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quinta-feira, 18 de março de 2010

Polícias Continuam a Assassinar
Os Culpados Continuam à Solta

É um assunto que foi largamente abordado no Blog do Leão Pelado há cerca de dois anos e meio e que provocou fortes reacções da parte de alguém que defende o que está mal, um verdadeiro português moderno, ainda que não seja um jovem. Como tudo que vai mal no país, nada mudou desde então; ou melhor, é um caso que se tem agravado contínua e progressivamente por nada ter sido feito para o travar.

Como exposto nos dois artigos sobre o assunto – nos links abaixo mencionados – a polícia, sem treino nem preparação apropriados, continua incapaz de falar com os cidadãos, age desmioladamente em casos críticos, põe-se aos tiros desorientadamente e sem qualquer motivo. Não obstante, até ao presente, os sindicatos limitam-se a exigências estúpidas e desnecessárias. Faz lembrar as idênticas exigências dos sindicatos dos trabalhadores desde as suas primeiras greves de há décadas.

Estes exigiam aumentos de uns tostões e deixaram completamente em branco a questão que lhes manteria o emprego e garantiria um ganha-pão por muito mais tempo. Agora, aguentem-se com o desemprego, já que descuraram o assunto na devida altura. Aguentem-se também com ordenados de trabalhadores ineptos.

Os sindicatos nunca reclamaram uma preparação e modernização permanentes da mão-de-obra, como aconteceu nos países que hoje têm menos desemprego e que, com uma mão-de-obra altamente especializada e qualificada fabricam produtos de alto valor, produzem mais e melhor trabalhando menos tempo, vendem mais caro, ganham mais e vivem melhor. Os sindicatos nacionais instruíram os trabalhadores a produzir o mínimo possível, a dormir e conversar no emprego. Arruinaram assim as empresas, elas já de si mesmas incompetentes pela mesma falta de adaptação e modernização devido ao mau uso e ao roubo dos fundos europeus pelos governos do Cavaco, destinados à modernização indispensável à concorrência internacional.

Que os trabalhadores agora na ruína e na miséria agradeçam aos sindicatos pelo modo adequado que têm defendido os seus interesses através dos anos. Recolham agora os frutos.

Embora isto seja evidente, não parece que as mentalidades atrasadas o tenham compreendido nem que outros oportunistas continuem a aproveitar-se. Com os sindicatos da polícia tudo se tem passado idêntico de modo equivalente. Neste caso, no que respeita à PSP e à GNR. A vida dos agentes tem sido progressivamente tornada impossível por regulamentos e regras marteladas por incompetentes, enquanto a sua formação profissional, psicológica e de como agir sobre o terreno têm sido completamente descuradas por todos os governos de corruptos incompetentes, os quais em lugar de tomarem as medidas necessárias se põem a elogiar as acções dos agentes incapazes por um lado, por outro a reclamar «mais polícias na rua», sic.

Os discursos do género dos do aborto monstruoso de falsidade sacana que é o ministro do interior e do impostor-mor do Portas, dão muito mais votos do que cumprirem o dever de formar uma polícia apta, capaz, civilizada e eficiente no desempenho das suas funções. Que soubesse trabalhar, dirigir-se aos cidadãos, fazer-se respeitar pelo exemplo, cumprisse o seu dever e servisse a nação. Jamais esquecer de que a polícia é para entregar os procurados e presumíveis criminosos à justiça e não para julgar, condenar e assassinar – para isso existem os tribunais, mesmo que até estes estejam cheios de incompetentes. Jamais esquecer que a polícia só deve utilizar qualquer arma em defesa própria.

Entretanto, os citados imbecis corruptos fazem literalmente a vida negra aos agentes que andam pelas ruas após os terem transformado em bandos de pistoleiros assassinos.

Os agentes são condenados pelos crimes que cometem assassinando cidadão, enquanto os verdadeiros culpados, aqueles que provocaram esses crimes e os tornaram possíveis por serem eles os autênticos criminosos, continuam impunes, a pavonear-se em liberdade e a anestesiar a população com os seus discursos de banha da cobra. Atire-se com esses sacos de podridão para uma masmorra escura e húmida, condenados a trabalhos forçados do tipo do Séc. XIX.

Alguém já ouviu também algum jornaleiro desinformador tocar no assunto objectivamente, citando a origem destes assassínios?

Veja-se como a situação já era bem visível há cerca de dois anos e meio, quando os sintomas, então já antigos, se começaram a transformar em problemas reais:

O Procedimento da Polícia – Parte I
O Procedimento da Polícia – Parte II

sábado, 30 de agosto de 2008

Reforma do regime é necessária e urgente

Independentemente de ideologias, temos que concordar que Portugal tem vindo a ser mal governado e, para evitar um colapso dramático, é imperioso implementar mudanças estruturais no regime. Isto já não se resolve com mudanças de pessoas, ou de partidos, mas sim com um pacto de regime com um código de conduta assinado por todos os partidos em que fiquem bem claros princípios de comportamento dos governantes e das oposições.

Por exemplo, há que reduzir ao mínimo, em casos bem definidos, as nomeações por critérios de «confiança política», sem concurso público, destinadas apenas a favorecer os amigos do clã. Tais nomeações, não tendo em conta as competências, têm delapidado os dinheiros públicos e arrastado o País para uma crise crónica de difícil cura. O concurso público, com condições bem definidas, privilegia as competências e permite admitir os melhores cérebros do País, independentemente da família ou da terra de nascimento. O facto de poderem ser de partido diferente é superado por «contrato por tarefas», em que o admitido se compromete, por escrito, a realizar as tarefas fixadas segundo método pré-definido, com isenção e rigor, e em caso de infringir este compromisso, passa a poder ser demitido com justa causa. Em caso de a evolução do serviço tornar convenientes outras tarefas, o compromisso receberá um aditamento.

Há também que restabelecer a confiança do povo nos seus representantes, com base nas acções honestas destes, em benefício dos interesses nacionais, com preocupações de poupança de recursos e de aumento de eficácia.

Impõe-se uma drástica redução da quantidade de assessores bem como dos contratos para «estudos» feitos com amigos partidários que só têm a finalidade de enriquecer os «compadres». Gastam-se milhões de euros em «estudos» encomendados para justificar uma decisão tomada por palpite. E, para dar mais aspecto de razão encomendam-se outros pareceres com igual finalidade a outros compadres. Vantagem só há para a bolsa desses «especialistas» amigalhaços. E o contribuinte pagou os impostos e vê que nada melhora porque o dinheiro é desbaratado nestas «brincadeiras».

Nesse código deve também constar a preocupação de reduzir os custos de funcionamento da máquina administrativa, em instalações, equipamentos de escritório e de transporte, mordomias, etc.

Com um tal código de conduta, o regime tornar-se-á mais honesto e eficaz na busca dos mais altos objectivos nacionais e, logicamente, o País poderá começar a desenvolver-se de forma séria e sustentável.

Além desse pacto assinado por todos os partidos com assento na AR, os grandes investimentos que produzam efeitos para além da legislatura actual, devem merecer a aprovação da oposição, a fim de que, se houver mudança de partido no Governo, os projectos continuem a ser realizados.

Com este esquema devidamente aprofundado e honrado por todos, os políticos passarão a merecer a confiança dos eleitores e os esforços serão orientados para bem de Portugal e não teremos recursos esbanjados em benefício de políticos corruptos, à procura de «tachos dourados», de «reformas múltiplas e milionárias» e de «enriquecimento ilegítimo».