Estas declarações foram feitas ontem perante a Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, onde está a ser discutida na especialidade a nova lei de segurança interna, ou seja, no lugar institucionalmente dedicado a garantir os direitos dos cidadãos. No entanto, estou em crer que a maioria absoluta PS deixará intocado este novo articulado da lei, esquecendo-se, porventura, que a Sócrates outros primeiros-ministros se seguirão, assim espero... Pergunto-me, então, mas eles não ouvem?
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Mas eles não ouvem?
Estas declarações foram feitas ontem perante a Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias, onde está a ser discutida na especialidade a nova lei de segurança interna, ou seja, no lugar institucionalmente dedicado a garantir os direitos dos cidadãos. No entanto, estou em crer que a maioria absoluta PS deixará intocado este novo articulado da lei, esquecendo-se, porventura, que a Sócrates outros primeiros-ministros se seguirão, assim espero... Pergunto-me, então, mas eles não ouvem?
POR UM MUNDO MELHOR

Declaração final do Fórum das ONG's do sul e as ruínas da globalização
Declaração Final
Nós delegados de organizações não governamentais, movimentos sociais, organizações populares e de instituições acadêmicas dos países do chamado Sul, reunidos na cidade de Havana, a partir de 1 a 3 de Março de 2000, como parte do processo conducente à Cimeira Sul, nós avaliamos os problemas relacionados com o fenómeno da globalização, as suas principais tendências e impacto sobre as economias nacionais dos nossos países, e estamos a discutir a possibilidade de influenciar, de gestão e de acção por parte da sociedade civil e as ONG dos nossos povos na internacionais actuais condições. Estamos de acordo em que um processo de globalização que tem unido o ser humano como centro de desenvolvimento podem oferecer oportunidades para avanços tecnológicos contribuem para promover o progresso eo bem-estar social.
No entanto, para passar sob o domínio do neoliberalismo que impõe excessiva vontade cega à desregulamentação e ao processo crescente e indiscriminada de privatização de recursos e bens que pertencem ao nosso povo em última instância, esta brutal causando fragmentação ea desintegração desenvolvimento económico e social dos nossos países, com consequências dramáticas para a sobrevivência dos mais vulneráveis e marginalizados.
Denunciamos a política neoliberal patrocinado pelo capital transnacional e agências internacionais como o Fundo Monetário Internacional eo Banco Mundial tem ajudado a concentrar a riqueza social e reafirmar polarização evidente no crescimento da pobreza que afeta tão criticado hoje mais de um milhar de milhões de pessoas em todo o mundo, que não têm qualquer possibilidade de acesso aos alimentos essenciais para a sobrevivência, serviços básicos de saúde e de educação e protecção social. Enfatizamos com igual vigor, que esses mesmos políticos tentativa para limpar nossas culturas e identidades, impondo mudar a assimilação cultural ea criação de paradigmas que legitimam o seu modelo: individualista, antisolidario e de exclusão.
Registamos com profunda preocupação a continuação da deterioração ecológica do nosso planeta e as barreiras para alcançar o desenvolvimento sustentável, nomeadamente a falta de vontade política para estabelecer uma rigorosa proteção ambiental, em comparação com a ação predatória e irracional das políticas económicas padrões insustentáveis de consumo.
