terça-feira, 10 de junho de 2008
Campanha pelo NÃO ao Tratado de Lisboa

Há muita documentação sobre a campanha «não ao tratado de Lisboa» nos seguintes sites:
Indymedia da Irlanda: http://www.indymedia.ie/article/87843
Campanha anarquista pelo não: http://www.anarkismo.net/newswire.php?story_id=9085
Faça um copy deste apelo e reenvie-o para escolapublicablog@gmail.com
Etiquetas:
apelo,
campanha pelo não,
Irlanda,
referendo,
Tratado de Lisboa,
União Europeia
segunda-feira, 9 de junho de 2008
PARA FALARMOS ALGO ATUAL.
"Ao se dirigir, com justa razão, aos adversários de boa fé, Bakunin lhes demonstra a inanidade de sua crença nesta autoridade divina sobre a qual foram fundamentadas todas as autoridades temporais; ele lhes prova a gênese puramente humana de todos os governos; enfim, sem deter−se naquelas origens do Estado que já estão condenadas pela moral pública, tais como a superioridade física, a violência, a nobreza, a fortuna, ele faz justiça à teoria que daria à ciência o governo das sociedades.
Mesmo supondo que fosse possível reconhecer, no conflito das ambições rivais e das intrigas, os pretensos e os verdadeiros homens de ciência, e que se encontrasse um modo de eleição que fizesse esgotar infalivelmente o poderio daqueles cujo saber é autêntico, que garantia de sabedoria e de probidade em seu governo poderiam eles nos oferecer? De antemão, não poderíamos, ao contrário, prever entre estes novos senhores as mesmas loucuras e os mesmos crimes que entre os senhores de outrora e os do temp presente? Inicialmente, a ciência não é: ela se faz. O homem de ciência do dia nada mais é que o ignorante do dia seguinte. Basta que ele pense ter chegado ao fim para, por isso mesmo, cair abaixo da criança que acaba de nascer.
Mas, tendo reconhecido a verdade em sua essência, não pode deixar de se corromper pelo privilégio e corromper outros pelo comando. Para assentar seu governo, ele deverá, como todos os chefes de Estado, tentar parar a vida nas massas que se agitam abaixo dele, mantê−las na ignorância para assegurar a calma, enfraquecê−los pouco a pouco para dominá−los de uma altura maior."
Qualquer coincidência com a realidade é mera semelhança!
A original greve do patronato
A total situação de irrealidade, surrealismo, imaginação política, ou seja lá o que lhe queiramos chamar, que se vive actualmente na vida política portuguesa, expressa-se de uma forma das mais características pelo que vai ser hoje a paralisação da camionagem portuguesa. Aliás, dou-lhe este nome porque não me ocorre outro mais adequado para definir esta nova figura jurídica, em que patrões paralisam a sua frota de camiões, numa espécie de protesto contra o aumento dos combustíveis. Não é exactamente greve, porque isso fazem-no os trabalhadores, também não é exactamente lockout, porque isso fazem-no os patrões contra os seus trabalhadores... O que será então?Confesso que não estou nada preocupado com a definição jurídica do que se está a passar, mas antes com o seu conteúdo político, o seu significado, no contexto de um país desgovernado, mal governado, governado suigenericamente!!! Será esta afinal a definição que faltava para definir a actual situação? Afinal, uma Situação Suigenérica?
A crise internacional - que começa por ser isto mesmo, uma crise internacional - do aumento do preço dos combustíveis fósseis, do petróleo e seus derivados, como a gasolina e o gasóleo, para abreviar os considerandos muito típicos do nosso comentarismo sócio-económico-político, chegou também a Portugal! Afinal, o que parece tão "simples" na sua complexa raiz, tornou-se tão intrincado no nosso doentio e quase-quase-profissional comentarismo, que dificilmente nos entendemos para compreender a verdadeira realidade dos factos. Na minha modesta opinião de cidadão, o que se passa é que o patrões também decidiram fazer uma greve. Pronto. É esquisito, é fora do comum, é original, mas é disto que se trata.
Hoje, os camiões não vão a lado nenhum. Ficarão parados, andarão devagarinho, mas foi isto o que o patronato decidiu. Aliás, nem sequer se põe o problema dos trabalhadores saírem prejudicados com esta originalidade, porque a sua "féria", o seu dia de "não-trabalho", o seu salário será pago. Isso também ficou decidido pelo patronato. Sugiro que leiam esta notícia que publicámos no nosso site, retirada por seu lado do jornal Publico.pt, para que esclareçam as suas dúvidas, as que lhes possam legitimamente ter surgido com toda esta novidade, com toda esta originalidade. No fundo, com o que me parece ser uma espécie de novo passo dado em prol de uma luta contra o nosso grande inimigo. Contra a Globalização Neoliberal!
