe Berardo, afirmou, este domingo à TSF, que não se conforma enquanto uns enfrentam dificuldades, outros continuam «a viver à grande e à francesa».Joe Berardo refere-se, deste modo, ao facto de Jardim Gonçalves, que abandonou a presidência do BCP há ano e meio, continuar a ter regalias de luxo."
"O ex-homem forte do BCP, Jardim Gonçalves, reformado do banco desde o final de 2007, continua a utilizar o avião alugado e pago pelo banco para uso pessoal - um Falcon 2000, que é alugado anualmente pela instituição financeira à Heliavia, empresa de Hipólito Pires, revela o «Diário de Notícias».O contrato compreende o pagamento de um determinado número de horas de voo por ano, utilizadas para deslocações da administração e quadros de topo do BCP, para diferentes locais, nomeadamente para os países onde a instituição possui subsidiárias, como Polónia, Grécia, Roménia, Turquia, Moçambique e Angola."
Esta situação é mais uma afronta a um sector que se diz em ruptura.
Casos como estes abundam em Portugal, desde directores que recebem 7.500,00€ para lerem os jornais até directores financeiros que fazem festanças em casa à conta das empresas onde trabalham,empresas que renovam as frotas automoveis mas depois não aumentam os funcionários. Tudo isto em cunivência com este governo terceiro-mundista que financía os mafiosos e que tudo rouba ao trabalhadores.
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