Com base nestas considerações, identificamos os enormes obstáculos que a actual ordem económica internacional, nas suas diversas formas: Financeiro, comercial e tecnológica, se opõe ao direito ao desenvolvimento e as aspirações dos nossos povos justiça. Por conseguinte, exortamos os Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos 77 que se reunirá em Havana próximo de abril, como parte da Cúpula Sul, para reclamar. --
Está a dívida externa, o que impede atingir o desenvolvimento económico e social nas regiões Sul e que é uma expressão da injusta ordem econômica internacional ea política de globalização neoliberal, é agora mais do que nunca unpayable, incobráveis e deve ser anulada. -- Está a crescente fosso tecnológico entre os países industrializados e os países do Sul, que, entre outras causas é o resultado da aplicação estrita dos direitos de propriedade intelectual que exclui os nossos países de conhecimentos e tecnologias que só trazem benefícios para uma minoria e o desemprego em massa, a marginalização ea pobreza maiorias desterritorializadas, é um grave obstáculo para o desenvolvimento de nossos povos. --
Libertadora tendências do comércio mundial promovida pela Organização Mundial do Comércio são concebidos para incentivar as exportações dos países industrializados e causar a crescente deterioração da indústria e da agricultura nos países do Terceiro Mundo, embora acentuando as desigualdades históricas em termos de trocas comerciais entre o Norte eo Sul. -- Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) continua a diminuir e os 90 passagem de 0,35% para 0,22% do PNB dos países desenvolvidos, muito distante valor de 0,7% cometidos e indispensável no desenvolvimento da nossa estratégia nações empobrecidas. --
Que a política de cooperação, de financiamento e de crédito do Norte não têm em conta as necessidades económicas do Sul, nem o seu histórico e sócio-cultural, mas analisando as realidades dos nossos países a partir de uma perspectiva de subordinação e de marginalização recolonization Impor condições inaceitáveis. -- O aumento das especulações, volatilidade dos mercados financeiros e de desregulamentação dos movimentos de capitais comprometer seriamente a estabilidade económica e política dos nossos países. --
Está a aplicação unilateral e extraterritorial de leis nacionais ou medidas que violam o direito internacional ou de violar a soberania de outros Estados mina os princípios que regem a convivência entre as nações, minar a lágrima multilateralismo e dar-se a cooperação Sul povos necessitam para o seu desenvolvimento.
Pela nossa parte, os delegados a este Fórum, consciente da adversas circunstâncias em que a luta dos nossos povos para as suas mais sentidas reivindicações, e convicto da necessidade urgente de uma participação mais activa e efectiva de todos os setores da sociedade Conjugal trabalhadores e seus sindicatos, mulheres, jovens, crianças, idosos, deficientes, trabalhadores rurais, os povos indígenas, pesquisadores e de muitas outras instituições sociais e organizações que representem as pessoas, processos e discussão a tomada de decisões a nível nacional e internacional. -- Convite à apresentação de uma maior participação e demanda um maior grau de transparência dos governos e instituições internacionais no processo de tomada de decisões sobre questões que afectam directamente a nós, e que muitas vezes têm efeitos devastadores em termos de aumento da desigualdade, pobreza e desemprego. --
Exigimos o aprofundamento das relações de integração económica, cultural e social entre os países do Sul a reforçar a sua capacidade de agir como uma região para enfrentar os desafios da globalização. -- Reafirmar a vontade ea capacidade das organizações não governamentais e os setores sociais mais amplos para influenciar a concepção de estratégias, na execução de acções e à gestão dos recursos em favor do desenvolvimento social de nossos países. --
Apelamos para uma cooperação mais estreita entre as nossas organizações, incluindo o reforço dos elementos que nos unem na defesa do direito ao desenvolvimento, em que concebemos como um direito humano fundamental, e exigem governos cumprirem os compromissos assumidos com as necessidades e futuro dos nossos povos. -- Afirmamos a nossa convicção de que, em comparação com o domínio avasallador atingido pelas corporações transnacionais, nas vésperas do novo milénio e para a realidade preocupante que aqueles experimentando um crescimento muito mais elevada do que a economia mundial como um todo, ameaçando a sua soberania e de poder o direito ao desenvolvimento dos países do Terceiro Mundo, a nossa resposta não pode ser diferente para aprofundar a luta, de unidade e de solidariedade, com a adesão ao respeito pela diversidade que caracteriza tanto nós e nos enriquece, construir alternativas para um mundo melhor.
A globalização da solidariedade não é uma intenção, é a única forma de enfrentar com sucesso os males de hoje e os desafios de amanhã.
(Traduzido do castelhano)
Sinais da área militar - 5
Exército mercenário de Portugal na Miséria
Não se defende mais a Pátria, defendemos quem nos derrotou.
Militares desfilam quarta-feira, em Lisboa, em protesto contra a indefinição de carreiras, protecção social e assistência na saúde, noticia a agência Lusa.
O protesto, que se inicia às 18:30 com uma concentração no Largo de Camões e prossegue uma hora depois com um desfile até à Assembleia da República, é organizado pela Comissão de Militares, Associação Nacional de Sargentos e Associação de Praças da Armada.