Pelo menos é assim que eu o vejo. Quem quiser elucidar-me, contradizer-me, não hesite em fazê-lo já, ou logo que se sinta mais esclarecido, ou tenha uma opinião mais racional do que esta...
Etiquetas:
Greve do Patronato
domingo, 8 de junho de 2008
Premiar emigrantes com talento
Num momento em que a generalidade dos portugueses está afectada por uma espécie de loucura com o Euro 2008 e a reagir de forma intensa à vitória sobre a selecção turca, não devemos deixar passar de lado o facto significativo de hoje serem distinguidos 12 portugueses de entre 36 nomeados emigrantes e lusodescendentes, muitos ainda jovens. É a segunda edição de Prémios Talento.
Uma das nomeadas na categoria Humanidades é Ana Paula Lopes, que é a primeira mulher presidente da Orquestra Sinfónica de Toronto. Ela reconhece que "a orquestra é uma organização de elite", e sublinha "mas ninguém pensa se sou portuguesa ou não".
Os 36 nomeados distribuem-se por 12 categorias: Artes do Espectáculo, Artes Visuais, Associativismo, Ciência, Comunicação Social, Desporto, Divulgação da Língua Portuguesa, Empresarial, Humanidades, Literatura, Política e Profissões Liberais. Cada categoria tem três nomeados que foram seleccionados entre 270 candidaturas, havendo, para cada distinção, um júri específico.
Os prémios são organizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Os vencedores recebem um troféu, "num gesto de reconhecimento pelo seu trabalho", como explica fonte da Secretaria de Estado. Esta cerimónia é uma excepção, num país que se esquece vezes demais da enorme comunidade portuguesa que está espalhada pelo mundo. E também não incentiva publicamente, como seria desejável, os talentos dentro de portas.
A comprovar o prazer sentido nesta notícia, junta-se uma lista de artigos aqui publicados em que se salienta a conveniência de premiar o mérito de jovens que se distinguem em algo de positivo para um futuro melhor de Portugal, isto é, dos portugueses. Sempre este espaço apoiou que incentivos como este são de inegável importância para o nosso desenvolvimento.
- Jovens excepcionais
- Jovens válidos são esperança para o País
- A política não é atractiva
- Cavaco, Jovens e a democracia
- Investigador português recebe prémio no Canadá
- O capital humano precisa de motivação
- Francisco Veloso recebe prémio internacional
- Filipe Valeriano, Português que sobressai
- Cientistas portugueses em destaque internacional
- Jovens cientistas portugueses
- Jovens com prémios científicos internacionais
Uma das nomeadas na categoria Humanidades é Ana Paula Lopes, que é a primeira mulher presidente da Orquestra Sinfónica de Toronto. Ela reconhece que "a orquestra é uma organização de elite", e sublinha "mas ninguém pensa se sou portuguesa ou não".
Os 36 nomeados distribuem-se por 12 categorias: Artes do Espectáculo, Artes Visuais, Associativismo, Ciência, Comunicação Social, Desporto, Divulgação da Língua Portuguesa, Empresarial, Humanidades, Literatura, Política e Profissões Liberais. Cada categoria tem três nomeados que foram seleccionados entre 270 candidaturas, havendo, para cada distinção, um júri específico.
Os prémios são organizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Os vencedores recebem um troféu, "num gesto de reconhecimento pelo seu trabalho", como explica fonte da Secretaria de Estado. Esta cerimónia é uma excepção, num país que se esquece vezes demais da enorme comunidade portuguesa que está espalhada pelo mundo. E também não incentiva publicamente, como seria desejável, os talentos dentro de portas.
A comprovar o prazer sentido nesta notícia, junta-se uma lista de artigos aqui publicados em que se salienta a conveniência de premiar o mérito de jovens que se distinguem em algo de positivo para um futuro melhor de Portugal, isto é, dos portugueses. Sempre este espaço apoiou que incentivos como este são de inegável importância para o nosso desenvolvimento.
