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terça-feira, 6 de outubro de 2009

A POLÍTICA DOS POLÍTICOS

A política portuguesa é fraca porque os protagonistas também o são. Disso estamos todos (ou quase) de acordo. Aliás, a mesma mediocridade também se vislumbra nos comentadores políticos (alguns na procura de tacho) e/ou nos políticos comentadores, parece a mesma coisa mas não é. A "crise" de "vocações" estende-se por tabela aos inquilinos do Palácio de Belém, onde, de aspirantes a palhaços, a ditadorzinhos falhados, tudo ou quase tudo tem passado por lá. Os últimos episódios protagonizados pelo Presidente da República de tão degradantes e sem conteúdo são a prova disso mesmo, falta de sensibilidade democrática e pior que tudo, incompetência. O mesmo se aplica ao primeiro ministro, arrogante antes, pimpolho agora, falta-lhe sensibilidade e competência, falta-lhe saber ouvir, saber viver em democracia, Sócrates dava um bom seguidor do marcelismo, com a sua prosapia de feirante, nada fica a dever a Paulo Portas, antes pelo contrário. Dos restantes é um enorme vazio de ideias e soluções, onde Ferreira Leite se destaca pelo negativismo e pelo cheirinho a primavera marcelista, aqui era uma boa acompanhante para Sócrates. Louçã é um coquete, herdeiro da alta-burguesia urbana, que tal como outros se refugiaram no Trotskismo para afagar as máguas da sua fraca existência. Jerónimo de Sousa talvez mais "genuíno" que Cunhal ou Carvalhas, mas sem a coragem do primeiro e a inteligência do segundo, tenta remar contra a maré do neo-liberalismo, apontado sempre os mesmos culpados, repetindo as mesmas frases, sem saber por vezes muito bem o que afirma, e, um enorme erro de estratégia, nunca apontar erros para dentro, para ele o partido é imaculado, o (partido) nunca se engana e nunca tem dúvidas, esquecendo-se porém que por vezes estão lá dentro os problemas. Paulo Portas é o "legítimo" herdeiro do conservadorismo e do saudosismo anterior a Abril de 1974, para além de ser um demagogo. Portas é apoiado pela grande burguesia que Cavaco alimentou enquanto primeiro ministro e que gostava de apaparicar, para além de o financiar quer em campanhas eleitorais, quer de outra natureza, (as obras megalómanas alguém as construiu, as empresa por ele privatizadas tinham destino certo, etc), Portas é o seu seguidor. Portas exterioriza demagogia pura, é um político hábil e sem escrúpulos, se fosse possível enganava-se a si próprio.

# Ferroadas

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Freeport : Sondagem da Univ. Católica

A maioria não é assim tão burra que vá outra vez votar em Sócrates (embora isto seja tudo gente “sem simpatia partidária”, ou seja talvez nesse dia nem vão votar!)

(Gente sem simpatia partidária é gente com quem os partidos não simpatizam ou é gente que não simpatiza com os partidos?)

Em suma: é uma sondagem, vale o que vale, mas não deixa de ser curioso que destes ainda haja 42% que roça com o dedo na ferida. Eu diria antes a actuação negativa da Justiça portuguesa, que a meu ver é o mais grave e perigoso que ressalta de mais este caso Freeport. Mas nada de que não suspeitássemos, não é verdade?

Resultados da Sondagem sobre o caso Freeport

A sondagem da U. Católica sobre o caso Freeport saiu hoje no JN. Alguns dados interessantes podem ser apurados, destacando-se a mossa que o caso está a ter na imagem do primeiro-ministro, nomeadamente entre os eleitores sem qualquer simpatia partidária.

- 61% dos inquiridos acha que Sócrates deixou coisas por esclarecer (65% dos quais não possui qualquer simpatia partidária);
- 43% dos inquiridos acredita que houve favorecimento no licenciamento do Freeport (47% dos quais não possui qualquer simpatia partidária);
- 31% dos inquiridos afirma que a sua opinião sobre José Sócrates piorou (31% dos quais não possui qualquer simpatia partidária).

De destacar também que 42% avalia negativamente a actuação das autoridades judiciais, 38% concorda com a existência de uma “campanha negra” e 44 % avalia positivamente a actuação da comunicação social.

Sondagem retirada do blogue Activismo de Sofá

domingo, 22 de junho de 2008

Um primeiro-ministro incomodado

Parece-me notório que o primeiro-ministro José Sócrates tem muita dificuldade em governar em regime democrático. Já quando era ministro do Ambiente no governo de António Guterres quis impor - e conseguiu - o método da co-incineração dos resíduos tóxicos em cimenteiras localizadas no nosso território, perto de localidades ou no meio de Parques Naturais. Mas, nessa altura, não passava de um simples ministro de um governo minoritário, que se explicava e fazia alianças através do seu primeiro-ministro.

Actualmente, é ele o primeiro-ministro e estes sintomas ditatoriais agravaram-se. Tomemos este exemplo bem significativo, ao qual demos destaque no Contracorrente, nesta notícia que publicámos, retirada do jornal Publico.pt. Ontem, José Sócrates recusou-se a comentar as críticas que tinham sido feitas pela presidente do PSD. Contudo não resistiu a afirmar que nos últimos três anos, ou seja, todos os que leva de governação, só tem havido da oposição "maledicência e "nenhuma proposta". Ora, no vocabulário português, "maledicência" significa "dizer mal". Mas... É evidente, se uma oposição dissesse bem, já não era oposição, não é verdade? Por outro lado, como é que se pode fazer oposição "sem propostas"? Em suma, estamos perante o permanente incómodo de um primeiro-ministro que foi eleito através de mecanismos próprios da democracia, mas que se dá mal com a prática do regime democrático.