Justificando a iniciativa, o presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho, sustentou à Agência Lusa que «há problemas que continuam a afectar a família militar, e até se agravaram», e para os quais o Governo não mostrou o «mínimo interesse» em «discutir soluções».
Atrasos nas comparticipações médicas para tratamentos crónicos e «indefinição» quanto à renegociação de protocolos com unidades de cuidados de saúde, dos «mecanismos de protecção social» e da revisão de carreiras são alguns dos «problemas» apontados.
Lima Coelho lembrou que continua por elaborar o anteprojecto de revisão de carreiras, suplementos e remunerações, não obstante um despacho de Março ter nomeado uma equipa e dado um prazo de dois meses, que terminou em Maio, para que o documento fosse feito.
«Há sargentos que estão no mesmo posto há 16 anos sem perspectivas de carreira», alegou o mesmo dirigente, indicando casos de outros militares que, pelas mesmas razões, se arriscam à «reserva compulsiva».
O presidente da Associação Nacional de Sargentos recordou ainda a «dívida do Estado à família militar», que ronda mais de mil milhões de euros do Fundo de Pensões e do Complemento de Reforma, e para a qual os sargentos das Forças Armadas sugeriram recentemente que o Governo pagasse em títulos.
SR Presidente da República
Sr Primeiro Ministro (Para conhecimento)
É com muita mágoa que me dirijo a VExas.
Sou militar na situação de REFORMA, com 75 anos, e NUNCA pensei que os militares viessem a sofrer como Vexa poderá ler no anexo, extraído de um jornal online e que me deixa triste ao pensar que os militares servirão apenas as vontades politicas. Assim foi no tempo em que Vexa fora alferes miliciano no tempo de Salazar e Caetano e assim é no tempo em que Vexa foi Primeiro Ministro e agora Presidente da República, mas agora já com outra responsabilidade, sendo Comandante Chefe das Forças Armadas portuguesas...
Sr Presidente da República, já foi dito por várias vezes que os militares são como os cães de caça na época do defeso, mas hoje li que no fim de contas são como a pastilha elástica que se mastiga e depois ...deita-se fora...
Reveja, Sr Presidente, a situação dos militares por que até neste momento existem militares no estrangeiro...em missão de paz.
Mas é vergonhoso para os militares, e para a Nação, o que se está a fazer com eles...
Chego mesmo a perguntar a VExa por que não acabar então com as Forças Armadas??? Se não há dinheiro... acabem mesmo com elas...
Para umas coisas não há dinheiro, mas existe dinheiro para aquisição de viatura pessoal ( ? ) do Ministro da Defesa Nacional, de viaturas de LUXO para a administração da CP, já para não falar no caso da SIRESP...
O sistema de saúde-hoje ADM/IASFA (leia-se Serviços Sociais das Forças Armadas, foi feito por nós e mudaram-lhe o nome sem a nossa audição, hoje a vertente social está desvirtuada do que foi destinada.
Sr Presidente da República portuguesa
Como militar reformado, não sou ouvido por ninguém. Fizeram dos meus anos de serviço como uma "passagem ", mas não pode ser assim Sr
Presidente...
Ainda temos dignidade suficiente para não voltar a ler seja o que for contra os militares e acabar mesmo com a arrogância com que se vê o MDN e o PM...
Julgo que vai sendo tempo de DECIDIR: MORRER DE PÉ!!!
Com os melhores cumprimentos
João Ernesto Fonseca dos Santos
Em tempo: Não me preocupo, jamais, com qualquer processo disciplinar
Frente Única
* * *
In every discussion of political topics the question arises:
Isn't a fascist stage of development inevitable?
The successes of fascism easily make people lose all perspective, lead them to forget the actual conditions which made the strengthening and the victory of fascism possible. Yet a clear understanding of these conditions is of especial importance to the workers of he United States. We may set it down as a historical law: fascism was able to conquer only in those countries where the conservative labor parties prevented the proletariat from utilizing the revolutionary situation and seizing power. In Germany two revolutionary situations were involved: 1918-1919 and 1923-1924. Even in 1929, a direct struggle for power on the part of the proletariat was still possible. In all these three cases, the social democracy and the Comintern [the Stalinists] criminally and viciously disrupted the conquest of power and thereby placed society in an impasse. Only under these conditions and in this situation did the stormy rise of fascism and its gaining of power prove possible.