- Jovens excepcionais
- Jovens válidos são esperança para o País
- A política não é atractiva
- Cavaco, Jovens e a democracia
- Investigador português recebe prémio no Canadá
- O capital humano precisa de motivação
- Francisco Veloso recebe prémio internacional
- Filipe Valeriano, Português que sobressai
- Cientistas portugueses em destaque internacional
- Jovens cientistas portugueses
- Jovens com prémios científicos internacionais
Etiquetas:
incentivar o mérito,
jovens com valor,
premiar o talento
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Apelo da Conferência de Estocolmo - IV Internacional
clicar na imagem para ampliar (fonte)Lettre de la
IVème Internationale
29 mai 2008
PRESENTATION
Nous publions ci-dessous un rapport général de la Conférence qui s’est tenue en Suède à Stockholm (voir Lettre n°230) le 25 mai 2008 ainsi que l’appel qui y a été adopté et qui est soumis à signature et prise de position dans tous les pays d’Europe :
(…)
« Si nous avions su,
nous n’aurions pas rejoint l’Union européenne ! »
Un ancien député social-démocrate suédois
Ancien député social-démocrate au Parlement suédois, Sören Wibe déclare : « Quand on a rejoint l’Union européenne en 1994, on nous avait fait de nombreuses promesses », précisant : « notamment celle de pouvoir conserver notre modèle social. Le commissaire européen Flynn nous l’avait même garanti dans un courrier ». Il poursuit : « Si nous avions su, nous n’aurions pas rejoint l’Union européenne ! Aujourd’hui, la Cour de justice décide que les règles de la libre circulation sont plus importantes que les règles de l’Europe sociale.
On ne peut rien changer tant qu’on ne se sera pas attaqué aux fondements, c'est-à-dire aux traités. On nous dit qu’il s’agit d’un problème d’interprétation mais, en réalité, c’est une tentative politique pour essayer de modifier la cible de la discussion ». Il ajoute : « Nous avons le pouvoir d’arrêter ce processus en mettant en avant une exigence : avant de ratifier le traité de Lisbonne, nous devons avoir la garantie que c’est à la nation de décider comment doit être régi le marché du travail en Suède ».
(…)
____________________________________________
Ce que le jugement européen voudrait entériner : « 10 à 14 heures de travail par jour, les salaires non-payés pendant 2 à 3 mois » (un travailleur letton émigré en Suède)
Gint Kaspers est un jeune travailleur letton, que la situation sociale dans son pays a poussé, comme des dizaines de milliers d’autres, à émigrer en Suède pour travailler sur les chantiers. Licencié parce qu’il avait contacté le syndicat pour se défendre, il est devenu un organisateur du syndicat : « Maintenant, je vais sur les chantiers pour organiser les travailleurs, pour leur faire connaître leurs droits. Les entreprises étrangères qui ne respectent pas les conventions collectives réduisent les travailleurs en esclavage : des journées de travail de 10 à 14 heures, des salaires non payés pendant 2 ou 3 mois, puis qui finissent dans la poche des patrons sous prétexte qu’ils fournissent des appartements de 2 ou 3 pièces où s’entassent jusqu’à 10 ouvriers. Que faut-il faire ? Nous appelons les ouvriers à rejoindre le syndicat et de plus en plus le font. Mais avec le jugement Laval, c’est une menace pour les conventions collectives suédoises, alors que c’est la chose la plus importante que nous devons défendre. »
Une délégation ouvrière à Bruxelles pour défendre la « cause commune des travailleurs de toute l’Europe » : retrait des jugements européens !
Sören Sordegaard est député au Parlement européen. Membre du « Mouvement populaire contre l’Union européenne » du Danemark, il témoigne devant la conférence : « J’ai été député pendant neuf ans au Parlement danois, et je peux vous dire qu’au Parlement européen un député n’a presque aucun droit. J’ai récemment déposé une résolution disant : « Le droit de grève doit relever des législations nationales et pas de celle de l’Union européenne ». Cette résolution a obtenu moins de 100 voix « pour », alors que plus de 600 députés européens ont voté contre. (…) Ils nous parlent d’Europe « plus sociale », « plus démocratique », mais dans un protocole contraignant, annexé au traité, en petits caractères, on retrouve la « concurrence libre et non faussée ». Or quand les syndicats suédois demandent, à juste titre, que la Convention collective suédoise soit appliquée dans une entreprise lettone, la concurrence est considérée comme faussée ».
II.- Extraits de l’Appel adopté
« Nous militants ouvriers, syndicaliste réunis le 25 Mai 2008 à Stockholm en réponse à l'appel lancé par des militants suédois et danois, avec l’Entente internationale des travailleurs et des peuples, dans une conférence internationale pour l'abrogation du jugement de la cour Européenne de justice dans l'affaire Laval/Vaxholm, nous déclarons : (…) Impossible d’accepter les jugements iniques de la Cour européenne de justice dans les affaires Laval, Viking Lines et Ruffert !
