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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A FALÊNCIA DO SISTEMA

O constante elevado abstencionismo, verificado em consecutivas eleições, começa a acentuar uma dúvida imperativa: será que estará em causa a legitimidade democrática representativa?

Caso a abstenção se mantenha teimosamente neste patamar (40%) ou venha a subir até níveis mais elevados (60, 70, 80%) em próximos actos eleitorais, como deverá ser entendida a mesma? Uma falência do sistema político vigente? E qual a marca que obrigará definitivamente a assumir-se o facto como tal e a necessidade de procurar formas alternativas a este sistema político podre de corrupção, oportunismo e chupismo, em que os cidadãos cada vez mais descrentes manifestam o seu descontentamento recusando-se sistematicamente em votar?

É altura de se começar a pensar seriamente no assunto e estudar formas práticas e alternativas ao sistema vigente. Uma delas seria a democracia directa, que traria inúmeras vantagens em comparação com a democracia parlamentar. De uma coisa livrar-nos-íamos certamente: de políticos que utilizam o “mandato” que o Povo lhes atribui, segundo eles legitimamente, para fazerem negociatas, alimentarem lóbis e compadrios e “governarem” a seu belo prazer os destinos de quem apenas se lhe pede para depositar o voto numa urna de 4 em 4 anos e nada mais.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A FALÊNCIA DO SISTEMA



Caminhamos a passos largos para a falência total do sistema vigente, adiada apenas através de mudanças de óleo pontuais que vão simplesmente prolongando a agonia e retardando o estertor final.

O sistema está podre, viciado, corrompido e pior do que isso, subsiste apenas por falta de alternativas imediatas. O motor propulsor que invariavelmente levará a uma substituição, por enquanto adiável, do mesmo, funciona ainda e apenas a umas 3000 rotações/minuto, tardando a atingir a “red-line” das 6000 rotações. Aí sim, a potência demolidora dos cavalos (horse-power) porá em marcha uma imparável revolução que será irreversível e esmagará a podridão que tem subsistido e engordado à custa do Povo.

Os sinais cada vez mais consistentes de que o fim do sistema se aproxima são-nos revelados por dados concretos e por manobras desesperadas de quem sempre viveu do sistema e com o sistema. Ironia do destino, serão precisamente esses sanguessugas que conduzirão os cidadãos a uma revolta inevitavel que os irá consumir e entregar às formigas.

O combustível que alimentará tal motor serão exactamente as chagas sociais criadas pela ambição desmedida de poder e ganância sem limites de dinheiro desses vampiros: desemprego, trabalho precário, injustiça social, pobreza, miséria.

Os indicadores económicos apontam para breve a insustentabilidade do subsídio de desemprego e das pensões de reforma. O aumento exponencial do desemprego e a consequente degradação social, que cada vez mais alargarão o fosso entre os mais ricos e os mais pobres acabarão por acender a ignição que porá o motor em marcha.

Preparemo-nos pois, que a hora não deve tardar.