(daqui)
domingo, 22 de junho de 2008
Um primeiro-ministro incomodado
Actualmente, é ele o primeiro-ministro e estes sintomas ditatoriais agravaram-se. Tomemos este exemplo bem significativo, ao qual demos destaque no Contracorrente, nesta notícia que publicámos, retirada do jornal Publico.pt. Ontem, José Sócrates recusou-se a comentar as críticas que tinham sido feitas pela presidente do PSD. Contudo não resistiu a afirmar que nos últimos três anos, ou seja, todos os que leva de governação, só tem havido da oposição "maledicência e "nenhuma proposta". Ora, no vocabulário português, "maledicência" significa "dizer mal". Mas... É evidente, se uma oposição dissesse bem, já não era oposição, não é verdade? Por outro lado, como é que se pode fazer oposição "sem propostas"? Em suma, estamos perante o permanente incómodo de um primeiro-ministro que foi eleito através de mecanismos próprios da democracia, mas que se dá mal com a prática do regime democrático.
sábado, 21 de junho de 2008
Soares no seu melhor: Um passo na poça

«Na altura própria toda a gente deu vivas ao Tratado. Até eu próprio, não por considerar que fosse bom porque não o é. É um mau Tratado porque é confuso e complexo mas é um passo para resolver a saída da paralisação da Europa e esse passo era essencial»
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Crise não significa Apocalipse
Tenho em Do Miradouro e em Do Mirante chamado a atenção para a necessidade de se estimularem os jovens a prepararem-se para a inovação, apoiando qualquer iniciativa positiva que deles saia. Não tem sido o caminho seguido e viu-se nas condecorações do 10 de Junho que os critérios estiveram distantes de preocupações de futuro.
Porém, as pessoas mais válidas não adormecem à sombra de vãs propagandas anestesiantes e vêm claramente que o patriotismo não se resume ao apoio á selecção de futebol, antes e muito acima disso, se preocupa com os grandes problemas actuais.
Hoje, o DN traz notícias que merecem muita meditação, ou pelo menos uma leitura lenta e ponderada. No editorial refere três exemplos de inovação dados pela Carmin, pela Renova e pela SIBS:
1) No Alentejo, a Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (Carmin) a fim de se colocar mais próxima do consumidor final, com benefício dos preços a pagar por este, decidiu adquirir uma empresa distribuidora. Já aqui tínhamos sugerido solução semelhante aos pescadores para aumento dos seus ganhos e venda mais barata aos consumidores.
2) Em Torres Novas, a Renova conseguiu reduzir o preço dos transportes, aumentando em duas toneladas (de 5,3 para 7,3) a capacidade de cada camião, com a simples solução de retirar o ar das embalagens, tornando-as menos volumosas.
3) A SIBS foi considerada pela Associação de Pagamentos do Reino Unido o melhor multibanco da Europa, conclusão tirada depois de um estudo comparativo.
Outra notícia vem de Viseu, onde o presidente da Junta de S. Salvador, Álvaro Pereira, mostrou ser pessoa consciente da importância da conservação do ambiente, pelo que pediu ao delegado de saúde que procedesse à análise das águas e lençóis freáticos existentes na zona onde tinham sido despejados resíduos electrónicos que causaram alguns danos ambientais. Na sequência da sua iniciativa, equipas da Câmara Municipal de Viseu procederam, ontem, à recolha de mais de 300 quilos de resíduos electrónicos despejados, junto a uma urbanização. O autarca teme que os solos «tenham ficado contaminados com estes resíduos que incluem cádmio, chumbo e outros poluentes. Se houver infiltração, as águas poderão ter ficado contaminadas e solicitámos análises para que se possa despistar essa eventualidade». Até lá, a junta aconselha os moradores do local, «e que disponham de captação de água própria, a não consumir a água».