Car accepter cela, ce serait accepter la liquidation de la Lex Britannica et les conventions collectives arrachées par le mouvement ouvrier et qui fondent l’existence même du mouvement ouvrier en Suède. (…)
Les initiateurs de cet appel ne partagent pas nécessairement le même point de vue sur la légitimité des institutions de l’Union européenne, mais tous nous disons : nous dénions le droit à l’Union européenne et à sa Cour de justice de briser ce que nos organisations ouvrières ont arraché par leur combat pendant plus d’un siècle !
C'est pourquoi nous lançons un appel au mouvement ouvrier d'Europe, nous irons à Bruxelles pour dire à l’Union européenne et à sa Cour de justice : les jugements Laval, Viking et Ruffert doivent être immédiatement abrogés !
Nous décidons de constituer une délégation qui ira à Bruxelles, où, avec nos camarades suédois, nous exigerons d'être reçus par les autorités de la Commission européenne, pour leur dire : « nous vous dénions le droit de remettre en cause les droits et garanties arrachées par les organisations ouvrières en Suède et dans n’importe quel pays »
En défendant les droits de nos camarades suédois, nous forgeons la véritable union des travailleurs et des peuples de toute l'Europe, dans l'action commune pour la défense commune de nos droits ouvriers sous la forme où ils ont été arrachés dans chaque pays, contre un ennemi commun qui veut les détruire.
« Nous militants ouvriers, syndicaliste réunis le 25 Mai 2008 à Stockholm en réponse à l'appel lancé par des militants suédois et danois, avec l’Entente internationale des travailleurs et des peuples, dans une conférence internationale pour l'abrogation du jugement de la cour Européenne de justice dans l'affaire Laval/Vaxholm, nous déclarons : (…) Impossible d’accepter les jugements iniques de la Cour européenne de justice dans les affaires Laval, Viking Lines et Ruffert !
Car accepter cela, ce serait accepter la liquidation de la Lex Britannica et les conventions collectives arrachées par le mouvement ouvrier et qui fondent l’existence même du mouvement ouvrier en Suède. (…)
Les initiateurs de cet appel ne partagent pas nécessairement le même point de vue sur la légitimité des institutions de l’Union européenne, mais tous nous disons : nous dénions le droit à l’Union européenne et à sa Cour de justice de briser ce que nos organisations ouvrières ont arraché par leur combat pendant plus d’un siècle !
C'est pourquoi nous lançons un appel au mouvement ouvrier d'Europe, nous irons à Bruxelles pour dire à l’Union européenne et à sa Cour de justice : les jugements Laval, Viking et Ruffert doivent être immédiatement abrogés !
Nous décidons de constituer une délégation qui ira à Bruxelles, où, avec nos camarades suédois, nous exigerons d'être reçus par les autorités de la Commission européenne, pour leur dire : « nous vous dénions le droit de remettre en cause les droits et garanties arrachées par les organisations ouvrières en Suède et dans n’importe quel pays »
En défendant les droits de nos camarades suédois, nous forgeons la véritable union des travailleurs et des peuples de toute l'Europe, dans l'action commune pour la défense commune de nos droits ouvriers sous la forme où ils ont été arrachés dans chaque pays, contre un ennemi commun qui veut les détruire.
Nous appelons tous les travailleurs, tous les syndicalistes, toutes les organisations d’Europe à prendre position :
« Obtenir l’abrogation des jugements de la Cour européenne (Laval, Viking, Ruffert), défendre la Lex Britania et les conventions collectives, c’est empêcher que de tels jugements se reproduisent dans d’autres pays, c’est protéger, dans chacun de nos pays, les droits et garanties arrachés par nos organisations ouvrières et protégés par les conventions de l’OIT, notamment la convention 94 »
Les participants décident de faire le compte-rendu de cette conférence dans le mouvement ouvrier de chaque pays. Informés de la tenue de la conférence internationale en défense des conventions de l’OIT, organisée par l’Entente internationale des travailleurs et des peuples, le 7 juin prochain, ils décident d’y mandater une délégation pour y faire le compte-rendu. »
« Obtenir l’abrogation des jugements de la Cour européenne (Laval, Viking, Ruffert), défendre la Lex Britania et les conventions collectives, c’est empêcher que de tels jugements se reproduisent dans d’autres pays, c’est protéger, dans chacun de nos pays, les droits et garanties arrachés par nos organisations ouvrières et protégés par les conventions de l’OIT, notamment la convention 94 »
Les participants décident de faire le compte-rendu de cette conférence dans le mouvement ouvrier de chaque pays. Informés de la tenue de la conférence internationale en défense des conventions de l’OIT, organisée par l’Entente internationale des travailleurs et des peuples, le 7 juin prochain, ils décident d’y mandater une délégation pour y faire le compte-rendu. »
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Na crise é preciso optimismo
Julgo interessante deixar aqui alguns excertos da conferência do economista Daniel Bessa proferida nos «Encontros Millenium» em Castelo Branco, por estimularem as reflexões sobre a forma de sair da crise actual. O link permite aos mais interessados ler mis sobre o tema.
- «só há uma maneira de crescer: é exportar».
- «o pessimismo é o pior dos pontos de partida","não se pode gerir uma empresa com pessimismo».
- "Num país tão pequeno e aberto, temos que investir para exportar, exportar para criar emprego e assim permitir que as condições de vida melhorem. Foi isso que não fizemos durante anos»
- «Portugal poupa pouco, o Estado gasta muito, as famílias têm um nível de vida muito elevado, as empresas têm dificuldades em reter o cash-flow e os lucros»
- «Portugal vive acima das suas posses», tendo baseado durante anos o seu crescimento no consumo interno, uma «factura que estava ainda por pagar».
- A dívida da banca é um dos «grandes problemas» que afectam o país, «esses 30 milhões de euros que por dia saem da banca para pagar o excesso de importações sobre as exportações». Por isso, «o endurecimento das condições de crédito (que veio para ficar)», e que tanto afectam particulares como empresas, «é uma atitude prudente».
- «pela primeira vez, o nosso crescimento depende de nós». São «jóias da coroa» algumas médias empresas, «saídas do meio da tabela», que se têm destacado no contexto nacional, viradas para a exportação e que crescem entre 20% a 30% ao ano e que há poucos anos ainda não eram conhecidas.
- Estas, e outras empresas saídas do meio tecnológico e universitário, são «um sinal positivo e a via estreita para a recuperação» que, no entanto, «já é tarde, pois deveria ter começado há dez ou 15 anos», quando Portugal viveu uma época de euforia de 1985 até 2000. Hoje, «a situação é mais difícil do que nunca, mas não temos direito de nos rendermos».
- «só há uma maneira de crescer: é exportar».
- «o pessimismo é o pior dos pontos de partida","não se pode gerir uma empresa com pessimismo».
- "Num país tão pequeno e aberto, temos que investir para exportar, exportar para criar emprego e assim permitir que as condições de vida melhorem. Foi isso que não fizemos durante anos»
- «Portugal poupa pouco, o Estado gasta muito, as famílias têm um nível de vida muito elevado, as empresas têm dificuldades em reter o cash-flow e os lucros»
- «Portugal vive acima das suas posses», tendo baseado durante anos o seu crescimento no consumo interno, uma «factura que estava ainda por pagar».
- A dívida da banca é um dos «grandes problemas» que afectam o país, «esses 30 milhões de euros que por dia saem da banca para pagar o excesso de importações sobre as exportações». Por isso, «o endurecimento das condições de crédito (que veio para ficar)», e que tanto afectam particulares como empresas, «é uma atitude prudente».
- «pela primeira vez, o nosso crescimento depende de nós». São «jóias da coroa» algumas médias empresas, «saídas do meio da tabela», que se têm destacado no contexto nacional, viradas para a exportação e que crescem entre 20% a 30% ao ano e que há poucos anos ainda não eram conhecidas.
- Estas, e outras empresas saídas do meio tecnológico e universitário, são «um sinal positivo e a via estreita para a recuperação» que, no entanto, «já é tarde, pois deveria ter começado há dez ou 15 anos», quando Portugal viveu uma época de euforia de 1985 até 2000. Hoje, «a situação é mais difícil do que nunca, mas não temos direito de nos rendermos».
Etiquetas:
crise e optimismo,
exportar
A FOSSA

Portugal está a viver acimas das suas possibilidades, a verdade tem que ser dita.
E quem o diz é a OCDE, que prevê ainda um maior empobrecimento do país com as poupanças das famílias a baixarem pelo quarto ano consecutivo e com a escalada do desemprego que irá atingir os 8%.
E quem o diz é a OCDE, que prevê ainda um maior empobrecimento do país com as poupanças das famílias a baixarem pelo quarto ano consecutivo e com a escalada do desemprego que irá atingir os 8%.