Também é positivo o facto de ser tornado público que as autarquias têm sido geridas sem seriedade responsável, sem competência ao ponto de, como é referido em dois artigos que há Municípios sem dinheiro para pagar as dívidas e que o 'monstro' do défice e da corrupção mudou-se para as autarquias. Tais notícias poderão ser o início da moralização dos gestores de dinheiros públicos em respeito pelos direitos dos contribuintes seus eleitores.
De salientar também a notícia de que o fisco não anda apenas a perseguir os pequenos infractores de uns pares de euros, mas está principalmente no encalço dos potenciais lesivos de milhões. Segundo ela, equipas mistas do Ministério Público e da Administração Fiscal procederam ontem a buscas a empresas lideradas por Américo Amorim, no âmbito da 'Operação Furacão' e diz que esta operação é um processo que já contabiliza mais de 250 arguidos e que a equipa liderada pelo procurador Rosário Teixeira já efectuou buscas, nos Açores, à Fábrica de Tabacos Estrela, controlada pela Madeirense de Tabacos dos empresários Joe Berardo e Horácio Roque. Oxalá não acabe tudo por ficar arquivado, como aconteceu em «operações» anteriores muito mediatizadas mas de resultados desconhecidos.
Entretanto, surgem iniciativas para ensinar as pessoas a gerir as próprias capacidades e a rentabilizar os recursos humanos que dormem no subconsciente de cada um de nós. É preciso saber o que se quer, o que se pode fazer e querer de verdade, com persistência, atingir objectivos previamente estabelecidos.
Enfim, há motivos para não nos deixarmos sucumbir à crise. E deixo umas dicas atrevidas: Porque não lutarmos contra a monodependência do petróleo? Porque não preparar a energia de cada prédio, através da decomposição da água por forma a utilizar o hidrogénio para produzir a energia necessária ao prédio? Ou a eólica ou a solar? Porque não modernizar as comunicações ao ponto de tornar desnecessários os cabos que ligam o prédio às centrais eléctricas, de telefones de TV por cabo, etc? Porque não utilizar a Internet para trabalhar a partir de casa aliviando os transportes e a poluição?
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Sobredotados sem compreensão e apoio do Governo
Segundo o Instituto da Inteligência, as crianças sobredotadas, com um cociente de inteligência (QI) superior a 130, representam 3% da população menor de 18 anos, sendo deste grupo que sai a maioria dos génios da ciência, da arte e do desporto de todo o Mundo.
Sem os apoios adequados este aspecto positivo das crianças acaba por, em vez de uma vantagem, ser um ónus por elas acabarem por se sentirem rejeitadas pelas outras e se desmotivarem pelo estudo e muitas vezes, até, de viver». Por isso, é que se tornou urgente a criação de escolas para pequenos talentos, como defende o Instituto da Inteligência.
A inexistência de estabelecimentos de ensino específicos para sobredotados em Portugal fez com que a Universidade da Criança, localizada no Algarve, avançasse, conjuntamente com o Instituto da Inteligência, para o projecto de criação de uma escola-piloto do 1º ciclo, a iniciar no próximo ano lectivo de 2008/09, em Portimão.
No entanto, segundo o Instituto, «o projecto está em risco de ser suspenso visto que as dificuldades burocráticas e a incompreensão do Ministério da Educação estão a atrasar o processo de legalização». O ministério de Maria de Lurdes Rodrigues contactado pelo jornal gratuito Destak, não forneceu uma explicação para os atrasos burocráticos até à hora de fecho da edição de 18 do corrente.
A escola, de características inovadoras e pioneiras na Península Ibérica e até na Europa (em alguns aspectos), já suscitou o interesse de algumas entidades espanholas que, segundo o Instituto da Inteligência, podem vir a importá-lo. Esta situação «não deixaria de ser bizarra, embora não fosse invulgar em Portugal», acrescentou fonte do Instituto. Se esta hipótese se confirmar, os sobredotados portugueses poderão ter de recorrer ao país vizinho para ir à escola. E, provavelmente, acabarão por ali vir a exercer as suas futuras actividades científicas, artísticas ou outras.