Segundo a mesma fonte, o país continuará a viver acima das possibilidades nos próximos anos, sendo o segundo país da OCDE, a seguir à Grécia, com o maior défice externo, ou seja, Portugal consome mais do que produz.
Este ano o consumo cresce apenas 1,4%, estancado pelas altas taxas de juro e com a dívida das famílias portuguesas à banca a ultrapassar os 30% do rendimento anual.
O contributo do comércio externo para o crescimento da economia será negativo, já que as importações tenderão a crescer em relação às exportações.
Em suma, o crescimento da economia portuguesa deverá cifrar-se em 1,6%, muito abaixo das previsões de Dezembro do ano transacto e abaixo da Zona Euro, sendo que a tendência será a de continuar a divergir da Europa no futuro.
Concluindo, nos próximos anos não se auguram melhoras auspiciosas para os portugueses e, ao contrário do que alguns criadores de marketing nos querem fazer crer, a tendência será a da agudização do fosso que nos separa da Europa.
Neste momento poderá até afirmar-se que vivemos no país da FOSSA. Para além do fosso externo, temos que lidar também com o fosso interno, ou seja, aquele que separa os ricos dos pobres, que é, como se sabe, também o maior da Europa.
Etiquetas:
FOSSO SOCIAL E ECONÓMICO
IDEIAS PARA A ALTERNATIVA (PARTE III)
ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E LABORAL
Além do crescente desencanto com os políticos profissionais, na democracia representativa a opinião do Povo só é consultada uma vez a cada quatro anos. E após serem eleitos, os políticos tradicionais podem agir praticamente como bem entenderem, até a próxima eleição.
Essa separação em castas de governantes e governados faz com que os políticos estejam mais atentos às suas próprias vontades e vontades de outros poderes que não aquele que emana da eleição popular, como por exemplo o económico. O político ocupa uma posição que foi criada pela delegação de um poder que não lhe pertence de facto, mas apenas de direito. Entretanto, ele age como se o poder delegado fosse dele, e não do eleitor. Isso torna a sua vontade susceptível a todo tipo de negociatas das quais ele possa extrair mais poder, seja em forma de aliados políticos ou em forma de capital.
O fim da casta de políticos tornaria o jogo político-social mais intenso, com discussões verdadeiramente produtivas mobilizando a sociedade, pois atribuiria ao voto um valor inestimável, uma vez que pela vontade do povo questões de interesse próprio seriam decididas (imaginem o fervor que surgiria nas semanas que antecederiam uma votação a favor ou contra o aumento do salário mínimo, integração europeia, tratado de Lisboa, etc.).
Escreveu Kropotkin no seu livro “A Conquista do Pão”
“haverá um dia em que o sistema económico será baseado em trocas de bens e serviços e na cooperação voluntária entre todos os cidadãos. Desta forma, seria possível produzir riqueza suficiente para satisfazer as necessidades de todos, trabalhando-se apenas cinco horas por dia durante a idade adulta e deixando o resto do dia livre para a satisfação pessoal”. Segundo ele, o capitalismo, sendo baseado na competição, é o responsável pela má distribuição de recursos e sua consequente escassez.
Se reparar-mos é o que acontece nos países desenvolvidos do norte da Europa, onde a Noruega é um bom exemplo.
Quando um organismo é administrado pelos seus participantes em regime de democracia directa chama-se AUTOGESTÃO. Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os trabalhadores participam das decisões administrativas em igualdade de condições. Em geral, os trabalhadores são os proprietários da empresa auto-gestionada. Não confundir com controle operário, que mantém a hierarquia e o controle externo do organismo (ou da fábrica) a algum organismo ou instância superior (como um partido político por exemplo). Os conceitos de autogestão costumam variar de acordo com a posição política ou social de determinado grupo. O conceito de autogestão caracteriza-se por eliminar a hierarquia e os mecanismos capitalistas de organização envolvidos. Já os conceitos de controle operário mantém os mecanismos tradicionais de organização capitalista.
continua
Etiquetas:
Alternativa,
Auto-gestão,
Democracia-directa,
Socialismo
Fome, combustíveis, agricultura
Estão reunidos em Roma 191 representantes dos países membros das Nações Unidas durante três dias para discutir a subida dos preços dos alimentos e as dramáticas consequências que afectarão mais violentamente os países mais pobres.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, sublinhou aos participantes da reunião extraordinária da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução mais simples para responder ao previsível aumento da procura será o aumento da produção mundial de alimentos de 50% até 2030. E salientou que estamos perante uma "oportunidade histórica para revitalizar a agricultura". É a forma mais positiva de reagir à escalada dos preços das matérias-primas agrícolas e ao aumento dos custos de produção - em especial devido aos recordes dos combustíveis. E é a prova de um grande erro cometido pela EU, ao ter reduzido e condicionado a nossa agricultura. Será desejável que a Europa aprenda a trabalhar com coerência e boa estratégia para conquistar uma posição de liderança e de exemplo no mundo.
Segundo os números da FAO, a actual crise provocou situações de fome em perto de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. A emergência do actual contexto foi de tal maneira traumatizante e resultou em que a maior parte dos principais responsáveis políticos fizesse questão de estar em Roma durante o encontro.
A FAO avançou com algumas sugestões para aliviar o peso da crise actual. E o seu director, Jacques Diouf, numa chamada ao bom senso e ao realismo, declarou que "se os países em vias de desenvolvimento tivessem investido na agricultura o que gastaram em armas, o problema alimentar estaria neste momento resolvido". Ban Ki-Moon, no discurso de abertura, não hesitou em criticar os presentes, dizendo que "os governos puseram de lado decisões muito difíceis, nestes últimos tempos, e subestimaram a necessidade de investimentos na agricultura. Hoje, o mundo inteiro paga um preço demasiado alto". Mais claro não pode ser quanto à falta de capacidade e ao mau desempenho dos políticos actuais que não sabem sintonizar-se com a construção de um bom futuro para os seus cidadãos e para o mundo.
O presidente do Brasil, Lula da Silva, referindo-se aos mais de 800 milhões de pessoas que em todo o mundo, em cada noite, se deitam sem jantar, propôs encontros anuais entre países desenvolvidos e outros em vias de desenvolvimento como forma de arranjar novas fontes de recursos de financiamentos. Seria bom que tal intenção se tornasse realidade, para evitar uma catástrofe humanitária e social
Apontando o dedo aos subsídios agrícolas nos países industrializados, o presidente brasileiro solicitou a sua eliminação total, acrescentando que "é preciso evitar que a culpa do preço dos alimentos recaia e afecte os mais pobres". "Subsídios provocam dependência, quebram sistemas inteiros de produção, e provocam fome e pobreza onde poderia existir prosperidade. A verdadeira segurança alimentar deve ser global e baseada na cooperação". Os subsídios impedem o comércio internacional e a livre concorrência, fechando a exportação de países pobres que disporiam de excesso. Mas, na realidade a produção nesses países, mercê desses apoios, torna-se impossível por os Países ricos ali colocarem produtos mais baratos do que custaria a produção local. O ideal seria apoiar esta, para as populações locais deixarem de ter carências graves.
Segundo Jacques Diouf, director-geral da FAO, o momento é de acção rápida, pois "não há mais tempo para conversas, a instabilidade climática e os desastres dos últimos anos, provocam anualmente 262 milhões de vítimas de calamidades naturais, dos quais 98% vive em países em desenvolvimento".
O director geral da FAO, indicou que o mundo, em 2006, gastou 1,2 mil de dólares em armamento, enquanto se estragou comida no valor de 100 mil milhões de dólares. E o excesso de consumo por pessoas obesas chegou a 20 mil milhões a nível mundial. Isto denuncia incapacidade e incoerência dos responsáveis mundiais.
Também José Luís Zapatero, chefe do Governo espanhol, afirmou que "as instituições internacionais não têm sabido dar resposta às emergências económicas e sociais destes últimos anos". E considerou fundamental para a defesa da agricultura, "ajudar os pequenos agricultores criando condições que hoje não existem".
José Luís Zapatero, referiu que "as instituições internacionais não têm sabido dar resposta às emergências económicas e sociais destes últimos anos". E considerou fundamental para a defesa da agricultura, "ajudar os pequenos agricultores criando condições que hoje não existem".
Enfim, não parece ser necessário dizer muito mais para definir a doença. É, agora, imperioso que seja decidida a terapia e que os políticos de todo o mundo sejam capazes de a aplicar com eficiência, para bem da humanidade. E as grandes empresas económicas devem não esquecer que sem essa humanidade com boas condições de vida e poder de compra não conseguem fazer um nível de negócio d+suficiente para continuarem a operar. O desenvolvimento equilibrado com a justiça social será proveitoso para todos.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, sublinhou aos participantes da reunião extraordinária da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) que a solução mais simples para responder ao previsível aumento da procura será o aumento da produção mundial de alimentos de 50% até 2030. E salientou que estamos perante uma "oportunidade histórica para revitalizar a agricultura". É a forma mais positiva de reagir à escalada dos preços das matérias-primas agrícolas e ao aumento dos custos de produção - em especial devido aos recordes dos combustíveis. E é a prova de um grande erro cometido pela EU, ao ter reduzido e condicionado a nossa agricultura. Será desejável que a Europa aprenda a trabalhar com coerência e boa estratégia para conquistar uma posição de liderança e de exemplo no mundo.