Se não for encontrada a melhor solução para o País fica, mais uma vez, demonstrada a nossa teimosa vocação para a mediocridade, com rejeição daquilo que de mais válido existe dentro das fronteiras. Tem sido em vão que neste espaço se tenha chamado a atenção para a importância dos jovens excepcionais que prometem elevar o valor de Portugal. É imperioso que se valorize o capital humano em que tem de assentar a reconstrução de Portugal, como repetidamente aqui e aqui tem sido expresso.
- Mais um caso de jovens válidos
- Jovens válidos são esperança para o País
- Jovens em voluntariado louvável
segunda-feira, 16 de junho de 2008
El papel real de los migrantes. Carta abierta de Evo Morales a propósito de la "directiva retorno" de la UE (adenda)
A Censura no Euro 2008
A UEFA avança que não quer que tais acontecimentos sejam vistos e possam encorajar os adeptos hooligans a repeti-los ou exagerá-los. Tenta justificar-se que não quer oferecer uma plataforma à violência e que, por demais, estas cenas não são pertinentes.
Tal não é, todavia, a opinião de Armin Walpen, director geral da Radiotelevisão Suíça (SSR SRG) nem da imprensa dos dois países do Euro. Todos eles afirmam que o dever da imprensa é de informar e mostrar, não de censurar e de esconder. O director da Radiotelevisão Suíça diz recear que os Jogos Olímpicos venham também a ser censurados. Este litígio entra já numa segunda fase. «As grandes associações desportivas tentam cada vez mais assegurar-se o domínio do som e da imagem por intermédio das suas próprias empresas de produção», declarou Armin Walpen no Sonntags Zeitung de ontem (domingo 15), considerando o procedimento como «censura». Do ponto de vista da independência jornalística é «mais que problemático» que terceiros seleccionem imagens. «A UEFA será chamada à atenção por escrito a este sujeito», acrescentoui ainda o presidente da SSR SRG. Em declarações emitidas pela rádio, Armin Walpen disse abertamente recear que esta prática faça escola. Sobre os JO de Pequim neste verão, disse que «será necessário estarmos particularmente atentos». Informou ainda que pretendia apelar à União Europeia de Radiodifusão para que ela intervenha junto das associassões desportivas.
Os noticiários das televisões francesa e suíça reproduzirm nos seus noticiários todas as imagens dos acontecimentos acima mencionados, que os seus repóprteres captaram, com grande alarido sobre aquilo que classificaram abertamente como "censura", afirmando que o dever jornalístico de informar estava a ser contornado pela UEFA por esta "censura".
Que vimos ou ouvimos em Portugal? A cada um de se recordar do que viu ou ouviu nos nossos noticiários cada dia mais desinformadores e assim poder julgar da sebosa cambada de pedantolas jornaleiros, ou não, que parece mais não fazer do que apoiar os ditos e actos dos políticos corruptos, relatando até todos os seus peidos. Que nos interessa o que se passa nos partidos? Que temos a ver, por exemplo, com a Manela Leiteira ter encabeçado um partido tão corrupto como os outros? O que nos interessa é saber que ela tenciona derstruir os sistemas de saúde e da segurança social, tal como previamente planeado pelo beato Cagão Feliz & Cia., que por se fingir beato indubitavelmente arderá no fogo do inferno. Portugal já é o país em que esses serviços têm as prestações mais miseráveis da Europa; no entanto, há quem queira fazer ainda bestialmente pior, distanciar-nos mais dos outros países e abrir mais o fosso entre ricos e pobres. O que nos interessa é o fim da corrupção e do parasitismo partidários, que os governos governem para a população e não para se enriquecerem, no seu próprio interesse e nos das empresas que lhes vão passando pelas mãos, inegável prova da corrupção com que minam o país e a administração pública, em que os postos de chefia (e não só) continuam a mudar de mão consoante o partido no governo, tal qualquer ditadura de bananas. Factos de interesse para a vida nacional não nos relatam, só o que se passa na estrumeira espanhola, em toda a Europa conhecida pelo atraso. Como as provas estão lá e bem à vista, quem será o banana que, nestas circunstâncias, acredita que Portugal é ou posssa ser uma democracia? Só atrasados mentais ou interessados corruptos o poderão acreditar ou afirmar. Quem tem olhos que veja.