Segundo os números da FAO, a actual crise provocou situações de fome em perto de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. A emergência do actual contexto foi de tal maneira traumatizante e resultou em que a maior parte dos principais responsáveis políticos fizesse questão de estar em Roma durante o encontro.
A FAO avançou com algumas sugestões para aliviar o peso da crise actual. E o seu director, Jacques Diouf, numa chamada ao bom senso e ao realismo, declarou que "se os países em vias de desenvolvimento tivessem investido na agricultura o que gastaram em armas, o problema alimentar estaria neste momento resolvido". Ban Ki-Moon, no discurso de abertura, não hesitou em criticar os presentes, dizendo que "os governos puseram de lado decisões muito difíceis, nestes últimos tempos, e subestimaram a necessidade de investimentos na agricultura. Hoje, o mundo inteiro paga um preço demasiado alto". Mais claro não pode ser quanto à falta de capacidade e ao mau desempenho dos políticos actuais que não sabem sintonizar-se com a construção de um bom futuro para os seus cidadãos e para o mundo.
O presidente do Brasil, Lula da Silva, referindo-se aos mais de 800 milhões de pessoas que em todo o mundo, em cada noite, se deitam sem jantar, propôs encontros anuais entre países desenvolvidos e outros em vias de desenvolvimento como forma de arranjar novas fontes de recursos de financiamentos. Seria bom que tal intenção se tornasse realidade, para evitar uma catástrofe humanitária e social
Apontando o dedo aos subsídios agrícolas nos países industrializados, o presidente brasileiro solicitou a sua eliminação total, acrescentando que "é preciso evitar que a culpa do preço dos alimentos recaia e afecte os mais pobres". "Subsídios provocam dependência, quebram sistemas inteiros de produção, e provocam fome e pobreza onde poderia existir prosperidade. A verdadeira segurança alimentar deve ser global e baseada na cooperação". Os subsídios impedem o comércio internacional e a livre concorrência, fechando a exportação de países pobres que disporiam de excesso. Mas, na realidade a produção nesses países, mercê desses apoios, torna-se impossível por os Países ricos ali colocarem produtos mais baratos do que custaria a produção local. O ideal seria apoiar esta, para as populações locais deixarem de ter carências graves.
Segundo Jacques Diouf, director-geral da FAO, o momento é de acção rápida, pois "não há mais tempo para conversas, a instabilidade climática e os desastres dos últimos anos, provocam anualmente 262 milhões de vítimas de calamidades naturais, dos quais 98% vive em países em desenvolvimento".
O director geral da FAO, indicou que o mundo, em 2006, gastou 1,2 mil de dólares em armamento, enquanto se estragou comida no valor de 100 mil milhões de dólares. E o excesso de consumo por pessoas obesas chegou a 20 mil milhões a nível mundial. Isto denuncia incapacidade e incoerência dos responsáveis mundiais.
Também José Luís Zapatero, chefe do Governo espanhol, afirmou que "as instituições internacionais não têm sabido dar resposta às emergências económicas e sociais destes últimos anos". E considerou fundamental para a defesa da agricultura, "ajudar os pequenos agricultores criando condições que hoje não existem".
José Luís Zapatero, referiu que "as instituições internacionais não têm sabido dar resposta às emergências económicas e sociais destes últimos anos". E considerou fundamental para a defesa da agricultura, "ajudar os pequenos agricultores criando condições que hoje não existem".
Enfim, não parece ser necessário dizer muito mais para definir a doença. É, agora, imperioso que seja decidida a terapia e que os políticos de todo o mundo sejam capazes de a aplicar com eficiência, para bem da humanidade. E as grandes empresas económicas devem não esquecer que sem essa humanidade com boas condições de vida e poder de compra não conseguem fazer um nível de negócio d+suficiente para continuarem a operar. O desenvolvimento equilibrado com a justiça social será proveitoso para todos.
Etiquetas:
agricultura,
Combustíveis,
FAO,
fome
Subscrever:
Mensagens (Atom)

